No vídeo dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh nos ensina o Quarto Mantra do Verdadeiro Amor. Nos momentos em que estamos com dor, em princípio, temos que deixar a outra pessoa saber que estamos com dor, para que a outra pessoa possa fazer algo para nos ajudar a sofrer menos. … disso que trata o quarto mantra.O quarto mantra é: "Querido, eu sofro. Por favor me ajude." Deveríamos ir até a outra pessoa e dizer honestamente: Estou com raiva. Estou com dor. Eu preciso de você. Isso seria muito bom. Porque quando duas pessoas vivem juntas, significa que elas estão compartilhando um voto, um acordo, uma com a outra. Que é nos bons e nos maus momentos, na doença e na saúde, eles juram partilhar estes momentos lado a lado.
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“Cheguei, estou em casa”. É muito simples, mas essa é a prática. Caminhe de tal maneira que você chegue e se sinta em casa. Você não anda mais como um sonâmbulo, você está caminhando como uma pessoa livre, você está caminhando como um Buda.
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Algumas emoções são mais fortes do que outras, dependendo da fase da nossa vida. Depende também da nossa personalidade, de como expressamos as emoções. Podemos considerar as emoções antes de mais nada, como uma onda. As emoções também podem ser vistas como: uma tempestade, um alimento (nutrição), um hábito, ou um vício.
Cada pessoa, para ser feliz e estável deve ter pelo menos duas famílias. A primeira é a família de sangue em que pai e mãe representam a geração mais jovem de ancestrais. Se seus pais estiverem felizes um com o outro, poderão transmitir a você os valores de seus ancestrais. O amor e a confiança que estão neles em forma de sementes. A outra família é a família espiritual. Se as pessoas que representam as suas tradições não forem suficientemente felizes, se não tiverem a sorte de receber as joias da sua tradição, não poderão transmiti-las a vocês.
Cada um de nós tem uma ideia do que é a felicidade e estamos comprometidos com essa ideia. Se eu não conseguir isto, e aquilo, e aquilo outro, então a felicidade não será possível. Descrevemos a nossa felicidade, temos uma ideia da nossa felicidade, e nos esforçamos para alcançá-la.
Nos sentimos muito sós e tentamos usar a tecnologia para dissipar esse sentimento de solidão, mas não tivemos sucesso. Estamos desligados de nós mesmos. Estamos vivos, mas não sabemos que estamos vivos. Estamos sempre conectados, mas continuamos a nos sentir sós. Isso acontece quase o dia inteiro.
O primeiro ensinamento do Buda após sua iluminação foram as Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo. Esse é o caminho prático proposto pelo Buda que pode nos ajudar a remover o sofrimento. Um caminho de oito passos, onde cada passo se conecta com o seguinta em um círculo virtuoso. Podemos começar por qualquer um dos passos.
Nós sabemos que em nosso corpo, em nossa consciência, existe aquela sabedoria que chamamos de "a sabedoria do não-discriminação." Nós a possuímos, temos essa semente de sabedoria dentro de nosso corpo, dentro de nossa consciência. Nós podemos desenvolvê-la, a fim de ter a sua orientação em nossa vida diária.
Estar plenamente consciente de todo o corpo é uma prática muito importante. Estar plenamente consciente de todo o corpo e acalmar todo o corpo — ou estar plenamente consciente de toda a formação física e acalmar toda a formação física — é de grande importância.
Alguém fez a seguinte pergunta: "O que faz de alguém um pai ideal? Poderia, por favor, descrever-me o que é um pai ideal? Apresente um pai ideal.” Outra pessoa responde: "Um pai ideal é alguém que ama a mãe dos seus filhos e sabe como fazê-la feliz." Que resposta tão simples, tão fácil, mas, ao mesmo tempo, tão profunda! Do que precisa uma criança?
Como reconciliar a disparidade de ser apegado a alguém que temos afeição e, portanto, favorecer sua vida pela de outra pessoa. Se estivessemos caminhando com um monge pela floresta e esse monge fosse atacado por um animal, se impedíssemos, e talvez tivessemos que matar o animal, isso seria discriminação? Como reconciliar essa disparidade?
O vício não se resume apenas às drogas, o objeto da nossa dependência. Ele envolve uma imagem muito maior que se forma em nós. Famílias e amigos estão frustrados, talvez até tenham se afastado. Talvez tenhamos perdido o emprego, o casamento, a carreira, a confiança em nós mesmos, na nossa capacidade de cuidar de nós mesmos, de lidar com as dificuldades da vida. É um fardo enorme.
Estamos sofrendo, e você tem alimentado seu sofrimento. Você consumiu de uma maneira que mantém o sofrimento vivo por muitos meses. Se você olhar profundamente para a natureza do seu sofrimento identifica a fonte de comida que usou para alimentar sua depressão.
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Você tem uma ferida na alma, na consciência. Pode sentir desespero, muita injustiça, muita raiva. Se você está profundamente ferido e quer se curar, a cura é possível com a prática de parar.
Você está preso na prisão do passado, na prisão do futuro, nas suas preocupações, e por isso não consegue tocar a realidade como ela é. Você que não está disponível, e por isso não tem liberdade. A prática da atenção plena e da concentração te ajuda a sair da prisão para que você possa tocar a realidade como ela é.