terça-feira, julho 31, 2018

O Dedo não é a Lua

Os ensinamentos do Buda não são uma doutrina ou uma filosofia. Não é o resultado de um pensamento discursivo ou uma conjectura mental como várias filosofias. Pensamento discursivo e conjecturas mentais, segundo o Buda, são como formigas movendo-se lentamente ao redor da borda de uma tigela – nunca vão a lugar nenhum.

O texto sugerido desta semana (clique aqui) retirado do livro de Thich Nhat Hanh sobre a vida do Buda ensina que os ensinamentos do Buda são o resultado da experiência direta. Você pode confirmá-los pela sua própria experiência. O objetivo não é explicar o universo, mas ajudar a te guiar a como a ter uma experiência direta da realidade. Palavras não podem descrever a realidade. Apenas a experiência direta nos habilita a ver a verdadeira face da realidade.

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Um comentário:

Alcides Rocha disse...

Considero a compreensão do Budismo um grande desafio para as pessoas que, em geral, buscam o crescimento espiritual tentando se identificar com alguma filosofia ou doutrine existente. Ao ler o texto "O Dedo não é a Lua", meu pensamento se ateve ao texto abaixo:

"Eu devo declarar claramente que meus ensinamentos são como um dedo apontando para a Lua e não a própria Lua. Uma pessoa inteligente faz uso do dedo para ver a Lua. Uma pessoa que apenas olha o dedo e a toma pela Lua, nunca verá a Lua real."

“Meus ensinamentos são um meio de prática, não algo para se agarrar e adorar. Meus ensinamentos são como uma balsa usada para atravessar o rio. Apenas um tolo carregaria a balsa ao andar pela outra margem depois de tê-la alcançado, de ter alcançado a margem da liberação.”

Então me vieram as perguntas: Eu preciso do "dedo" do Budismo para ver a Lua? Eu preciso da "balsa" do Budismo para atravessar o rio? Eu posso ver a lua e atravessar o rio sem os ensinamentos do Buda?