quinta-feira, julho 14, 2011

Reconhecendo as causas do sofrimento (parte 1)

Onde estão as causas do seu sofrimento? O que faz esse sofrimento continuar existindo, o que o mantém vivo? Mesmo depois de reconhecer seu sofrimento é necessário identificar o que o alimenta.

Thich Nhat Hanh no texto de hoje (clique aqui) explica os dois primeiros dos quatro nutrientes: os alimentos e as impressões sensoriais. Grande parte de nosso sofrimento resulta do fato de não prestarmos atenção ao que comemos, sejam alimentos seja o que vemos sentimos, cheiramos, etc.

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quinta-feira, julho 07, 2011

Abraçando a Raiva

O Buda nunca nos aconselhou a reprimir a raiva. Nossa raiva faz parte de nós. Quando estamos zangados, temos que nos voltar para nós mesmos e cuidar bem da nossa raiva. Não podemos dizer: "Vá embora raiva, você tem que ir. Não quero você." Precisamos reconhecê-la, abraçá-la e sorrir.

Thich Nhat Hanh no texto de hoje (clique aqui) ensina as três frases do verdadeiro amor:"Meu amor, estou com raiva, estou sofrendo", "Estou fazendo o melhor que eu posso", "Por favor, me ajude".

Usar as três frases do amor verdadeiro e fazer um exame profundo para aceitar nossa responsabilidade no conflito é uma maneira bastante concreta de expressar respeito, alimentar o amor. Não subestimem as três frases do verdadeiro amor. Talvez vocês queiram escrever as três frases num pedaço de papel e colocá-lo na carteira. Venerem esse pedaço de papel como algo que pode salvar vocês, porque ele os fará lembrar do compromisso que assumiram um com o outro.

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quinta-feira, junho 30, 2011

A Linguagem do Verdadeiro Amor

!*FIRSTNAME*!, provavelmente existem pessoas com quem você tem dificuldade de se relacionar. Talvez existam ressentimentos. Contudo precisamos nos dedicar à prática de abrir e restabelecer a comunicação. Expresse sua disposição, seu desejo de fazer as pazes quem você teve alguma dificuldade de relacionamento. Peça a ela que lhe dê apoio.

Thich Nhat Hanh no texto de hoje (clique aqui) diz que existem muitas maneiras de se comunicar, e a melhor delas é demonstrando que você não guarda nenhum sentimento de raiva ou reprovação. Você mostra que entende e aceita a outra pessoa, e transmite isso a ela não apenas através de palavras, mas também com o seu jeito de ser com os olhos cheios de compaixão e as ações repletas de ternura. Quando você começa a mudar, torna-se capaz de restabelecer a comunicação, e a outra pessoa naturalmente se modifica.

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sexta-feira, junho 24, 2011

Atenção nas sensações e na mente

O texto de hoje continua a reflexão do texto da semana passada sobre a Atenção Plena. Nesse texto (clique aqui) Thich Nhat Hanh explica a atenção plena das sensações nas sensações, o segundo estabelecimento da atenção plena e o terceiro estabelecimento que é a atenção plena da mente na mente.

Ambas são práticas ensinadas pelo Buda para desenvolver nossa atenção plena que é um dos passos do Nobre Caminho Óctuplo. Tudo o que ocorre em nosso corpo ou mente precisa ser observado com equanimidade. Não devemos lutar contra, mas sim acolher a sensação ou a formação mental e procurar conhecer melhor o que está ocorrendo. Assim, da próxima vez que surgir, nós a reconheceremos e acolheremos com mais calma e saberemos o que fazer para lidar com ela.

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quarta-feira, junho 15, 2011

Praticando a Atenção Plena

O Nobre Caminho Óctuplo é a prática proposta pelo Buda para nos livrarmos do sofrimento: ansiedade, medo, angústia, raiva, etc. Ele faz parte do primeiro ensinamento do Buda após sua iluminação. É um caminho de 8 práticas, sendo que uma delas é a Atenção Plena Correta.

No texto dessa semana clique aqui Thich Nhat Hanh comenta sobre esta prática. A Atenção Plena Correta está sempre no âmago de todos os ensinamentos de Buda. Ela é a energia que nos traz de volta para o momento presente. Cultivar a atenção plena significa cultivar o Buda interior, cultivar o Espírito Santo.

A Atenção Plena Correta tudo aceita, sem julgar nem reagir. É inclusiva e amorosa. Sua prática consiste em buscar formas para conseguir manter a atenção adequada durante todo o dia.

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quinta-feira, junho 09, 2011

Conhecendo a melhor maneira de viver sozinho

!*FIRSTNAME*!, no texto dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh comenta sobre o sutra "Conhecendo a melhor maneira de viver sozinho". Sutras são os discursos do Buda que foram passados através da tradição oral e posteriormente escritos.

Nesse sutra o Buda ensina que viver sozinho não significa rejeitar o mundo e a sociedade. O Buda disse que viver sozinho significa viver no momento presente profundamente observando o que está acontecendo. Se fizermos isso, não seremos arrastados ao passado ou levados por pensamentos sobre o futuro. O Buda disse que se não pudermos viver no momento presente, mesmo se estivermos sozinhos na mais remota floresta, não estaremos realmente sozinhos. Ele disse que se estivermos plenamente vivos no momento presente, mesmo se estivermos em uma populosa área urbana, podemos ainda dizer que estamos vivendo sozinhos.

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quarta-feira, junho 01, 2011

Nossa prática deve ser concreta

Nossa prática deveria ser concreta, efetiva. Nós não deveríamos permitir uma prática seguir por muito tempo sem trazer qualquer alívio para nós, qualquer transformação. Isso não seria um modo inteligente de praticar. Quando o fazendeiro, depois de ter usado um certo tipo de sementes ou fertilizante, ou métodos de agricultura, não adquire os resultados que quer, ele deveria ser inteligente o bastante para saber mudar.

Thich Nhat Hanh neste texto (clique aqui) nos mostra que para obtermos insights profundos devemos praticar. Ele exemplifica com a noção de não-eu que pode ficar apenas no campo intelectual e não nos ajuda muito, mas quando através da prática se torna o insight do não-eu, nos transforma, muda a nossa maneira de ver o mundo e nos alivia de muito do nosso sofrimento.

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sexta-feira, maio 13, 2011

A prática de visitar o Buda

Thich Nhat Hanh neste texto (clique aqui) te oferece uma prática inicialmente pensada para crianças mas que serve muito bem para adultos também: a prática de visitar o Buda

O Buda está dentro de você, o real Buda. O Buda que você vê nos templos é um Buda, mas feito com gesso ou outro material, não é um Buda real. Quando você se curva àquele Buda, se curvar-se corretamente, você tocará o Buda interno. Um Buda real não é feito de cobre ou ouro ou gesso - um Buda real é feito com consciência. Consciência leva ao entendimento, à paz, e ao amor. Assim, curve-se ao Buda de tal modo que você toque o Buda interno, e saiba que o Buda não é algo abstrato, é a sua consciência.

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quarta-feira, maio 04, 2011

A prática da mente incomensurável

Thich Nhat Hanh neste texto (clique aqui) te oferece uma outra maneira de cuidar de sua dor. De como suportar sua dor mais facilmente. De como aceitá-la com todo o sofrimento. É ótimo se você puder transformá-la, mas enquanto ela ainda está ali, há maneiras pelas quais você pode viver em paz com ela.

Ele ensina que temos de praticar o amor direcionado a nosso próprio eu, corpo e mente. Devemos aprender como amar, e primeiro amar a nós mesmos. Amor não é apenas a vontade de amar. Amor é a capacidade de reduzir a dor e oferecer a paz e a felicidade. Tudo isso é prática. E você pode praticar.

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quarta-feira, abril 27, 2011

Qual o seu verdadeiro nome?

Qual o seu verdadeiro nome? Você consegue ver a barreira que separa você dos demais seres? Onde termina o "você" e começa o "outro"? Será que você é totalmente independente daquilo que você chama de "o outro"?

No texto dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh de uma forma poética e forte abre nosso coração para entendermos que eu e outro na verdade somos um só. Essa visão abre nossa mente para novas possibilidades de ação no mundo, ele abre as portas do coração, as portas da compaixão. Esse texto é baseado no poema abaixo "Por favor me chame pelos meus verdadeiros nomes", que na minha opinião é um dos mais bonitos do Thay.

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Por favor, me chame pelos meus verdadeiros nomes

Não diga que terei que partir amanhã pois,
Mesmo hoje, eu ainda estou chegando
Olhe profundamente; chego a cada segundo
Para ser um broto num galho primaveril,
Para ser um pequeno pássaro, com asas ainda frágeis
Aprendendo a cantar em meu novo ninho,
Para ser uma larva no coração de uma flor,
Para ser uma jóia que se esconde numa pedra.

Ainda chego, para poder rir e chorar,
Para poder ter medo e esperança,
O ritmo do meu coração é o nascimento e a morte
De tudo o que está vivo.

Eu sou a efeméride se metamorfoseando sobre a superfície do rio
E eu sou o pássaro que, quando a primavera chega,
Chega em tempo para comer a efeméride.

Eu sou o sapo nadando feliz na água clara de um lago,
E eu sou a cobra do mato, que, aproximando-se em silêncio,
Se alimenta do sapo.

Sou a criança de Uganda, toda pele e ossos,
Minhas pernas tão finas como caniços de bambu,
E eu sou o mercador de armas, vendendo armas mortais a Uganda

Sou a menina de doze anos
Refugiada em um pequeno barco,
Que se joga ao oceano
Depois de ter sido estuprada pelo pirata do mar.
E sou o pirata,
Com meu coração ainda não capaz
De ver e amar.

Sou um membro do Politburo,
Cheio de poderes em minhas mãos.
E sou o homem que tem que pagar
Seu "débito de sangue" para meu povo
Morrendo lentamente em um campo de trabalhos forçados.

Meu prazer é como a primavera, tão quente que faz
As flores desabrocharem em todos os confins da vida.

Minha dor é como um rio de lágrimas,
Tão cheio que enche todos os quatro oceanos.

Por favor, chame-me por meus verdadeiros nomes,
De modo que eu possa ouvir todos os meus gritos e
Risos ao mesmo tempo,
De modo que eu possa ver que meu prazer e dor são um.

Por favor, chame-me por meus verdadeiros nomes,
De modo que eu possa despertar e de modo que
Possa ficar aberta a porta do meu coração,
A porta da compaixão.

-Thich Nhat Hanh

quarta-feira, abril 20, 2011

Nosso verdadeiro lar

Você tem um lar? Você pode ser negro, amarelo, mulato ou branco; você pode vir de qualquer raça ou herança cultural. Pode voltar a cada noite para uma casa ou apartamento. Mas você tem um lar? Tem um lar verdadeiro onde se sinta confortável, em paz e livre?

No texto dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh diz que nosso verdadeiro lar não pode ser descrito em termos de localização geográfica ou em termos de cultura. Nosso verdadeiro lar é um lugar sem discriminação, um lugar sem ódio. Nosso verdadeiro lar é o lugar onde não mais procuramos, não mais desejamos, não mais lamentamos. Nosso verdadeiro lar não é o passado; não são os objetos de nossos lamentos, nossa melancolia, nossas saudades ou remorsos. Nosso verdadeiro lar não é o futuro; não é o objeto de nossas preocupações, esperanças e medos. Nosso verdadeiro lar reside exatamente no momento presente, é a vida.

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quinta-feira, abril 07, 2011

Como lidar com a culpa e com a raiva

No texto dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh responde perguntas sobre como lidar com dois sentimentos que temos com frequência: culpa e raiva.

Como lidar com a culpa de algo que deveríamos ter feito ou que fizemos? Como lidar com isso a luz da pratica budista? Como lidar com a raiva? Como evitar que ela nos consuma e que nos leve a fazer coisas que depois nos arrependemos? O texto sugerido foi tirado de uma sessão de perguntas e respostas em um retiro em Plum Village, na França, aonde Thich Naht Hanh vive.

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quinta-feira, março 31, 2011

Bodhicitta, a mente do amor

No texto dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh ensina que quando somos capazes de construir nossa Sangha, para achar nosso verdadeiro lar e nosso nome verdadeiro, e também despertar a sabedoria da não-discriminação, a energia da bodhicitta se torna viva dentro de nós. Bodhicitta é a palavra sânscrita que significa mente do amor, a mente do despertar. Bodhi é despertar e Citta é mente. Bodhicitta é o desejo profundo de viver nossa vida de maneira bonita e ser uma luz para os outros de maneira que também vivam de forma bonita. Estamos conscientes de todos os nossos ancestrais praticando conosco.

Sabemos que estamos conectados a todas as coisas vivas. Com esta consciência nosso sofrimento não nos devasta. Pelo contrário, nos dá mais compaixão pelos outros. A cada vez que ficamos atentos, somos um Buda. Na verdade, todos podem ser um Buda...pelo menos por alguns minutos! Quando estamos refrescados, quando estamos amáveis, quando não estamos com raiva, quando podemos sorrir, somos muito parecidos com um Buda. Nesse exato momento, a maioria de nós é um Buda em tempo parcial, mas é possível aprender como se tornar um Buda em tempo integral.

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quinta-feira, março 24, 2011

Ahimsa

A palavra sânscrita ahimsa, usualmente traduzida como não-violência literalmente significa, não ferir ou ser inofensivo. Para praticar ahimsa, primeiramente temos que praticá-la dentro de nós mesmos. Em cada um de nós, há certa quantidade de violência. Dependendo do nosso estado, nossa resposta às coisas será mais ou menos não-violenta.

No texto sugerido desta semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh reflete sobre o que é ser não violento. Ele diz que para praticar ahimsa, primeiramente precisamos aprender a lidar pacificamente conosco mesmos. Se criarmos verdadeira harmonia dentro de nós, saberemos como lidar com a família, amigos e associados. Técnicas são sempre secundárias. O mais importante é se tornar ahimsa, de forma que quando uma situação se apresente, não criaremos mais sofrimento. Para praticar ahimsa, precisamos de gentileza, bondade amorosa, compaixão, alegria e equanimidade direcionadas a nossos corpos, nossos sentimentos e outras pessoas.

A paz real deve ser baseada no insight e entendimento e para isso devemos praticar a reflexão profunda – olhar profundamente dentro de cada ato e cada pensamento da nossa vida diária.

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quinta-feira, março 17, 2011

Sem lama, sem lótus

No texto sugerido desta semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh ensina que as pessoas tendem a achar que seu verdadeiro lar é um lugar onde não há sofrimento, apenas felicidade. Mas este pensamento vai contra a sabedoria do interser. Não podemos fazer crescer uma flor de lótus sem lama. Para cultivar vegetais, precisamos composto. Qualquer jardineiro orgânico sabe por que guardamos os restos da nossa comida e o lixo do jardim. Este lixo é orgânico e com ele podemos fazer composto para nutrir flores e vegetais. Sofrimento e felicidade são também orgânicos. Podemos transformá-los em bem-estar. Este é o ensinamento do Buda sobre não-dualidade.

Ele diz também que a flor de lótus não é possível sem a lama. Entendimento e compaixão não são possíveis sem sofrimento. Ele diz que nunca gostaria de estar em um lugar onde não houvesse sofrimento, porque em tal lugar não teria a chance de aprender como entender e ser compassivo. É tocando o sofrimento que temos a chance de entender as pessoas e seu sofrimento. É entendendo nosso próprio sofrimento e o sofrimento dos outros, que começamos a saber o que é ser compassivo. É apenas contra o pano de fundo do sofrimento que podemos reconhecer nossa felicidade.

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quinta-feira, março 03, 2011

Abraçando a raiva

Precisamos desenvolver a consciência de forma a perceber quando a raiva se manifestou em nós. Se deixarmos nossa raiva sozinha, causará estrago para nosso corpo, para nossa mente e talvez para o nosso entorno. Portanto precisamos abraçar nossa raiva, reconhecê-la, aceitá-la e assim transformá-la.

No texto sugerido (clique aqui) Thich Nhat Hanh nos ensina que se alguém nos faz sofrer, é porque esta pessoa também está sofrendo. Alguém que não sabe lidar com seu sofrimento permitirá que ele vaze, e nos tornaremos vítimas do seu sofrimento. Sabemos que alguém que sofre tanto assim precisa de ajuda e não punição. Quando começamos a ver isso, a compaixão nasce, e não sofremos mais. Compaixão é o antídoto para a raiva. Uma vez que estamos motivados pelo desejo de ajudar a outra pessoa a sofrer menos, estamos livres de nossa raiva.

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sábado, fevereiro 26, 2011

O bom praticante

Um bom praticante não é alguém que não sofre. Um bom praticante é alguém que sabe como lidar com seu sofrimento. Sofrimento faz parte da vida. Está sempre presente, sempre conosco. Mas temos uma opção pela maneira como respondemos ao sofrimento. Cada um de nós tem a capacidade de ser desperto e viver de uma maneira desperta. Em cada momento que estamos plenamente conscientes, somos como o Buda, somos o Buda. Thay diz que somos Buda em tempo parcial, mas estamos trabalhando para nos tornarmos Buda em tempo integral!

- Sister Jewel

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Verdadeira Felicidade

No texto da semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh explica o Segundo Treinamento de Plena Atenção, a verdadeira felicidade. Os Cinco Treinamentos de Plena Atenção são a maneira mais concreta de praticar a plena atenção. Eles são frutos da nossa prática de plena atenção, não algo imposto a nós por alguém. Os Cinco Treinamentos de Plena Atenção nos ajudam a mudar, a nos transformar, e criar nossa comunidade. O Segundo Treinamento de Plena Atenção é sobre generosidade, não roubar e não explorar. Mesmo que outros tenham nos explorado não queremos retaliar e agir como eles, porque queremos seguir o caminho da compaixão. Compaixão é algo que cultivamos ao olhar profundamente de forma a entender o sofrimento no nosso interior a ao nosso redor.

O Segundo Treinamento diz: "Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, eu me comprometo a praticar a generosidade no meu modo de pensar, de falar e de agir. Estou determinado a não roubar e a não possuir nada que porventura pertença a outros, e a compartilhar meu tempo, energia e recursos materiais com aqueles que precisam. Praticarei a observação profunda para ver que a felicidade e o sofrimento dos outros não estão separados da minha própria felicidade e sofrimento. Praticarei para ver que a verdadeira felicidade não é possível sem compreensão e compaixão – e que buscar riqueza, fama, poder e prazeres sensoriais podem gerar muito sofrimento e desespero. Estou consciente de que a felicidade depende da minha mente e não de condições externas, e que posso ser feliz no momento presente, bastando me lembrar de que já possuo todas as condições para isso. Eu me comprometo a praticar o Meio de Vida Correto de forma a reduzir o sofrimento dos seres vivos na Terra e, especialmente, reverter o processo de aquecimento global."

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quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Não se afogue nas suas emoções

Atravessamos a vida sendo dominados por nossas emoções, principalmente as mais intensas como a raiva, o medo, a ansiedade e até a paixão. Normalmente nos damos conta disso depois quando a onda da emoção forte já quebrou. Às vezes é tarde demais, porque sob domínio de emoções fortes pensamos, falamos e agimos de maneira que eventualmente nos arrependemos.

No texto sugerido (clique aqui) a irmã Dang Nghien, monja sênior na tradição de Plum Village e aluna do Thay há muitos anos, ensina que por toda nossa vida atravessamos de uma onda para a outra, e acreditamos que apenas as ondas existem. Mas abaixo das ondas há um imenso oceano que podemos nunca ter explorado. Acima das ondas há o espaço infinito. Em alguns momentos, enquanto sentamos quietamente, ouvindo nossa respiração ou sorrindo para uma flor, podemos tocar a imensidão do espaço – que significa não subir e descer, não investir e quebrar repetidas vezes, e significa ser estável e parado. É claro que não cessamos de ter percepções e sentimentos. Eles podem estar presentes, mas não nos tornamos eles.

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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Solte o passado!

Muito do nosso sofrimento é gerado porque temos apego, consciente ou inconsciente a eventos do passado. Esses eventos do passado podem levar a sentimentos de saudade ou até mesmo de raiva e ódio. Quando estamos perdidos no passado, perdemos o presente.

No texto sugerido (clique aqui) Thay comenta parcialmente o sutra sobre a Melhor Maneira de Viver Sozinho especificamente as linhas "Não persiga o passado. O passado não mais existe". Experimente olhar para a sua vida neste momento com a mente de iniciante. Comece de novo. Solte as amarras que te prendem ao que não existe mais e se liberte.

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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Primeiro Treinamento - Reverência a Vida

Nesse mês de fevereiro te convidamos a refletir e buscar novas formas de praticar o Primeiro Treinamento de Plena Consciência. Os Cinco Treinamentos de Plena Atenção são a maneira mais concreta de praticar a plena atenção. Eles são frutos da nossa prática de plena atenção, não algo imposto a nós por alguém. Os Cinco Treinamentos de Plena Atenção nos ajudam a mudar, a nos transformar.

O Primeiro Treinamento (clique aqui) é o seguinte: Consciente do sofrimento causado pela destruição da vida, eu me comprometo a cultivar o insight do Interser e da compaixão, e a aprender maneiras de proteger a vida das pessoas, animais, plantas e minerais. Estou determinado a não matar, a não deixar que outros matem e a não apoiar nenhum ato de matança no mundo, seja na minha maneira de pensar ou no meu modo de vida. Ao ver que as ações que causam sofrimento surgem a partir da raiva, do medo, da avidez e da intolerância – que, por sua vez, baseiam-se no pensamento dualista e discriminativo - cultivarei a abertura, a não discriminação e o não apego a pontos de vista para transformar a violência, o fanatismo e o dogmatismo em mim mesmo e no mundo.

Segundo Thay o primeiro treinamento existe para nutrir nossa compaixão. Sem compaixão não podemos nos relacionar com outros seres vivos. A compaixão também nos beneficia e nos faz uma pessoa feliz. Cultivar a compaixão é crucial. Ela traz bem-estar para nós e para o mundo. Precisamos nos treinar para que nossa compaixão cresça dia a dia.

Que hábito você poderia mudar para praticar melhor o Primeiro Treinamento?

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segunda-feira, janeiro 24, 2011

Onde está a força verdadeira

Nossa Terra, nossa linda e verde Terra está em perigo, e todos sabemos. Ainda assim agimos como se nossas vidas diárias não tivessem nada a ver com a situação do mundo. Se a Terra fosse o nosso corpo, você seria capaz de sentir muitas áreas onde ela está sofrendo.

Muitas pessoas estão conscientes do sofrimento do mundo e seus corações estão cheios de compaixão. Eles sabem o que precisa ser feito e engajam-se no trabalho político, social e ambiental para tentar mudar as coisas.

Mas depois de um período de intenso envolvimento, eles ficam desencorajados, porque falta a eles a força necessária para sustentar uma vida de ação. A força real não está no poder, dinheiro ou armas, mas em uma profunda paz interior.

-Thich Nhat Hanh

sábado, janeiro 22, 2011

Ecologia Profunda

Nossa ecologia deveria ser uma profunda ecologia - não apenas profunda, mas universal. Há poluição na nossa consciência. Televisão, filmes e jornais são formas de poluição para nós e nossos filhos. Eles plantam as sementes de violência em nós e poluem nossa consciência, da mesma maneira que destruímos nosso meio-ambiente por plantar usando químicos, cortar as árvores e poluir a água.

Precisamos proteger a ecologia da Terra e a ecologia da mente, ou este tipo de violência e imprudência se espalharão até por mais áreas da vida.


-Thich Nhat Hanh

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Um Coração Pacífico

Como podemos ter paz no mundo se nossos corações não estão em paz? Antes de pensarmos em objeivos grandiosos porque não olhamos para nós mesmos e percebemos as sementes de guerra que existem em nós, a raiva, a frustração a inveja, o medo. São essas sementes existentes em todos nós que levam a pensamentos e modos de ver o mundo que são as causas das guerras. Não há um caminho para a paz, a paz é o caminho.

No texto sugerido (clique aqui) Thich Nhat Hanh faz uma reflexão sobre a guerra do Golfo de 1991. Usando várias citações de Jesus, ambos nos falam sobre não-discriminação, perdão, evitar a matança inclusive em nosso pensamento e sobre a vingança.

Aproveite os ensinamentos e faça uma reflexão sobre a paz na sua cidade, no seu edifício ou vizinhança. Como usar estes ensinamentos para pacificá-la antes que começe uma guerra urbana?

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segunda-feira, janeiro 17, 2011

Assim rezamos

Imediatamente depois de ordenar o ataque terrestre ao Iraque, em fevereiro de 1991, o presidente Bush falou para sua nação, “Parem o que quer que estejam fazendo neste momento e rezem pelos soldados no Golfo. Deus abençoe os EUA.” Eu suspeito que no mesmo momento muitos muçulmanos estavam também rezando para o seu Deus para proteger o Iraque e seus soldados. Como Deus sabe que nação apoiar?

Muitos oram a Deus porque querem que ele satisfaça algumas de suas necessidades. Se eles querem ter um piquenique, pedem a Deus por um dia claro, de sol. Ao mesmo tempo, fazendeiros que precisam de mais chuva rezam pelo oposto. Se o tempo ficar claro, os que fazem piquenique podem dizer, “Deus está no nosso lado, ele respondeu as nossas preces.” Mas se chove, os fazendeiros dirão que Deus ouviu as preces deles. Esta é a maneira que usualmente rezamos.

-Thich Nhat Hanh

quinta-feira, janeiro 13, 2011

O Dia de Plena Consciência

Um dia de plena consciência é aquele no qual nos comprometemos a fazer tudo em absoluta plena consciência. Praticar a respiração atenta. Praticar o sentar-se quieto, sorrindo. Praticar a meditação caminhando. Praticar beber um copo de água em consciência. Praticar comer o almoço em consciência. Todas estas coisas são para produzir sua verdadeira presença. É muito importante. No texto sugerido (clique aqui) Thich Nhat Hanh nos sugere várias coisas que podemos fazer nesse dia.

O dia de plena consciência deve ser um dia onde os membros da família têm que realmente estar presentes uns para os outros. Esse é o princípio. Nós "ligaremos" nossa presença, e logo de manhã, quando despertamos, pensaremos: "O que posso fazer para tornar outros felizes? O que deveria evitar fazer para tornar outros felizes?"

Porque você não passa a escolher um dia por semana para ser seu dia de Plena Consciência?

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terça-feira, janeiro 11, 2011

Novo endereço da Sangha do Méier -- RJ

A sangha do Méier vai acontecer agora em outro endereço. Rua Dias da Cruz nº 188 loja 109 - galeria Oxford - Méier - no mesmo dia e horário. No local funciona também a loja Mundo Místico.

Maiores informações também podem ser obtidas no e-mail: marco.sampaio@hotmail.com ou no telefone (21)3899-1222.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Consumo Consciente

Nesse início de 2011, após a temporada de consumo desenfreado no final do ano, sugerimos a leitura e a reflexão sobre o Quinto Treinamento de Plena Atenção (clique aqui) que fala do consumo consciente. Num mundo onde nosso apetite de consumo já ultrapassa a capacidade do planeta de se renovar, essa reflexão passa a ser uma questão de sobrevivência de nossa espécie.


O Quinto Treinamento diz: "Consciente do sofrimento causado pelo consumo inconsequente, eu me comprometo a cultivar a boa saúde física e mental em mim mesmo, em minha família e na sociedade como um todo ao me alimentar, beber e consumir de maneira consciente. Praticarei a observação profunda no que diz respeito ao meu consumo dos Quatro Tipos de Nutrientes, a saber: alimentos, impressões sensoriais, vontade e consciência. Estou determinado a não beber álcool, não fazer uso de drogas, praticar jogos de azar ou usar produtos com conteúdo tóxico, como alguns sites de internet, jogos eletrônicos, programas de TV, filmes, revistas, livros e a não me envolver em conversas com conteúdo similar. Retornarei ao momento presente como um modo de estar em contato com os elementos capazes de renovar, curar e revigorar a mim e àqueles ao meu redor – e não me deixarei arrastar ao passado pelo arrependimento e pela tristeza nem permitirei que a ansiedade, o medo e a avidez me empurrem para longe. Eu me comprometo a não tentar preencher minha solidão, ansiedade ou qualquer outro sofrimento através do consumismo. Contemplarei tanto o Interser quanto o ato de consumir de modo que preservem a paz, a alegria e o bem-estar no meu corpo, na minha consciência, e no corpo e na consciência coletivos da minha família, da sociedade e do Planeta Terra."

Esse treinamento também traz uma visão mais ampla sobre o que é consumo. Não apenas o que comemos ou compramos, mas o que lemos, conversamos, jogamos, vemos, etc. Estude, pratique, liberte-se.

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terça-feira, dezembro 28, 2010

A Paz é o Caminho...

Não há um caminho para a paz. A paz é o caminho.
Não há um caminho para a liberdade. A liberdade é o caminho.
Não há um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

A paz está no aqui e agora. A paz é o caminho.
Em cada respiração, em cada passo, a paz é o caminho.
Quando eu acordo, está bem ali esperando. A paz é o caminho.
Sorrindo, dizendo, "Pegue minha mão." A paz é o caminho.
"Não me procure no futuro. Você pode me ter exatamente agora, bem aqui."

Eu quero cantar sobre felicidade. A felicidade é o caminho.
Não espere pelo amanhã, criança. A felicidade é hoje.
Felicidade para mim e para você. A felicidade está brilhando através,
brilhando através das nuvens do esquecimento.
Abra as nuvens, e deixe que a felicidade venha.
Você sabe que ela quer, então não fique no caminho.
Deixe a felicidade presente hoje.

Não há um caminho para a paz. A paz é o caminho.
Não há um caminho para a liberdade. A liberdade é o caminho.
Não há um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

Não tem que ir para o céu, agora. Não tem que ir a Terra Pura.
Não tem que ligar a tv, agora. Não tem que ir ver um filme.
Escute aqui, ouça agora: tudo que você tem a fazer é inspirar e expirar,
desfrutar da sua inspiração, desfrutar da sua expiração ... e sorrir.
Sinta seus pulmões. Sinta seu corpo inteiro. Você está vivo, o que é uma bênção!
Não precisa ir às Bahamas. Não precisa tirar férias.
Não precisa comprar um carro novo, agora. Não precisa de um novo parceiro.
Você pode encontrar a felicidade no momento presente.
Se você sair por aí procurando, você só pode perdê-la.
Se você sair por aí procurando, você só pode perdê-la porque ela está aqui para você.
Então pare. Ponha a mão no bolso.
Basta parar. Ponha a mão no bolso.
A felicidade está aqui. A paz é agora. A liberdade é um direito em suas mãos, pois ...

Não há um caminho para a paz. A paz é o caminho.
Não há um caminho para a liberdade. A liberdade é o caminho.
Não há um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

Sinta as solas dos seus pés.
Tudo que você tem a fazer é tocar a terra com todo o seu ser.
Primeiro o pé direito, então o esquerdo. Beije a Mãe Terra. (Yeah)
Beije-a com os pés. Aproveite o seu suporte. Sua força sólida sob você.
Ela está lá para você, agora, sempre te amando.
Eu disse, isto é a paz bem aí. Você não tem nenhum outro lugar.
Inspirando, você dá um passo. Expirando, você dá outro passo, gostando de estar vivo. Sinta a brisa, agora. Sinta a luz do sol.
É tão simples e é gratuito. A paz está aqui para você e para mim.
Por favor, acredite. Você pode tocá-la. Juntos, nós podemos torná-la realidade.

Não há um caminho para a paz. A paz é o caminho.
Não há um caminho para a liberdade. A liberdade é o caminho.
Não há um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

E juntos nós podemos torná-la realidade. Então ...
bata palmas e bata os pés.
Celebre a paz, a liberdade e a felicidade para todos nós, aqui e agora.
Dance ao ritmo da paz.
Cante com a melodia da liberdade.
Ria, oh, ria, ria ao abraçar a felicidade.

Não precisa negar a sua dor e seu sofrimento.
Só não faça isso parte integral da sua casa do amanhã.
Porque a maioria gasta muito tempo vendo o que está errado,
e não nos damos conta que tudo o que precisamos,
já temos.
E há sempre muito mais coisas dando certo do que errado.
No nosso jardim existem muitas árvores em flor.
No entanto, optamos por sentar e chorar ao pé de uma que está morrendo.
Então, se você correr ao redor procurando, você só pode perdê-la.
Se você correr por aí procurando, você só pode perdê-la.
Então, ponha a mão em seu bolso. Você vai encontrá-la onde ela sempre esteve.
É isso mesmo a felicidade no seu bolso, ao espalhar o seu sorriso,
no relaxamento de seus ombros, na sua respiração consciente. Isso é tudo o que precisa, porque...

Não há um caminho para a paz. A paz é o caminho.
Não há um caminho para a liberdade. A liberdade é o caminho.
Não há um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

Não há caminho para a paz. A paz é o caminho.
Liberdade e felicidade, elas são o nosso hoje.
A paz é o caminho. Liberdade e felicidade são o caminho.
A paz é o caminho, a liberdade e a felicidade são o caminho.
Porque não há caminho para a paz. A paz é o caminho.
Não há nenhuma maneira, jeito nenhum para a felicidade. A felicidade é o caminho, o caminho hoje.
Não olhe para a liberdade no futuro. Liberdade é hoje.
Apreciá-la, irmão, agora. Desfrute, irmã, irmã.
Juntos, nós podemos torná-la realidade. Juntos, nós podemos torná-la realidade, agora.
Juntos, podemos fazer isso se tornar verdade ... eu e você, em realidade, realidade.




There is no way to peace. Peace is the way.
There is no way to freedom. Freedom is the way.
There is no way to happiness. Happiness is the way.

Peace is in the here and now. Peace is the way.
In every breath, in every step, peace is the way.
When I wake up, it’s right there waiting. Peace is the way.
Smiling, saying, “Take my hand.” Peace is the way.
“Don’t look for me in the future. You can have me right now, right now.”

Chorus

I wanna sing about happiness. Happiness is the way.
Don’t wait for tomorrow, children. Happiness is today.
Happiness for me and you. Happiness is shining right through,
shining right through the clouds of forgetfulness.
Open up them clouds, and let that happiness come through.
You know it wants to, so don’t stand in the way. (hey, hey)
Let happiness be today.

Chorus

Don’t have to go to heaven, now. Don’t have to go the Pure Land.
Don’t have to turn on the tv, now. Don’t have to go see a movie.
Listen here, listen now: all you have to do is breathe in and breathe out,
enjoy your in-breath, enjoy your out-breath… and smile.
Feel your lungs. Feel your whole body. You are alive, what a blessing!
Don’t need to go the Bahamas. Don’t need to take a vacation.
Don’t need to get a new car, now. Don’t need a new partner.
You can find happiness in the present moment.
If you go around lookin’, you just might lose it (ah-hah)
If you go around searchin’, you just might lose it ‘cause it’s right here for you.
So just stop. Put your hand in your pocket.
Just stop. Put your hand in your pocket.
Happiness is right here. Peace is right now. Freedom is right in your hands, ‘cause…

Chorus

Feel the soles of your feet. (2x)
All you have to do is touch the Earth (oh) with all your being.
First the right one, then the left one. Kiss Mother Earth. (yeah)
Kiss her with your feet. Enjoy her support. Her solid strength under you.
She’s there for you, now, always loving you (yeah).
I said, that is peace right there. You don’t have to anywhere else.
Breathing in, you take one step. Breathing out, you take another, enjoying being alive. Feel the breeze, now. Feel the sunshine.
It’s so simple, and it’s free. Peace is here for you and me.
Please believe it. You can touch it. Together, we can make it come true.

Chorus
And together we can make it come true. So…
clap your hands and stomp your feet, hm-mm-mm-yeah (2x)
Celebrate peace, freedom, and happiness for all of us, right here and now.
Dance to the rhythm of peace, downt-downt-downt.
Sing to the tune of freedom, downt-da-downt.
Laugh, oh, laugh, laugh in the embrace of happiness, mm-mm-mm.

Don’t need to deny your pain and your sorrow.
Just don’t build it into your house of tomorrow.
‘Cause most of spend too much time seeing what’s wrong,
and we don’t realize (oh, no) that everything we need,
we already have it (yeah, we do).
And there’s always far more going right than there is going wrong.
In our garden, there are many trees in blossom.
Yet, we choose to sit and cry at the foot of one that’s dyin’.
So, if you run around searchin’, you just might lose it (oh).
If you run around searchin’, you just might lose it.
So, put your hand in your pocket. You’ll find it where it’s always been.
That’s happiness right in your pocket, in the spreading of your smile,
the relaxing of your shoulders, your breathing in awareness. That’s all it takes, ‘cause

Chorus
Yeah, mm-mm-mm.

There is no way to peace. Peace is the way.
Freedom and happiness, they are ours today.
Peace is the way. Freedom and happiness are the way (yeah).
Peace is the way (yeah, yeah) and freedom and happiness are the way.
‘Cause there is no way to peace. Peace is the way.
There is no way, no way to happiness. Happiness is the way, the way today.
Don’t look for freedom in the future. Freedom is today.
Enjoy it, Brother, now. Live it up, Sister, Sister.
Together, we can make it come true. Together, we can make it come true, now.
Together, we can make it come true… me and you, come true, come true.


Para ouvir a música clique aqui .

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Resolução de Ano Novo

Nessa última mensagem de 2010 apresentamos um texto (clique aqui) retirado de uma palestra de Dharma no Ano Novo 2006 onde o Thay propõe uma resolução de final de ano.

Thich Nhat Hanh propõe: "Eu decido que no próximo ano, começando amanhã, eu irei aprender a produzir pensamentos positivos e praticar o pensamento correto. Eu quero que meu pensamento vá na direção do entendimento e da compaixão. Mesmo que a pessoa na minha frente não esteja feliz, que esteja agindo e falando a partir de uma base de sofrimento, eu ainda sou capaz de produzir pensamentos na linha do pensamento correto."

Quando você está totalmente presente no aqui e no agora, e observa seus pensamentos, sentimentos e emoções, você reconhece que eles são pensamentos, sentimentos e emoções; eles não são a realidade. Você não é absorvido por eles. Você mantém sua liberdade, e isso é muito importante. Mesmo se um pensamento negativo surgir, você está totalmente presente no aqui e no agora. Se você se lembrar que seu pensamento é apenas um pensamento, isso permitirá que sua sabedoria, sua compaixão seja acionada para ajudar você. Isso o manterá livre.

Nesse final de ano onde as energias se renovam e buscamos uma renovação para o ano seguinte, o texto (clique aqui) apresenta uma mensagem que mostra uma possibilidade para você. Se possível divida seu insight e suas dúvidas sobre o texto em nosso blog.

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Feliz 2011!

terça-feira, dezembro 14, 2010

Quem tem ouvidos, ouça

Eu lembro que uma vez ofereci um retiro perto de Washington e muitas freiras católicas participaram. No último dia a Madre Superiora disse:

- Thay, tudo que tem sido compartilhado é maravilhoso. Mas há apenas uma coisa sobre a qual você não falou: Deus.

E eu perguntei para ela:

- Irmã, há algo que eu tenha dito durante este retiro inteiro que não fosse sobre Deus?

Ela riu, ela entendeu.

- Thich Nhat Hanh

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Não fique preso a idéias

Muitos de nós ao ler ou ouvir uma palestra que nos inspira acreditamos que aquilo é a verdade suprema e nos agarramos àquela visão ou noção. Ficamos presos a palavras ou idéias e esquecemos que o fundamental é colocá-las na nossa vida, na prática.


Thich Nhat Hanh no texto sugerido desta semana (clique aqui) diz que nunca deveríamos considerar qualquer ensinamento ou ideologia como a verdade absoluta, são apenas meios de ganhar insight. Ensina também que os ensinamentos do Buda não nos são oferecidos como visões ou noções para nos agarrarmos, mas como instrumentos de prática. Se ficarmos presos em visões e noções perderemos os verdadeiros ensinamentos.

Pratique, liberte-se, não fique apenas lendo livros ou assistindo palestras.

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quarta-feira, dezembro 01, 2010

Quarto Treinamento (revisado)

Sugerimos que esse mês de dezembro seja dedicado ao aprimoramento da prática do quarto treinamento de plena consciência. Por isso, essa semana estamos sugerindo a leitura (clique aqui) do texto em anexo onde Thay comenta esse treinamento.

Nunca na história da humanidade tivemos tantos meios de comunicação mas ainda permanecemos como ilhas. Há tão pouca comunicação entre os membros de uma família, entre os indivíduos na sociedade e entre as nações. Sofremos de tantas guerras e conflitos. Certamente não cultivamos a arte da escuta e da fala. Não sabemos como escutar um ao outro. Temos pouca capacidade de manter uma conversa inteligente ou significativa.

O 4o.treinamento busca abrir essa porta universal da comunicação. Quando não podemos nos comunicar, ficamos doentes e, à medida que nossa doença aumenta, sofremos, e nosso sofrimento contagia outras pessoas.

Procure formas de aprimorar o 4o. treinamento (clique aqui) esse mês e escreva seu insight sobre o texto em nosso blog. Se quiser conhecer todos os treinamentos (clique aqui)

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quarta-feira, novembro 24, 2010

O passado e o futuro residem no presente

Quando pensamos sobre o passado, sentimentos ou lamentos ou vergonha podem surgir. Quando pensamos sobre o futuro, sentimentos de desejo ou medo podem vir a tona. Mas todos os sentimentos surgem no momento presente e todos eles afetam o momento presente. A maioria do tempo, seu efeito não contribui para nossa felicidade ou alegria. Temos que aprender como encarar estes sentimentos. A principal coisa que precisamos lembrar é que o passado e o futuro estão ambos no presente e se tomarmos conta do momento presente então também transformaremos o passado e o futuro.

Thich Nhat Hanh no texto selecionado (Clique aqui) ensina que só no momento presente podemos transformar o passado e nos livrar dos lamentos do que fizemos. Também no presente é possível transformar o futuro nos livrando das ansiedades e temores.

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quarta-feira, novembro 17, 2010

Segundo, Terceiro e Quinto Mantras

Você sabe o que é um mantra? Com certeza já ouviu muito essa palavra por aí mas será que você conhece realmente seu significado? Mantra é uma frase, uma fórmula, que pode ser pronunciada em qualquer língua. Não precisa ser sânscrito ou tibetano. Essa frase deve ser uma prática, ou algo com significado e ela pode ter poder, mas seu segredo é que deve ser pronunciada com toda plena consciência. Sem plena consciência não terá efeito nenhum. O poder do mantra é sobre você mesmo.

Thich Nhat Hanh ao longo de sua vida desenvolveu cinco mantras. No texto dessa semana ( clique aqui ) ele nos ensina o segundo, o terceiro e o quinto mantras. No segundo mantra "Querida, eu sei que você está presente e eu estou muito feliz", reconhecemos a pessoa amada como existente, presente.

O terceiro mantra é "Querida sei que você sofre e é por isso que estou aqui". Nessa prática damos nossa presença, que é o que temos de mais valioso, para aqueles que amamos quando reconhecemos o sofrimento neles. No quinto mantra:"Este é um momento de felicidade", reconhecemos a felicidade como presente. Estamos presentes naquele momento e percebemos que é um momento único, um momento feliz.

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sábado, novembro 13, 2010

Vídeo - Cheguei

Veja no link abaixo clipe para a música "Cheguei". Essa música é um Gatha para praticarmos meditação caminhando, ou para qualquer outro momento onde nos sentimos desconectados, perdidos no futuro ou no passado.

Ao repetirmos a letra podemos nos lembrar de chegar no aqui e agora que é nossa verdadeira casa. O único momento que podemos viver. Nesse momento podemos ficar seguros e ao viver intensamente o momento presente podemos nos libertar das ansiedades do futuro e dos lamentos do passado.

Desfrute.


http://www.youtube.com/watch?v=6SK1gIXExK0

quinta-feira, novembro 11, 2010

Cultivando a semente da prática

Sugerimos que você estude a palestra de Dharma (clique aqui) compartilhada pelo irmão Phap Hai, um professor de Dharma Sênior da tradição de Plum Village (Thich Nhat Hanh).

Phap Hai chama os praticantes espirituais de "cultivadores", cultivadores das sementes que nós temos em nossa consciência, criando condições que permitam que as sementes positivas venham adiante. Em vez de ser uma prática de trabalho duro, através do cultivo da plena consciência nós permitimos que nossa sabedoria inata floresça, no seu próprio tempo e modo.

Através da comparação com a fábula da busca dos cavaleiros do Rei Arthur pelo Santo Graal, ele mostra que o cultivo nos guia através da busca pelo nosso Graal, nossa aspiração mais profunda. Ele nos conduz pela fábula, misturadas com histórias do Buda e ensinando em profundidade.

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segunda-feira, novembro 08, 2010

Plantando sementes de paz no Oriente Médio

Nos últimos anos, Thich Nhat Hanh sugeriu mais de uma vez que palestinos e judeus sentassem juntos em meditação e que praticassem a escuta profunda e o compartilhar do sofrimento de cada grupo. A sugestão de Thay plantou as sementes de um sonho.

Alguns anos atrás, alguns praticantes israelenses começaram o processo de realizar este sonho que tinham em seus corações há muito tempo. Separadamente, estas pessoas sonharam o mesmo sonho, e as condições estavam perfeitas para se encontrarem, trocarem idéias e tornar isso uma realidade. Este sonho era trazer um grupo de judeus e palestinos juntos a Plum Village. Agora que este grupo está aqui por duas semanas, Thay nos pediu para dividirmos esta experiência com você.

Por um período de duas semanas, tivemos encontros – quase diários – presenciados por um grupo misto de cerca de quinze palestinos e judeus, e apoiado por monges e monjas, incluíndo a irmã Chan Khong, irmã Annabel e outros.

Os encontros geralmente duravam duas horas, às vezes mais. O compartilhamento era em inglês, hebraico e árabe, dependendo de quem estava falando, com tradução sempre presente. O ritmo e o formato do processo eram guiados pelos monges e monjas, sob coordenação de Thay. Todos os encontros foram gravados.

Durante os primeiros encontros os membros do grupo foram encorajados a focar no aprofundamento de sua prática pessoal e nutrir sua própria base de estabilidade, junto com o resto da comunidade internacional de Plum Village. Comíamos, andávamos e praticávamos juntos em plena consciência.

Depois de alguns dias nutrindo nossa paz interior – acalmando nossos corpos e mentes – o processo de escuta profunda começou com uma sessão com a irmã Chan Khong. As pessoas no grupo compartilharam sentimentos de desespero e raiva e pediram orientação em como usar a prática de lidar com seus sentimentos. A irmã Chan Khong compartilhou sua experiência em lidar com sua própria raiva e desespero e como achou a sua paz interior e claridade durante a Guerra do Vietnã.

Uma noite, praticamos meditação caminhando juntos na floresta em Lower Hamlet onde nos juntamos na prática de “Começar de Novo” com a irmã Jina e “regamos as flores” uns dos outros. No dia seguinte começamos uma série de encontros nos quais praticamos o compartilhar e o escutar profundo. No decorrer dos encontros, cada pessoa teve a oportunidade de falar em plena consciência e dividir sua história pessoal. Nossas histórias eram frequentemente intercaladas com o sofrimento de nossos ancestrais e daqueles da nossa comunidade atual.

O sino de plena atenção era convidado entre cada compartilhar, assim como quando o compartilhar se tornava muito emocional. Isto nos ajudou a retornar para nós mesmos e ficarmos centrados.

Os palestinos falaram sobre suas dificuldades como árabes-israelenses, a discriminação em Israel, e seu status inferior em relação aos judeus, o governo israelense e a polícia. Eles falaram sobre seus medos de serem removidos de suas casas porque são uma minoria no estado judeu. Eles compartilharam suas experiências de discriminação pelo governo que não permite que eles construam casas nas suas vilas ou desenvolvam suas terras. Eles falaram sobre a terra que foi expropriada e dada aos judeus.

Os palestinos que vivem em Gaza e na Cisjordânia falaram sobre o stress que está presente desde a primeira intifada em 1987, o tratamento humilhante que eles recebem do exército israelense, as condições difíceis sob as quais eles vivem e sua pobreza. Eles compartilharam sobre a deportação de muitos palestinos que viviam nas vilas e cidades árabes durante a guerra de 1948 e sobre serem espalhados pelo mundo, removidos, indesejados e ficarem sem lar. Eles falaram sobre o ódio por esses judeus que tomaram suas casas.

Os membros judeus compartilharam suas dificuldades na luta para proteger um estado cercado de inimigos, sobre seu grande medo dos outros que querem destruí-los, sobre a dificuldade de diferenciar os cidadãos palestinos e os vizinhos árabes que são considerados inimigos, e sobre a vida sob a sombra de medo constante: medo de ataques terroristas nas ruas ou em ônibus, e o medo de futuras guerras. Como resultado deste medo, há muita violência e comunicação agressiva. Os membros judeus compartilharam que a sociedade israelense é deficiente mental e sofre de desconexão consigo mesma. Ela também sofre de apatia e falta de entendimento pelo outro lado. Eles compartilharam que muitos israelenses querem paz e não guerra, mas eles não acreditam nas intenções dos palestinos.

Os membros judeus compartilharam sobre o Holocausto e o genocídio de seu povo na Europa pelos nazistas, um trauma que é impresso em cada alma judia e que afeta seu comportamento. Eles também falaram sobre não terem lar no exílio, por dois mil anos.

A principal emoção expressa foi o medo.

Muitos de nós participaram de diálogos israelenses-palestinos no passado, mas o processo em Plum Village foi diferente porque não envolveu nem diálogo nem busca por soluções. Era uma prática de escuta atenciosa, sem comentários e sem julgamentos. E quando compartilhávamos, éramos encorajados a usar fala amorosa.

O sentimento de segurança oferecido em Plum Village e a presença dos mestres criaram um espaço seguro para compartilhar e ouvir. Um irmão sábio disse: “Se não transformarmos, vamos transmitir.” Cada um de nós, de sua própria maneira, sofreu uma transformação.

- Membros da Sangha de Israel, 6 de agosto de 2001
(Traduzido por Leonardo Dobbin)

terça-feira, novembro 02, 2010

Cheguei

Cheguei, estou em casa, no aqui, no agora
Cheguei, estou em casa, no aqui, no agora
Estou seguro, estou livre
Estou seguro, estou livre
Finalmente, vivo!

Versão em Mp3 (Clique aqui)
Voz: Gisele Tigre
Violão:Oriana Brás
Mixagem: Filipe Coury
Produção: ©Sangha Viver Consciente 2010



Primeiro Mantra

Você sabe o que é um mantra? Com certeza já ouviu muito essa palavra por aí mas será que você conhece realmente seu significado? Mantra é uma frase, uma fórmula, que pode ser pronunciada em qualquer língua. Não precisa ser sânscrito ou tibetano. Essa frase deve ser uma prática, ou algo com significado e ela pode ter poder, mas seu segredo é que deve ser pronunciada com toda plena consciência. Sem plena consciência não terá efeito nenhum. O poder do mantra é sobre você mesmo.

Thich Nhat Hanh ao longo de sua vida desenvolveu cinco mantras. No texto dessa semana ( clique aqui ) ele nos ensina o primeiro deles:"Querida, eu estou aqui para você". Eu estou aqui para você significa me ofereço a você como um presente porque tenho frescor, amor e entendimento suficientes. E isso é o que eu tenho de melhor, eu mesmo. O fato é que quando você ama alguém, o melhor presente que você pode dar a ela é sua presença. Mas essa presença tem que ter qualidade. Porque se você estiver com raiva ou violento, sua presença não terá qualidade, não será uma boa oferenda.

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segunda-feira, novembro 01, 2010

Um presente para Thay

Em uma ocasião nós queríamos oferecer para Thay um presente de dia de Ação de Graças. Meu trabalho era encontrar o que ele realmente queria. Enquanto outros estavam desfrutando de um piquenique naquele dia, eu tentei achar uma maneira de chegar perto e perguntar a Thay.

“Querido Thay, o que você mais quer?” Thay olhou para mim e sorriu. “O que eu quero? Thay não gosta em especial de coisa nenhuma.” Eu senti que ele ainda não tinha respondido, portanto perguntei novamente: ”Mas querido Thay, deve haver algo que você goste em especial?” Ele então olhou diretamente para mim. “Há. Thay quer que todos os seus alunos se amem. Amar a Thay significa amar a cada um.” Eu estava tão emocionada que fiquei em silêncio. Thay apenas quer que nós vivamos felizmente juntos.

sexta-feira, outubro 29, 2010

Não vindo, nem indo

Não vindo, nem indo;
Nem antes, nem depois.
Tenho você junto a mim,
Deixo você ir para que seja livre.
Porque estou em você, e você está em mim.
Porque estou em você, e você está em mim


Versão em Mp3 (Clique aqui)
Voz: Gisele Tigre
Violão:Oriana Brás
Mixagem: Filipe Coury
Produção: ©Sangha Viver Consciente 2010


quarta-feira, outubro 27, 2010

Músicas de Plena Consciência

A Sangha Viver Consciente gravou algumas músicas de Plum Village que têm versão em português. Publicaremos essas músicas aos poucos para você desfrutar e praticar. Abaixo a música mais cantada e com versões em inúmeras línguas: Inspirando, Expirando.

Inspirando, Expirando

Inspirando, expirando
Eu floresço num jardim
Sou suave como o orvalho
Sou tão sólido quanto a montanha
E sou firme como a terra
Eu sou livre

Inspirando, expirando, inspirando, expirando
Sou espelho como a água
que reflete a realidade
E eu sinto que há espaço
bem dentro de mim
Eu sou livre, eu sou livre, eu sou livre


Versão em Mp3 (Clique aqui)
Voz: Gisele Tigre
Violão:Oriana Brás
Mixagem: Filipe Cury
Produção: ©Sangha Viver Consciente 2010



quinta-feira, outubro 21, 2010

O que fazer quando ficamos com raiva?

Quando menos esperamos a raiva pode nos subjugar. Nossa mente se estreita, nossa paciência vai embora e o que pensamos ser a causa da nossa raiva é atacada por pensamentos, palavras ou até ações. Muitos hormônios nocivos são lançados na nossa corrente sanguínea , nossos batimentos cardíacos sobem e perdemos temporariamente a lucidez. A beleza do mundo some e nossa mente passa a andar em círculos, presa, sem liberdade. O que fazer quando isso acontece?

Thich Nhat Hanh responde a esta pergunta no texto sugerido desta semana ( clique aqui ). Ele nos ensina que o modo mais sábio é reconhecê-la, permitir que exista, e abraçá-la ternamente. Nunca reprimi-la. Você a abraça ternamente com a energia de plena atenção. O Buda recomendou enquanto estivermos bravos nós não digamos ou façamos qualquer coisa, porque isso é perigoso. Após abraçar a raiva é muito importante praticar o olhar em profundidade nas raízes de nossa raiva.

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quarta-feira, outubro 20, 2010

Experimentando a Medicina Zen (por Erica Hamilton)

Em dezembro de 1997, eu era aluna de pós-graduação no programa de psicologia comunitária da Georgia State University. Ao final do primeiro semestre, fiquei muito doente e tive que passar todas as três semanas das férias de inverno na cama. Precisava ir ao banheiro mais de 15 vezes por dia e defecava sangue. Tinha febre todos os dias. Foi então que os médicos me diagnosticaram pela primeira vez com doença inflamatória intestinal. Naquela época, disseram-me que eu tinha colite ulcerativa, mas depois mudaram o diagnóstico para doença de Crohn.

Corticóides, que inibem o sistema imunológico, e “Asacol,” um remédio para tratar DII, contribuíram para a remissão temporária dos sintomas – mas esses corticóides tinham uma desvantagem: deixavam-me agitada. Com esses remédios, eu ficava “ligada” vinte e quatro horas por dia. Minha mente não parava nunca e era difícil adormecer ou ter uma boa noite de sono.

No início de 1998, a doença voltou, atacou meu intestino durante vários meses e depois cedeu por mais alguns meses. Depois voltou novamente, aquietou-se de novo, em um ciclo interminável. Naquela época, os médicos só identificaram a doença em meu colo sigmóide e o uso de corticóides foi eficaz, permitindo a remissão da doença. Em cada episódio, eu passava meses alimentando-me de uma dieta insossa, consumindo alimentos simples, que raramente incluíam vegetais, frutas, frutas secas, feijões ou sementes. Minha dieta básica consistia de arroz, massas, ovos, tofu, peixe e bananas. Era comum eu acordar com a sensação de ter que ir correndo ao banheiro, ainda de madrugada. Sentia dor e urgência intestinal, dia e noite.

Os ciclos continuavam – alguns meses sentindo-me mal, perdendo peso, seguidos por alguns meses de recuperação e ganho de peso – durante vários anos. Na verdade, eu diria que terminei minha tese de mestrado graças à terapia com corticóides, pois os medicamentos me davam insônia e me permitiam trabalhar até tarde da noite para terminar o trabalho!

Alguns meses após defender minha tese de mestrado, em novembro de 1999, admiti que a pós-graduação era estressante demais para mim e que eu precisava dar um tempo. Naquela época, meu namorado era francês, e decidi mudar-me com ele para a França. Uma semana após nossa chegada, a doença surgiu novamente durante uma viagem à Tunísia, no norte da África. Quando voltamos para a França, um médico francês confirmou que eu passara por um episódio de colite ulcerativa e voltei ao tratamento com corticóides. Como esses medicamentos costumam agir rapidamente, em poucas semanas comecei a me sentir melhor – só que, dessa vez, o tratamento não parecia estar ajudando muito...

Minha irmã, Liza, estava morando em Bruxelas. Visitei-a algumas vezes e, em uma dessas ocasiões, ela me disse: “Colite ulcerativa é um nome horrível. Temos que dar outro nome para a sua doença… Algo como “Kitten Snickers.” O nome pegou. Amigos e parentes passaram a chamar minha doença de “Kitten Snickers”.

Minha vida na França se resumia a repouso, yoga, emails e, de vez em quando, uma saída para ir ao correio ou a alguma loja, se eu tivesse energia para sair de casa. Foi uma fase muito difícil - não sabia se conseguiria melhorar e a maioria dos meus parentes e amigos morava muito longe. Sentia-me sozinha e assustada. Todos os dias eu sofria dos mesmos sintomas, alimentava-me da mesma dieta insossa. A cada dia, o estresse sentido pelo meu namorado e sua família aumentava. Estavam visivelmente preocupados com o fato de eu não me recuperar.

No começo de abril de 2000, decidi que uma semana de meditação poderia ajudar minha saúde e ser algo bom para minha irmã também. Assim, Liza e eu partimos para o sul em direção a Plum Village, o monastério e centro de práticas budistas onde Thich Nhat Hanh, mestre zen-vietnamita, vive e transmite seus ensinamentos. Plum Village está rodeada por vinhedos e montanhas, no esplêndido interior da França, a leste de Bordeaux.

Ao chegar a Plum Village, senti imediatamente uma onda de paz. Senti o apoio e a harmonia das monjas de Lower Hamlet. Eram receptivas e calmas. Lembro-me de ver o pôr do sol sentada em algumas pedras, de frente para o pomar. Pensei, “Quanta felicidade — os pássaros, animais e árvores parecem adorar este lugar!”

Honestamente, tinha receio de não tolerar Plum Village. Não sabia se conseguiria me concentrar e passar tanto tempo meditando, todos os dias. Inicialmente, foi um choque cultural. Sempre que o sino soava, ou o telefone ou o relógio de parede tocava, todo mundo em Plum Village parava o que estava fazendo e, em plena consciência, observava três respirações. Liza e eu precisamos de alguns dias para nos acostumarmos a parar e observar nossa respiração ao ouvirmos o sino soar. No começo, também tivemos dificuldade em seguir a programação dos monásticos. Acordávamos às 5 da manhã, praticávamos meditação sentada às 5:30, tomávamos café da manhã às 7:30, fazíamos meditação do trabalho às 8:30, praticávamos meditação caminhando às 11:00, almoçávamos ao meio-dia, sentávamos novamente para meditar às 17:30 e jantávamos às 18:30. O Nobre Silêncio começava às 21:30 e continuava até o final do café da manhã do dia seguinte. Durante o Nobre Silêncio, ninguém podia falar nada – o que não era nada fácil nem para Liza, nem para mim, principalmente com nossa herança ítalo-judaica. Algumas vezes também nos vimos forçadas a driblar ataques de risos incontroláveis!

Não achei que saberia lidar com o rigor da programação diária e com minha doença ao mesmo tempo, mas comecei a me sentir melhor com o passar dos dias. Meu rosto ficou mais corado e os sintomas começaram a desaparecer. Fui me sentindo mais à vontade simplesmente ao acompanhar minha respiração. Como podia ser tão simples e, ao mesmo tempo, ajudar tanto? Eu me sentia segura ao fazer parte de um corpo maior, a “Sangha,” uma comunidade de pessoas praticando a plena consciência. Liza e eu decidimos que uma semana não seria suficiente, então ficamos mais uma semana. Depois, acabei decidindo ficar mais tempo e, com o consentimento da comunidade de Plum Village, fiquei por um total de quase seis semanas.

Em Plum Village aprendi a saborear minha comida e a me alimentar com plena consciência. As refeições eram feitas em silêncio nos primeiros 15 minutos para que todos pudessem se concentrar totalmente na comida. Recitávamos as cinco contemplações antes de cada refeição:
“Este alimento é presente de todo o Universo: ele veio da terra, do céu, de numerosos seres vivos e de muito trabalho árduo.
Que possamos comê-lo em plena consciência e com gratidão, a fim de sermos dignos de recebê-lo.
Que possamos reconhecer e transformar nossas formações mentais não saudáveis, principalmente a ganância, e aprendermos a comer com moderação.
Que possamos manter nossa compaixão viva através de uma alimentação que alivie o sofrimento dos seres vivos, preserve nosso planeta e reverta o processo de aquecimento global.
Aceitamos este alimento para que possamos nutrir nossa irmandade, fortalecer nossa Sangha, e cultivar nosso ideal de servir a todos os seres.”

Antes de começar a comer, tentava identificar a origem dos alimentos que estavam no meu prato: se houvesse pão, por exemplo, pensava nos campos de trigo balançando ao vento, sob o brilho do sol. Se fossem ovos, pensava nas galinhas, seus ninhos e sua comida. Via a chuva, a luz do sol e o solo em cada bocadinho de comida.

O modo como as monjas de Plum Village praticavam a alimentação me ajudava a manter a plena consciência durante as refeições. Elas perceberam que eu não me servia de vários dos alimentos oferecidos nas refeições e me perguntavam, “Por que você não pode comer legumes ou verduras?”
“Meu sistema não aguentaria,” explicava. “Só posso comer alimentos mais simples.”
Certo dia, uma das monjas descobriu que eu podia comer banana. A partir de então, sempre que eu encontrava uma monja, acabava ganhando uma banana. Várias monjas chegaram a “quebrar” o Nobre Silêncio para me perguntar se eu queria mais uma banana. Em 24 horas, cheguei a ganhar seis bananas das monjas. A compaixão delas aqueceu meu coração.

Um dia, cometi o erro de me sentar à mesa das monjas. Vi uma senhora alemã sentada à mesa, então fui lá e me sentei também. Uma das monjas superiores sussurrou ao meu ouvido que aquela mesa estava reservada apenas para monjas. E, em seguida, outra monja superiora disse, “Tudo bem, quem sabe ela vira monja um dia.”
Após o almoço, essa monja veio atrás de mim e disse, “Erica, fique de olho no seu cabelo.”
“De olho no meu cabelo?”, perguntei.
“Isso mesmo, se você começar a sentar muito com as monjas, poderá ficar sem cabelo!” Ela se referia à tradição monástica de raspar a cabeça. Depois ela começou a rir, dizendo, “Só estava brincando com você!”
A amorosidade e o carinho dos monásticos e dos leigos em Plum Village foi, com certeza, responsável por parte do meu processo de cura. Sentia mais energia e mais alegria.

Liza também foi parte integrante do meu processo de cura. Ela sabia que eu completaria 27 anos em poucas semanas, no dia 18 de maio. Um dia, depois dos primeiros 15 minutos de silêncio no jantar, ela me perguntou, “Erica, o que você quer de aniversário?”
“Quero comer legumes,” respondi. “Só isso.”
Uma das monjas, a Irmã Tenzin, ouvir minha resposta e, de tempos em tempos, me perguntava “Será que daqui a pouco você poderá comer legumes?”
“Acho que sim,” eu respondia. E torcia para que fosse verdade. Sentia falta de legumes.

Na primeira vez que comi uma cenoura cozida em Plum Village, senti-me no paraíso. Foi o primeiro legume que comi em meses e tive muito cuidado, experimentando apenas um pedacinho. Estava embebido no saboroso caldo preparado pelas monjas com especiarias vietnamitas. Senti uma explosão de sabores na boca – uau! Que sensação incrível! Meus sentidos estavam altamente aguçados com tanta meditação e eu conseguia me concentrar totalmente naquela cenourinha. Desfrutei a textura e o sabor de cada uma das especiarias. Simplesmente derreteu em minha boca.

Comecei a me sentir cada vez melhor e passei a consumir mais legumes e frutas. Em 18 de maio, consegui comer legumes e até chocolate. Espalhei minha alegria oferecendo pedacinhos de chocolate a muitas pessoas em Plum Village. Foi absolutamente delicioso sentir sabores dos quais havia me privado por tanto tempo. Eu tinha recuperado minha saúde e percebi que chegara a hora de voltar aos Estados Unidos e procurar trabalho em uma organização sem fins lucrativos... (continua em outro post).

N.T. Mais de dez anos se passaram deste então. Atualmente, Erica Hamilton vive na Suécia. É membro ativo da Ordem Interser e, além da vida acadêmica, trabalha com aconselhamento voltado ao bem-estar. Está saudável e muito feliz.

-Traduzido por Denise Kato

quarta-feira, outubro 13, 2010

Ensinamentos sobre não-eu

Para muitos o ensinamento sobre não-eu do budismo é algo muito abstrato. Outros conseguem compreendê-lo na teoria mas não sabem como aplicar essa compreensão no dia a dia. O ensinamento sobre o não eu fala da interdependência de todas as coisas no universo. Nos mostra que para existirmos tudo mais tem que existir. Ele quebra com nossa noção de isolamento, de autonomia. Não só dependemos de tudo que existe nesse momento como de todos os nossos antepassados humanos, animais, vegetais e minerais

Thich Nhat Hanh no texto sugerido desta semana (clique aqui) nos ensina que olhando profundamente em nossa verdadeira natureza, vemos que o que chamamos Eu é feito apenas de elementos de não-eu. Assim você é o filho, mas não só é o filho, você é o pai. Se tirarem o pai de vocês mesmos, irão desmoronar. Vocês são a continuação de seu pai, de sua mãe, de seus antepassados. Isso é não-eu. O filho é feito de pai, o pai é feito de filho, e assim por diante. E a prática é que diariamente temos a oportunidade de olhar para as coisas deste modo -- caso contrário vivemos de um modo muito superficial, e não obtemos o coração da vida.

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sábado, outubro 09, 2010

Ontem não é igual a hoje

Quando o olhar da mente é límpido, vemos tudo como realmente é, de modo natural. Mas assim que os olhos se distraem com objetos externos, não vemos mais. Perdemos a capacidade de ver corretamente. Sons e imagens nos atacam, nos arrastam, nos puxam. Coisas que deveríamos ver, não vemos. Coisas que deveríamos ouvir, não ouvimos. Não é assim?

Se escutarmos o rio sem atenção, a água que corre parece ter um ritmo constante e ininterrupto. Entretanto, nenhuma gota d'água passa duas vezes sobre a mesma pedra. Não é nunca a mesma gota que forma o leito do rio ou o murmúrio da correnteza. A imutabilidade é apenas uma ilusão dos olhos e dos ouvidos humanos. Uma vez que tenha passado, a água não corre nunca mais no mesmo ponto do rio.

A vida humana não é diferente. Acreditar que ontem é igual a hoje é resultado de nossa ignorância e insensibilidade. São nossas mentes e nossos olhos deludidos que vêem o passado igual ao presente. Os olhos iluminados vêem claramente a imagem das coisas em eterno movimento e reconhecem que um instante é diferente de qualquer outro.

Shundo Aoyama Roshi

quinta-feira, setembro 30, 2010

A Prática de Descansar

O mundo hoje, depois da globalização e da revolução da informática quase nos impõe que funcionemos 24 horas por dia, 7 dias por semana. Estamos sempre conectados, sempre fazendo alguma coisa, sempre buscando fazer ou obter algo. Um ritmo incessante que só rega nossa ansiedade e não nos permite respirar, parar.

Thich Nhat Hanh esta semana (clique aqui) nos ensina a prática de descansar. Segundo ele é muito importante permitir que nosso corpo e nossas mentes descansem. Nosso corpo pode carregar muitas dores internas, e nossa consciência também pode possuir muitas feridas internas. Eles precisam de cura. A condição básica para toda a cura é poder descansar, mas nós não temos a capacidade de descansar. Temos o hábito de correr, de fazer coisas. Enquanto você correr - correndo a procurar por algo ou correndo para escapar de algo - não tem nenhuma paz.

Leia o texto (clique aqui) e aprenda que a meditação é feita de parar, acalmar-se e olhar profundamente. Pare, descanse e depois divida seu insight em nosso blog.

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quarta-feira, setembro 22, 2010

Uma Bela Continuação

Segundo Thich Nhat Hanh nós não somos, nós nos tornamos. Nós estamos sempre nos tornando alguma coisa diferente. Nunca somos os mesmos em dois instantes seguidos. Nosso corpo, sentimentos, percepções, formações mentais e consciência mudam, eles são impermanentes. Não existe nada em nós que permaneça.

A questão passa a ser: continamos como? De que forma? Continuamos através de nossos pensamentos, palavras e ações. Thich Nhat Hanh nos ensina no texto dessa semana que (clique aqui) quando produzimos um pensamento que está cheio de raiva, medo e desespero, ele tem um efeito imediato em nossa saúde e na saúde do mundo. Pensamentos dolorosos podem ser muito poderosos, afetando nossos corpos, nossas mentes e o mundo. Todo pensamento, palavra e ação carregam a nossa assinatura. Esta é a sua continuação, e esta nunca se perde. É ingênuo pensar que após a desintegração deste corpo não restará coisa alguma. Nossa verdadeira natureza é a natureza que não nasce e não morre. Quando praticamos meditação conseguimos compreender isto.

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As três pessoas

Todos temos três pessoas dentro de nós: um lutador, um monge e um artista. O artista é muito importante. O artista pode trazer frescor, um significado para a vida, alegria. O líder espiritual pode trazer lucidez, calma e visão profunda. E o lutador traz a determinação de ir em frente. Temos que mobilizar todas essas três pessoas dentro de nós e nunca deixar nenhuma delas morrer ou ficar fraca.

-Thich Nhat Hanh

quinta-feira, setembro 16, 2010

Não se perca no futuro

Quantas vezes você se pegou angustiado com a possibilidade que algo aconteça no futuro? Esse sentimento às vezes pode ter sido tão forte que o presente não existia mais. As pessoas, as coisas, tudo ao redor era invisível aos seus olhos e apenas aquela possibilidade futura ocupava toda a sua mente.


Às vezes é o presente que está muito difícil e nos jogamos no futuro com a esperança que talvez amanhã seja melhor. Às vezes nos esquecemos que o futuro é feito do presente e se não cuidarmos do presente não haverá futuro melhor.

No texto dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh ensina que se investirmos nossa mente no futuro, não teremos energia mental suficiente para encarar e transformar o presente. Naturalmente temos o direito de fazer planos para o futuro, mas fazer planos não significa ser varrido por sonhos, devaneios. Enquanto estamos fazendo planos, nossos pés devem estar firmemente plantados no presente. Só podemos criar o futuro da matéria prima do presente.

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Dia Mundial Sem Carro

Todo dia 22 de setembro, milhões de pessoas ao redor do mundo comemoram (e praticam) o Dia Mundial Sem Carro. A mobilização é um exercício de reflexão sobre a dependência e o uso (muitas vezes) irracional dos automóveis em nossa sociedade. Afinal de contas, tem gente que não vai até a padaria da esquina sem usar o carro.

A idéia principal do dia é fazer com que as pessoas pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro (em face do trânsito pesado enfrentado nas cidades e dos gases de efeito estufa emitidos), ou mesmo, se possível, em substituí-lo por outro meio de transporte.

Várias prefeituras do Brasil aderiram e nesse dia haverá vagas de estacionamento restritas em vários pontos dessas cidades. No dia 22 de setembro deixe seu carro na garagem e use outro transporte para se locomover. É uma forma de praticar o Quinto Treinamento de Plena Consciência (Consumo Consciente). O planeta agradece.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Terceiro Treinamento - Verdadeiro Amor

Nesse mês de Setembro sugerimos que você aprenda maneiras novas de praticar o terceiro treinamento para a mente alerta (clique aqui) que trata do verdadeiro amor, que é composto por a bondade amorosa, a compaixão, a alegria e a inclusão.

Thay ensina que o sentimento de solidão é universal em nossa sociedade. Não existe comunicação entre nós e as outras pessoas, mesmo em família, e o nosso sentimento de solidão nos impele a ter relações sexuais. Acreditamos ingenuamente que ter uma relação sexual vai nos fazer sentir menos sozinhos, mas isto não é verdade. Quando não há comunicação suficiente com a outra pessoa em termos de coração e espírito, uma relação sexual só vai aumentar a distância e destruir ambos. A crença de que ter uma relação sexual vai ajudar a nos sentir menos sozinhos é uma espécie de superstição. Não nos devemos deixar enganar por ela. Na verdade, nos sentiremos mais solitários depois.

"Responsabilidade" é a palavra-chave no terceiro treinamento para a mente alerta. Responsabilidade pela consequência de nossos atos, responsabilidade pelo sofrimento do outro, responsabilidade pelas famílias e pelas crianças. Ao praticarmos a plena atenção podemos trocar a satisfação efêmera e de curto-prazo por algo mais sólido e duradouro. Ao ver na sociedade quanto sofrimento é causado por pessoas que não conseguem controlar sua energia sexual podemos trabalhar nossa atenção para não sermos nós a causar esse sofrimento.

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