
Revelar o humano
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Construímos muitas estruturas para estarmos separados uns dos outros e para
fazermos sofrer uns aos outros. Por isso é importante descobrir o ser
humano n...
Há 6 anos
Sangha Virtual para discussão de textos ligados ao mestre Zen Vietnamita Thich Nhat Hanh. Participe com seus comentários, vivências e impressões sobre os textos selecionados.
Ligado a Sangha Viver Consciente que se reúne toda semana pelo Zoom às terças às 19:30hs.

Em nossa sociedade somos treinados a ser extremamente objetivos, ou seja, devemos chegar ao fim, ao resultado o mais rápido possível. Em função disso muitos de nós simplesmente ignoram a maneira como fazemos as coisas. Estamos tão concentrados em chegar ao fim que esquecemos do caminho, o meio para se chegar lá. Vivemos de fim em fim, e perdemos muito de nossa vida no esquecimento, ou apenas olhando para objetivos.
Bat Nha é o monastério que depois da volta de Thich Nhat Hanh ao Vietnã passou a praticar de acordo com a tradição de Plum Village. O impacto das visitas do Thay ao Vietnã foi tão grande que em pouco tempo 400 jovens já eram monges. Um crescimento muito grande e contínuo. Milhares de dólares foram enviados por doadores internacionais para reformar e ampliar o monastério.
O quanto você está apegado a sua visão de mundo? Na sua visão quais as condições necessárias para sua felicidade? Um bom salário, uma boa casa, um parceiro que te ame? Como você mede o seu sucesso na vida? O quanto você está aberto a novas maneiras de pensar que desafiem suas crenças mais profundas?
Será que realmente você desfruta do fato de estar vivo? Você tem consciência que estar vivo é um milagre e desperdiçamos muito de nossa vida preso a preocupações e medos, enquanto que o tempo passa? Você já se sentiu pleno, inteiro, totalmente integrado a tudo mais?
Uma das práticas mais libertadoras presente em todas as tradições é o perdão. O perdão nos deixa leves, deixa o passado ir e olhando em profundidade é também uma prática de desapego. É o deixar ir da nossa raiva, ressentimento, ódio. O perdão acaba beneficiando mais quem perdoa do que quem é perdoado.
Uma das práticas mais importantes para nossa felicidade é a prátrica de soltar, de deixar ir. O apego se manifesta não só a bens materiais e pessoas mas também a idéias. Idéias de como as coisas são ou deveriam ser. Essas talvez sejam as mais difíceis de soltarmos porque nem sempre percebemos o quanto somos apegados ao nosso modo de ver o mundo, ao nosso modelo mental. Esquecemos que nossa visão é parcial e as idéias que temos nunca são a verdade absoluta e por isso nos agarramos a elas.
A exploração, a injustiça social e o roubo existem sob muitas formas. A opressão é uma forma de roubo que causa muito sofrimento tanto no Primeiro quanto no Terceiro Mundos. A partir do momento em que fizermos o voto de cultivar a brandura, nascerá dentro de nós a gentileza amorosa e faremos todo esforço para acabar com a exploração, a injustiça social, o roubo e a opressão
Acorde! Você está realmente vivo ou está se movendo pela vida como um cadáver ambulante? O que você faria se te dissessem que você tem apenas três meses de vida? Você viveria intensamente cada segundo que te resta? Porque não faz hoje? O que você está esperando? Você tem consciência que a pessoa que você mais ama é impermanente? Um dia você não a terá mais a seu lado. Porque você não desfruta intensamente a presença dela agora?
O Buda nos ensina a praticar o consumo consciente para preservar o nosso futuro. O nosso futuro pode ser sempre vislumbrado em nosso presente. Se o presente parecer de um jeito, o futuro provavelmente parecerá o mesmo, pois o futuro é feito do presente. Portanto, para salvaguardarmos nosso futuro temos que fazer mudanças no presente.
O texto (clique aqui) dessa semana fala sobre a nossa consciência armazenadora que pode ser comparada ao subconsciente da psicologia ocidental. Inicialmente Thich Nhat Hanh nos mostra qual a relação entre nossa consciência armazenadora e o livre-arbítrio.
Há dois mil e quinhentos anos, o Buda ofereceu certas diretrizes a seus alunos leigos para ajudá-los a viver uma vida de paz, plenitude e felicidade. Eram os Cinco Treinamentos para a Mente Alerta, e na base de cada um desses treinamentos está a plena atenção. Com a plena atenção estamos cientes do que está acontecendo com nossos corpos, nossos sentimentos, nossas mentes e com o mundo, e evitamos ferir a nós mesmos e os outros. A plena atenção nos protege, protege a nossa família e a nossa sociedade e garante um presente seguro e feliz e um futuro também seguro e feliz.
Um problema surge do conflito de ideologias, políticas ou religiosas, quando as pessoas lutam entre si por suas crenças, perdendo de vista a ideia de humanidade básica que nos une como uma única família humana. Devemos lembrar que essas diferentes religiões, ideologias e sistemas políticos no mundo surgiram para ajudar os seres humanos a alcançar felicidade. Não devemos perder de vista essa meta fundamental. Em nenhum momento deveríamos pôr os meios acima dos fins: devemos sempre manter a supremacia da compaixão sobre a ideologia.
Imagine uma cidade onde só resta uma única árvore. As pessoas que moram nesta cidade estão mentalmente doentes porque se tornaram muito alienadas da natureza. Finalmente, um médico que mora na cidade, compreende porque as pessoas estão ficando doentes e prescreve a cada um dos seus pacientes a seguinte receita: “você está doente porque está desligado da Mãe Natureza. Toda manhã, pegue um ônibus, vá até a árvore no centro da cidade e a abrace por quinze minutos. Olhe para a linda árvore verde e cheire a sua fragrante casca.”
Certamente [algumas pessoas] sabem o que é importante fazer, mas entre a informação e a ação abre-se um abismo. Esse é o problema do conhecimento abstrato: sem o compromisso de pô-la em prática, a erudição nada mais é que um refúgio para a incompetência.
Nesse mês de abril sugerimos que você encontre novas formas de praticar o Pensamento Correto (para ler o texto clique aqui) que é a segunda prática do Nobre Caminho Óctuplo. O Caminho Óctuplo é o caminho que o Buda nos ensinou para superarmos o sofrimento. A cada mês sugerimos o estudo e a aplicação de uma dessas práticas.