segunda-feira, agosto 31, 2015

Os Cinco Agregados (parte 1)

Essa semana sugerimos que você estude a primeira parte de um texto (clique aqui) básico de budismo onde Thich Nhat Hanh nos ensina sobre os Cinco Agregados ou Skandhas

De acordo com o budismo, os seres humanos são compostos de Cinco Agregados (skandhas): forma, sensações, percepções, formações mentais e consciência. Os Cinco Agregados contêm em si tudo o que existe - tanto dentro como fora de nós, na natureza e na sociedade. Diferentemente da visão ocidental que é dualista, os cinco skandhas intersão. Observe com atenção os cinco rios que correm dentro de você e veja como cada um deles contém em si os outros quatro. Nesse primeiro texto estudaremos a forma, as sensações e as percepções.

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terça-feira, agosto 25, 2015

Momento de gratidão

No texto sugerido dessa semana ( clique aqui ) Thich Nhat Hanh lembra que existem momentos em que sentimos gratidão pela pessoa que compartilha a nossa vida. Apreciamos profundamente a presença dessa pessoa. Ficamos cheios de compaixão, gratidão e amor. Todos já tivemos momentos assim na vida. Nós nos sentimos gratos por a outra pessoa estar viva e ter estado ao nosso lado durante momentos muito difíceis.

Ele sugere que quando sentir isso de novo, você usufrua esse momento. Esse momento de gratidão é um instante de iluminação, de plena consciência, de inteligência. É uma manifestação que vem das profundezas da sua consciência. Você possui essa compreensão dentro de si. Mas, quando você se zanga, sua gratidão e seu amor simplesmente parecem não estar presentes. Você se sente como se eles nunca tivessem existido. Como ter equilíbrio? Como lidar com isso?

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segunda-feira, agosto 17, 2015

Você é o mesmo que ontem?

Você é o mesmo que ontem? Se você olhar uma foto sua quando era criança, será que você é a mesma pessoa ou é uma pessoa diferente? Talvez você seja apenas uma continuação daquela pessoa da foto? Nem o mesmo nem diferente.

Nesse texto (clique aqui), Thich Nhat Hanh ensina que uma pessoa é feita de corpo, sentimentos, percepções, formações mentais e consciência e tudo isso mudou em você desde que a foto foi tirada. O corpo da criança na fotografia não é o mesmo que o seu. Os sentimentos são diferentes e as percepções também. Parece ser uma pessoa completamente diferente de você, mas se não existisse a pessoa na foto, então você não existiria também.

domingo, agosto 09, 2015

A Compreensão Correta

Nessa semana sugerimos que seja estudada a prática da Compreensão Correta ou Visão Correta, mais uma prática do Nobre Caminho Óctuplo, o caminho apontado pelo Buda como sendo a forma de nos libertarmos das aflições.

Nesse texto (clique aqui), Thich Nhat Hanh ensina a Compreensão Correta como a capacidade de saber diferenciar as raízes sadias das não-sadias que existem nas profundezas de nossa consciência. A origem de nossa percepção, ou nossa forma de ver, está no conteúdo de nossa consciência.

Entrar em contato com a realidade de forma profunda, ou saber o que ocorre dentro ou fora de nós, é a maneira para nos libertarmos do sofrimento causado pelas percepções errôneas.

A Compreensão Correta não é uma ideologia, um sistema ou um caminho. É a compreensão da realidade da vida, uma compreensão viva que nos enche de paz, amor e entendimento.

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domingo, agosto 02, 2015

A Concentração Correta

Nessa semana sugerimos que seja aprimorada a prática da Concentração Correta, mais um passo do Nobre Caminho Óctuplo.

Nesse texto (clique aqui), Thich Nhat Hanh ensina que a pratica da Concentração Correta consiste em cultivar uma mente focada, capaz de se concentrar em uma única coisa. A Concentração Correta conduz a felicidade e também a Ação Correta. Quanto maior for o nosso grau de concentração, melhor a qualidade de nossa vida.

O Caminho Óctuplo são práticas ensinadas pelo Buda que nos levam ao bem-estar, nos livrando do sofrimento, medo, ansiedade, angústia, raiva. Experimente! Pratique!

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sábado, julho 25, 2015

A Atenção Plena Correta

O Nobre Caminho Óctuplo é a prática proposta pelo Buda para nos livrarmos do sofrimento: ansiedade, medo, angústia, raiva, etc. Ele faz parte do primeiro ensinamento do Buda após sua iluminação. É um caminho de 8 práticas, sendo que uma delas é a Atenção Plena Correta.

No texto dessa semana clique aqui Thich Nhat Hanh comenta sobre esta prática. A Atenção Plena Correta está sempre no âmago de todos os ensinamentos de Buda. Ela é a energia que nos traz de volta para o momento presente. Cultivar a atenção plena significa cultivar o Buda interior, cultivar o Espírito Santo.

A Atenção Plena Correta tudo aceita, sem julgar nem reagir. É inclusiva e amorosa. Sua prática consiste em buscar formas para conseguir manter a atenção adequada durante todo o dia.

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sábado, julho 18, 2015

O Esforço Correto

No texto dessa semana (clique aqui) estudamos mais um dos passos do Nobre Caminho Óctuplo, o caminho de 8 passos ensinado pelo Buda para que possamos nos libertar do sofrimento.

A Diligência Correta, ou o Esforço Correto, é um tipo de energia que nos ajuda a percorrer mais rápido o Nobre Caminho Óctuplo. Quando praticamos a meditação sentada ou andando, de forma a fazer nosso corpo e nossa mente sofrerem, esse esforço não representa o Esforço Correto nem está baseado na Compreensão Correta. Nossa prática deve ser inteligente, baseada na real compreensão do ensinamento. Não é porque praticamos muito que podemos dizer que praticamos o Esforço Correto.

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Thich Nhat Hanh chega aos EUA para reabilitação intensiva

Uma nova atualização de Plum Village relata que Thich Nhat Hanh viajou de seu monastério na França para o UCSF Medical Center em San Francisco para tratamento de reabilitação intensiva. Os médicos americanos recomendam que Thay siga um programa intensivo de terapia de cinco a seis meses, incluindo visitas ao hospital, durante o qual ele terá acesso as últimas inovações em técnicas de reabilitação robótica, bem como treinamento físico com especialistas. Thay terá também visitas de terapeutas que treinarão com ele em casa durante os outros dias da semana.

O informe reitera a mensagem que Thay (como é carinhosamente conhecido) está se recuperando bem. Apesar de atualmente ser incapaz de falar, Thay desembarcou do avião, a pé e "continua a transmitir a essência de sua prática." A mensagem termina com um apelo para doações. Plum Village espera que o programa de reabilitação de Thich Nhat Hanh vá custar centenas de milhares de dólares. Para obter mais informações ou fazer uma doação, visite www.thichnhathanhfoundation.org/healingthay.

sábado, julho 11, 2015

O Meio de Vida Correto

Sugerimos que você nessa semana leia e reflita sobre o texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh discute mais uma prática do Caminho Óctuplo, o caminho das práticas que nos liberta do sofrimento: o Meio de Vida Correto.

Para praticar o Meio de Vida Correto, é necessário encontrar uma forma de ganhar a vida que não represente uma transgressão aos ideais de amor e compaixão. A forma pela qual você se sustenta pode ser uma expressão do seu ser mais profundo ou pode ser uma fonte de sofrimento para você e para os outros.

Temos sempre que ter consciência das consequências, imediatas ou remotas, do nosso trabalho. O Meio de Vida Correto não é apenas uma questão de escolha pessoal. Ele representa o nosso carma coletivo.Tudo o que fazemos é parte de nosso esforço de praticar o Meio de Vida Correto. Trata-se de um assunto muito mais amplo do que apenas o meio pelo qual obtemos nossa renda mensal.

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sexta-feira, julho 03, 2015

A Ação Correta

Nessa semana sugerimos que você estude e pratique mais um passo do Caminho Óctuplo, (clique aqui) que é a Ação Correta.

Ação Correta significa Ação Correta do corpo. É a prática de entrar em contato com o amor e evitar prejudicar os outros, praticando a não-violência consigo mesmo e com outras pessoas. A base da Ação Correta é agir sempre com atenção plena.

A Ação Correta está ligada a quatro treinamentos (o primeiro, o segundo, o terceiro e o quinto) dentre os Cinco Treinamentos da Atenção Plena. No texto em anexo o Thay comenta esses treinamentos e você tem a oportunidade de aprofundar seu entendimento sobre eles.

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terça-feira, junho 30, 2015

Notícias sobre a saúde de Thich Nhat Hanh

Estamos felizes em compartilhar que a saúde de Thich Nhat Hanh melhorou muito desde que voltou a Plum Village em abril. Todo dia Thay passeia na natureza, ouvindo os pássaros e descansando ao pé de uma árvore. Os médicos continuam a visitar Thay e ele recebe fisioterapia, massagem e acupuntura diariamente. Apesar da idade são progressos marcantes.

Thay já começou a engolir comida sólida e se alimentar sozinho. A sua plena atenção, concentração e alegria ao saborear a comida novamente foi impressionante. Logo que ele conseguiu esse feito, os médicos removeram o tubo que o alimentava, sem nenhuma complicação. Thay apenas sorriu.

Mais recentemente Thay começou a desenvolver sua vocalização, se juntando aos monges quando eles cantam, na parte que eles fazem "hum" nas musicas. Agora Thay consegue cantarolar a melodia e de vez em quando formar claramente uma palavra. Nessas ocasiões ele tem uma grande alegria e surpresa.

Os terapeutas ficam impressionados com sua vontade extremamente forte de se recuperar. Agora ele consegue se sentar sozinho, ereto. Nas últimas três semanas ele quis começar a andar mesmo tendo seu lado direito ainda paralisado. Com apoio de dois ajudantes, ele agora pratica meditação andando no jardim, muitas vezes ao dia. Mesmo à custa de muito esforço, pode-se ver que para Thay, cada passo é um passo de vitória, e uma afirmação da vida e da alegria de estar vivo nesta linda Mãe Terra.

De vez em quando toda a comunidade de 150 monges e monjas vem praticar meditação caminhando com Thay. A sua coragem, determinação e alegria, apesar das limitações físicas, é um claro ensinamento para todos que caminham com Thay e tem seus dois pés saudáveis. Com cada passo, Thay demonstra que continuará a praticar sob quaisquer condições. Ele está afirmando que nunca irá abandonar o Caminho.

Nove anos atrás perguntaram para ele: "Esse ano você faz 80 anos. Você planeja se aposentar?"

Essa foi sua resposta:

No budismo, vemos que o ensinamento é dado não só pela fala, mas também vivendo a sua própria vida. Sua vida é o ensinamento, é a mensagem. E enquanto eu continuar a me sentar, caminhar, comer, interagir com a Sangha e as pessoas, eu continuarei a ensinar, mesmo que já esteja incentivando meus alunos mais antigos a começar a substituir-me em dar palestras sobre o Dharma. Nos últimos dois anos, tenho pedido a professores de Dharma, não só no círculo monástico, mas também no círculo leigo, virem para dar palestras sobre o Dharma. Muitos deles têm dado maravilhosas palestras sobre o Dharma. Algumas palestras sobre o Dharma têm sido melhores que as minhas. Eu vejo a minha continuação, e eu não vou me aposentar. Eu vou continuar a ensinar, se não for por palestras de Dharma, será pela minha maneira de sentar, comer, sorrir, e interagir com a Sangha. Eu gosto de estar com a Sangha. Mesmo se eu não der uma palestra de Dharma, eu gostaria de me juntar à meditação andando, à meditação sentada, comer em plena consciência e assim por diante. Então não se preocupe. Quando as pessoas estão expostas à prática, eles ficam inspiradas. Você não precisa falar, a fim de ensinar. Você precisa viver sua vida conscientemente e profundamente. Obrigado.

sábado, junho 27, 2015

Qual é a visão budista sobre a homossexualidade?

Pergunta: Qual é a visão budista sobre a homossexualidade? 

Thich Nhat Hanh: O espírito do Budismo é a inclusividade. Olhando profundamente a natureza de uma nuvem, vemos o cosmos. Uma flor é uma flor, mas se olharmos profundamente para ela, veremos o cosmos. Tudo tem um lugar. A base, o fundamento de tudo, é o mesmo. Quando você olha para o oceano, você vê diferentes tipos de ondas, muitos tamanhos e formas, mas todas as ondas têm a água como seu fundamento e substância.

Se você nasceu gay ou lésbica, o fundamento do ser é o mesmo que o meu. Nós somos diferentes, mas compartilhamos o mesmo fundamento do ser. O teólogo protestante Paul Tillich disse que Deus é o fundamento do ser. Você deve ser você mesmo. Se Deus me criou como uma rosa, então eu deveria me aceitar como uma rosa. Se você é lésbica, então, seja lésbica. Olhando profundamente em sua natureza, você vai ver-se como você realmente é. Você será capaz de tocar o solo do seu ser e encontrar a paz. 

Alguém que discrimina contra vocês, por causa de sua raça ou a cor de sua pele ou sua orientação sexual, é ignorante. Ele não conhece o seu próprio fundamento do ser. Ele não percebe que todos partilham a mesma base do ser, é por isso que ele pode discriminá-lo. Alguém que discrimina os outros e faz com que eles sofram é alguém que não está feliz consigo mesmo. Uma vez que você tocou a profundidade e a natureza do seu fundamento do ser, você vai ser equipado com o tipo de entendimento que pode dar origem a compaixão e tolerância, e você será capaz de perdoar até mesmo aqueles que o discriminam. Não acredite que o alívio ou a justiça virá através de sociedade por si só. Verdadeira emancipação reside na sua capacidade de olhar profundamente. Quando você sofre por causa da discriminação, há sempre uma vontade de falar. Mas mesmo se você passar mil anos falando, o seu sofrimento não será aliviado. Somente através da compreensão profunda e libertação da ignorância você pode ser libertado de seu sofrimento. 

Às vezes, aqueles nos discriminam agem em nome de Deus, da verdade. Podemos pertencer ao terceiro mundo, ou podemospertencer a uma raça em particular, podemos ser pessoas de cor, podemos ser gays ou lésbicas, e nós temos sido discriminados por milhares de anos. Então como nos libertar do sofrimento de sermos vítimas de discriminação e opressão? No cristianismo, é dito que Deus criou tudo, inclusive o homem, e não há uma distinção entre o criador ea criatura. A criatura é algo criado por Deus. Quando eu olho para uma rosa, uma tulipa, ou um crisântemo, eu sei, eu vejo, eu penso, que esta flor é uma criação de Deus. Porque eu tenho praticado como um budista, eu sei que entre o criador e a criatura, deve haver algum tipo de ligação, caso contrário, a criação não seria possível. Assim, o crisântemo pode dizer que Deus é uma flor, e eu concordo, porque deve haver o elemento "flor" em Deus, para que a flor possa se tornar realidade. Assim, a flor tem o direito de dizer que Deus é uma flor.

A pessoa branca tem o direito de dizer que Deus é branco, e o negro também tem o direito de dizer que Deus é negro. Na verdade, se você for para a África, vai ver que a Virgem Maria é negra. Se você não fizera estátua da Virgem Maria negra, não inspira as pessoas. Porque para os negros, "black is beautiful", de modo que uma pessoa negra tem o direito de dizer que Deus é preto, e na verdade eu também acredito que Deus seja negro, mas Deus não é só preto, Deus também é branco, Deus é também uma flor. Assim, quando uma lésbica pensa em seu relacionamento com Deus, se ela pratica profundamente, ela pode descobrir que Deus é também uma lésbica. Caso contrário, como você poderia estar lá? Deus é uma lésbica e Deus é gay também. Deus não é menos. Deus é lésbica, mas também gay, negrobranco, crisântemo. É porque você não entende isso, que discrimina.


Quando você discriminar o negro ou o branco, ou a flor, ou a lésbica, você discrimina contra Deus, que é a bondade fundamental em você. Você cria o sofrimento ao seu redor, e você cria o sofrimento dentro de si mesmo, e é ilusão, a ignorância, que é a base de sua ação, a sua atitude de discriminação. 

sexta-feira, junho 26, 2015

A Fala Correta

Nessa semana sugerimos que você procure praticar um passo do Caminho Óctuplo: a Fala Correta. Lembre-se que as práticas do caminho óctuplo foram o caminho que o Buda ensinou para nos livrarmos do sofrimento.

Resumidamente, a Fala Correta pode ser explicada como:

(1) Falar sempre a verdade.
(2) Não falar coisas contraditórias deliberadamente.
(3) Não falar com crueldade.
(4) Não exagerar nem retocar os fatos.

Nesse texto (clique aqui) Thay nos explica em detalhes essa prática através de seu insight privilegiado.

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sexta-feira, junho 19, 2015

O Pensamento Correto

Essa semana sugerimos que você encontre novas formas de praticar o Pensamento Correto (clique aqui) que é a uma prática do Nobre Caminho Óctuplo. O Caminho Óctuplo é o caminho que o Buda nos ensinou para superarmos o sofrimento.

O Pensamento Correto reflete a forma como as coisas são. O pensamento errôneo nos faz enxergar as coisas "de cabeça para baixo". Mas praticar o Pensamento Correto não é nada fácil. O que costuma ocorrer é que nossa mente está pensando uma coisa enquanto o corpo está fazendo outra. Enquanto mente e corpo não funcionarem unificadamente, vamos continuar nos perdendo de nós mesmos e não poderemos dizer que estamos realmente aqui, presentes.

A maior parte de nosso pensar é totalmente desnecessária, porque ele é composto de pensamentos limitados e dotados de pouca compreensão. Às vezes parece que há um gravador dentro de nossa cabeça - ligado dia e noite - e não conseguimos desligá-lo. Ficamos preocupados, tensos e temos pesadelos.

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domingo, junho 14, 2015

Cuidando da própria raiva

No momento em que você sente raiva, você tem a tendência de acreditar que seu sentimento foi criado por outra pessoa. Mas, ao fazer um exame profundo, você talvez perceba que a semente da raiva que existe em você é a principal causa do seu sofrimento. Muitas outras pessoas, quando confrontadas com a mesma situação, não ficariam com a raiva com que você fica. Elas ouvem as mesmas palavras, presenciam a mesma situação, mas são capazes de permanecer mais calmas, sem se deixarem afetar tanto pelas circunstâncias. Por que você se enraivece com tanta facilidade?

No texto sugerido Thich Nhat Hanh (clique aqui) nos ensina que todos temos uma semente da raiva nas profundezas da nossa consciência. No entanto, em alguns de nós, esta semente é maior do que nossas outras sementes como a do amor e a da compaixão. A semente da raiva pode ser maior por não ter sido cuidada através da nossa prática no passado. Por isso quando começamos a cultivar a energia da plena consciência, a primeira coisa que percebemos com clareza é que a principal causa do nosso sofrimento, da nossa aflição, não é a outra pessoa, e sim a semente da raiva que existe em nós.

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segunda-feira, junho 08, 2015

Meditando no vento da primavera

Essa semana sugerimos um texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh fala sobre a prática da meditação. A palestra de Dharma aconteceu em sua última passagem pelo Vietnã.

Thay nos ensina que enquanto estivermos sentando parados há três elementos que precisamos harmonizar. O primeiro é o corpo, o segundo é a mente, o terceiro é a respiração - mente, corpo, e respiração. Às vezes nosso corpo está presente, mas a mente escapou para outro lugar. Escapa para o futuro, para o passado. É capturada em preocupações, tristeza, raiva, ciúme, medo. Não há nenhuma paz, nenhuma quietude. Se nós queremos sentar parados, temos que devolver a mente ao corpo.

Ele nos ensina um ghata (poema) para ajudar a focar nossa mente.

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domingo, maio 31, 2015

Objeto da Oração

O que a maioria de nós quer quando faz uma oração? Queremos uma boa saúde. Em segundo lugar, queremos o sucesso em tudo o que fazemos. A terceira coisa que a maioria das pessoas quer é bons relacionamentos ou amor. Jovens e velhos, de qualquer país do mundo, a maioria de nós quer estas três coisas.

Essa semana sugerimos a leitura (clique aqui) de um texto onde Thich Nhat Hanh nos diz que as pessoas que dedicaram suas vidas a prática espiritual também rezam por saúde, sucesso e harmonia, mas essas coisas sozinhas não são suficientes. Se estivermos praticando e oramos apenas para saúde, sucesso e bons relacionamentos, nós ainda não somos praticantes autênticos. Um praticante autêntico tem que rezar em um nível mais profundo.

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sábado, maio 23, 2015

Destemor

Quem nunca sentiu medo? A maioria de nós experimenta uma vida cheia de momentos maravilhosos e momentos difíceis. Mas para muitos de nós, mesmo quando estamos mais alegres, há medo por trás de nossa alegria. Medo da perda, do fim, medo do futuro, medo da doença e da morte. Pensamos que, para sermos mais felizes, devemos afastar ou ignorar o nosso medo. Não nos sentimos à vontade quando pensamos nas coisas que nos assustam, então negamos nosso medo.

Essa semana sugerimos a leitura (clique aqui) de um texto onde Thich Nhat Hanh nos mostra uma saída. Podemos transformar o nosso medo. A prática de viver plenamente o momento presente — o que chamamos de mindfulness — pode nos dar a coragem para enfrentar nossos medos e não sermos empurrados e puxados por eles.

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sexta-feira, maio 15, 2015

Passado e Futuro

Essa semana sugerimos a leitura (clique aqui) de um questionamento feito por um praticante para Thich Nhat Hanh sobre como lidar com o passado e com o futuro sem ser aprisionado por eles.

O praticante perguntou:"As pessoas que trabalham, estudam ou têm atividades normais, precisam pensar sobre o passado de forma que possam fazer certas coisas que são boas para o presente, mas você sempre fala que temos que nos liberar do passado. Elas também precisam olhar para o futuro, apenas para conhecer seus sonhos, como também para ser bem sucedido na sua carreira, mas você também fala sobre não pensar no futuro. Portanto, essas pessoas devem praticar meditação?"

Veja a resposta de Thay lendo o texto (clique aqui).

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domingo, maio 10, 2015

Buda e Mara

Quando falamos sobre o que Buda é, temos que falar também sobre o que Buda não é. O oposto de Buda é Mara. Se Buda é iluminação, então tem que haver algo que não é iluminação. Mara é a ausência de iluminação. Se o Buda é entendimento, então Mara é desentendimento, e se o Buda é bondade amorosa, então Mara é ódio ou raiva e assim por diante. Se não entendermos Mara, não podemos entender o Buda.

No texto sugerido (clique aqui) dessa semana Thich Nhat Hanh imagina uma conversa entre Buda e Mara para nos mostrar que Buda e Mara eram amigos. Eles se complementam como dia e noite, flor e lixo vindo juntos. Este é um profundo ensinamento do Buda.

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sexta-feira, maio 01, 2015

Por que orar?

Você acha que orar funciona? Como o budismo vê a oração? Às vezes, a oração é bem-sucedida e, por vezes, não é e porque isso acontece?

No texto (clique aqui) dessa semana Thich Nhat Hanh nos diz que nós não sabemos por que a oração é eficaz em alguns momentos e não outros. Mas no budismo, aprendemos que tudo é impermanente, o que significa que tudo pode mudar. Portanto, quando nos sentamos para a prática de unificação do nosso corpo e nossa mente, e trazemos a nossa energia de amor, essa nova energia, é capaz de abrir uma nova etapa na nossa vida. Thay então pergunta: Por que não orar?

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domingo, abril 26, 2015

Ação Correta - Karma

A palavra karma em sânscrito significa ação. O significado também inclui os resultados de nossas ações. A ação no budismo é tripla - ação do corpo, da fala e da mente. Pensar já é ação; fala é ação e movimento corporal é ação. O que você produz em termos de pensamento, fala e ação é a sua continuação, o seu karma.

No texto (clique aqui) que sugerimos essa semana Thich Nhat Hanh nos diz que em cada momento estamos produzindo os três tipos de ação: pensamento, fala e ação física. Nossas ações terão um efeito sobre nós e sobre o mundo. Seu karma pode garantir uma continuação mais bela e melhor. Se nós soubermos como lidar com o nosso pensamento, fala e ação, vamos continuar a criar a felicidade no mundo, mesmo quando o nosso corpo não estiver mais presente na sua forma atual.

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sábado, abril 18, 2015

Voltar a si mesmo

Frequentemente nos sentimos cansados e tudo que fazemos e dizemos parece sair errado e criando desentendimentos. Podemos pensar, "Hoje não é meu dia". Nessas ocasiões é melhor simplesmente retornar ao nosso corpo, cortar todo o contato, e fechar as portas de nossos sentidos.
Seguindo nossa respiração, podemos juntar nossa mente, nosso corpo e respiração e eles se tornarão um só. Teremos um sentimento acolhedor, como se sentássemos perto da lareira enquanto o vento e a chuva estão agitando lá fora.
Este método pode ser praticado em qualquer lugar em qualquer hora, não apenas na sala de meditação. Nós voltamos a ficar em contato conosco mesmos e nos fazemos inteiros de novo.
- Thich Nhat Hanh

terça-feira, abril 14, 2015

Canto a Avalokitesvara

Em um texto para adolescentes Thich Nhat Hanh escreve:

"Um bodisatva é uma pessoa compassiva, alguém que se importa muito em ajudar outros seres, alguém que faz promessa de se tornar um Buda.

Estátuas ou imagens de bodisatvas às vezes mostram um ser com muitos braços. Eles são mostrados dessa maneira porque um bodisatva é alguém que pode fazer milhares de coisas ao mesmo tempo. Também, os braços de um bodisatva podem ser extremamente longos, ajudando pessoas em terras muito distantes. Com apenas dois braços, podemos apenas fazer duas coisas por vez. Mas quando você é um bodisatva, tem muitos braços e pode fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Na maior parte do tempo, não vemos todos os braços de um bodisatva. A pessoa tem que ser muito atenta para ver os vários braços de um bodisatva.

Você pode já conhecer alguém que é um bodisatva. É possível! Sua mãe, por exemplo, pode ser um bodisatva. Ele faz muitas coisas ao mesmo tempo. Ela precisa de um braço extra para cozinhar não é mesmo? Mas ao mesmo tempo ela toma conta de você seus irmãos e irmãs, portanto ela precisa de um segundo braço. E aí, ao mesmo tempo ela tem que fazer outra tarefa. Portanto ela precisa de um terceiro braço. E ela pode fazer muitas outras coisas que precisem de mais braços – ela pode ter um trabalho ou ela pode ser voluntária na sua escola. Portanto sua mãe pode ser um bodisatva. O mesmo é válido para seu pai. Olhe mais profundamente para sua mãe e pai e você verá que eles têm mais de dois braços.

Não pense que Budas e bodisatvas são seres que existem no paraíso. Eles estão bem aqui, em volta de nós. Você também pode ser um bodisatva se você pensar nos outros e nas coisas que levam felicidade a eles."

Avalokitesvara, que Thay gosta de chamar de Avalokita, é o bodisatva da compaixao, aquele que ouve o sofrimento do mundo. No vídeo que sugerimos que você assista (clique aqui) os monges e monjas de Plum Village cantam o nome de Avalokitesvara para entrar em contato com o sofrimeno e ajudar a aliviar a dor e o sofrimento dos outros. Enquanto ouvimos, deveríamos parar nosso pensamento e ficar concentrados na nossa respiração. Aproveite.

domingo, abril 12, 2015

Os seis mantras

Um mantra é uma fórmula mágica que tem o poder, quando recitado com concentração e discernimento, para mudar uma situação. Muitas vezes mantras são recitados em sânscrito e nós nem sempre entendemos o seu significado.

No texto (clique aqui) que sugerimos essa semana Thich Nhat Hanh nos mostra a prática dos seis mantras da tradição de Plum Village. Os seis mantras são uma prática importante do discurso amoroso e são fáceis de praticar. Os seis mantras podem ser traduzidos em qualquer idioma e podemos compreender o seu significado imediatamente. Às vezes dizemos os mantras em voz alta para a outra pessoa ouvir e às vezes nós os dizemos em voz baixa para nós mesmos. Você também pode refrasear os mantras para atender às suas próprias necessidades.

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quinta-feira, abril 09, 2015

Thich Nhat Hanh de volta a Plum Village

Um novo comunicado sobre a saúde do mestre Thich Nhat Hanh diz que sua saúde continua a melhorar e que esta semana a equipe da clínica de reabilitação onde ela estava em tratamento deu aprovação para que ele voltasse para Plum Village.

Com muita alegria comunicamos que Thich Nhat Hanh já está de volta a seu eremitério e a comunidade de prática. Os monges continuarão a dar suporte a ele 24 horas sob a orientação dos médicos e enfermeiras. Ele continuará a fazerterapia para recuperar de sua semi-paralisia e para fazer progressos para voltar a engolir perfeitamente e recuperar sua fala.

Os monges e monjas de Plum Village agradecem a família espiritual global por toda energia de amor e suporte. 

domingo, abril 05, 2015

Impermanência

Impermanência significa que nada permanece o mesmo por dois instantes consecutivos. Parece fácil? De fato não é um conceito difícil de entender mas na vida real na verdade não aceitamos a impermanência como um fato e resistimos contra ela. E por isso sofremos.

No texto (clique aqui) desta semana Thich Nhat Hanh ensina que todos nós podemos entender a impermanência com nosso intelecto, mas isto não é, contudo a verdadeira compreensão. Apenas nosso intelecto não nos conduzirá a liberdade. Quando a impermanência se torna nossa experiência diária poderemos obter o verdadeiro insight da impermanência.

Nós também não podemos descobrir o insight da impermanência por só um momento e depois encobri-lo e ver tudo novamente como permanente. Por exemplo, a maior parte do tempo nós nos comportamos como se nossos filhos sempre fossem estar em casa conosco. Nós nunca pensamos que em alguns anos eles nos deixarão para se casar e ter as próprias famílias. Assim nós não valorizamos os momentos que nossos filhos estão conosco.

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domingo, março 29, 2015

Os Quatro Pensamentos Imensuráveis (parte 2)

Depois de começar a entender o que é amor na visão budista, te convidamos a continuar refletindo sobre o tema no texto (clique aqui) dessa semana.

No texto (clique aqui) de hoje, Thich Nhat Hanh ensina os outros dois dos quatro aspectos do verdadeiro amor segundo a filosofia budista. O terceiro aspecto do verdadeiro amor é mudita, a alegria. O verdadeiro amor sempre proporciona alegria, para nós e para as pessoas que amamos. Se nosso amor não trouxer alegria para as duas partes, não será um verdadeiro amor. O quarto aspecto do verdadeiro amor é upeksha, que significa equanimidade, desapego, não-discriminação, serenidade mental, ou a capacidade para deixar as coisas seguirem.

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Apego a ideias

Se em algum ponto de sua vida você adotar uma ideia ou uma percepção como a verdade absoluta, você fecha a porta de sua mente. Isto é o final da busca pela verdade. E não apenas você não procura mais a verdade, mas mesmo se a verdade vier em pessoa e bater na sua porta, você se recusará a abri-la. Apego a visões, apego a idéias, apego à percepções são o maior obstáculo à verdade.
- O Buda

sábado, março 21, 2015

Os quatro pensamentos imensuráveis (parte 1)

O que é amor para você? Quais seriam os componentes do verdadeiro amor? Como sabemos se amamos verdadeiramente ou é outro sentimento disfarçado? Talvez seja uma boa intenção mas na verdade não é amor, como saber?

No texto (clique aqui) de hoje, Thich Nhat Hanh começa a responder a essas perguntas ensinando dois dos quatro aspectos do verdadeiro amor segundo a filosofia budista. O primeiro aspecto do verdadeiro amor é maitri, a intenção e capacidade de proporcionar alegria e felicidade e o segundo aspecto do verdadeiro amor é karuna, a intenção e a capacidade de soltar e transformar o sofrimento, aliviando a tristeza. Na próxima semana examinaremos os outros dois.

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domingo, março 15, 2015

Cultivando a felicidade

Para Thich Nhat Hanh não há felicidade sem liberdade e a liberdade não nos é dada por nenhuma pessoa; temos que cultivá-la por nós mesmos. Essa semana te enviamos um texto (clique aqui) onde Thay nos explica como conseguir por nós mesmos essa liberdade.

Liberdade de que? Não estamos falando da liberdade física mas liberdade da mente, liberdade das aflições, da ira e do desespero. Thay sempre diz que a maior bênção não é aquela que cai dos céus e nos é dada, mas é a felicidade que cada um de nós é capaz de gerar para si próprio.

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quarta-feira, março 11, 2015

Três pessoas

Todos temos três pessoas dentro de nós: um lutador, um monge e um artista. O artista é muito importante. O artista pode trazer frescor, um significado para a vida, alegria. O líder espiritual pode trazer lucidez, calma e visão profunda. E o lutador traz a determinação de ir em frente. Temos que mobilizar todas essas três pessoas dentro de nós e nunca deixar nenhuma delas morrer ou ficar fraca.


- Thich Nhat Hanh