quarta-feira, agosto 18, 2010

Fotos de Plum Village

Este ano passei uma semana em Plum Village, durante o retiro de verão. Foi uma experiência transformadora, muito pessoal e única. A intensidade da prática e o ambiente de plena atenção nos levam a níveis grandes de plena atenção, tranquilidade e concentração, que geram insights poderosos. Quem já foi sabe de que estou falando. É uma experiência que eu sempre recomendo, e quem acredita que seu caminho de prática espiritual seja através da plena atenção deveria ir pelo menos uma vez e ter essa vivência. Abaixo algumas fotos dessa minha estadia. Basta clicar para ampliar as fotos.






quarta-feira, agosto 11, 2010

Cuidando do Ambientalista

Muitos de nós têm desejos altruístas de melhorar a sociedade tanto no aspecto social, diminuindo as desigualdades e a pobreza, quanto no aspecto ambiental, empreendendo ações de proteção da Terra e de recuperação do meio-ambiente. O que o corre muitas vezes é que por não termos paz interior, nossa ações mesmo buscando os melhores objetivos carregam raiva, desespero e medo.


No texto desta semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh ensina que só intelecto não é suficiente para guiar uma vida de ação compassiva. Para influenciar efetivamente o futuro do nosso mundo precisamos ter insight para não sermos mais aprisionados pelas inúmeras situações difíceis. Quando mudamos as nossas vidas diárias – o nosso modo de pensar, falar e agir – mudamos o mundo. Sem paz e felicidade não podemos tomar conta de nós mesmos, de outras espécies, ou do planeta. É por isso que a melhor forma de cuidar do ambiente é cuidando do ambientalista.

Se a raiva diante da injustiça é o que usarmos como a fonte de nossa energia, poderemos fazer algo prejudicial, algo que mais tarde vamos nos arrepender. De acordo com o Budismo, compaixão é a única fonte de energia que é útil e inofensiva. Com compaixão sua energia nasce do insight, não é energia cega.

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quinta-feira, agosto 05, 2010

Os meios são o fim

Em nossa sociedade somos treinados a ser extremamente objetivos, ou seja, devemos chegar ao fim, ao resultado o mais rápido possível. Em função disso muitos de nós simplesmente ignoram a maneira como fazemos as coisas. Estamos tão concentrados em chegar ao fim que esquecemos do caminho, o meio para se chegar lá. Vivemos de fim em fim, e perdemos muito de nossa vida no esquecimento, ou apenas olhando para objetivos.

Thay no texto sugerido (clique aqui) fala que no budismo não há nenhuma distinção entre meios e fins. Ele ensina que cada passo que damos em nosso caminho deveria ser dado com atenção total para que possamos desfrutar daquele momento único e perceber as maravilhas ao nosso redor. Mas há uma energia de hábito que lhe impede de fazer assim. Você está acostumado a correr por acreditar que a felicidade não é possível aqui e agora, a felicidade só é possível no futuro. A energia de hábito nos diz: "rápido, rápido, vá, rápido, rápido, termine logo! O prazo final está próximo!", mas a prática está lhe dizendo o oposto: "não corra, desfrute, o aqui e o agora é a única coisa que você possui, a felicidade não pode ser possível fora do aqui e do agora".

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quarta-feira, julho 21, 2010

Bat Nha, um koan

Bat Nha é o monastério que depois da volta de Thich Nhat Hanh ao Vietnã passou a praticar de acordo com a tradição de Plum Village. O impacto das visitas do Thay ao Vietnã foi tão grande que em pouco tempo 400 jovens já eram monges. Um crescimento muito grande e contínuo. Milhares de dólares foram enviados por doadores internacionais para reformar e ampliar o monastério.


Inesperadamente de junho a setembro do ano passado uma onda de violência se iniciou contra o monastério. Policiais a paisana se passando por populares agrediam monges, quebravam janelas e em seguida o governo deu um ultimato aos monges. Teriam que abandonar o monastério e a prática budista sob pena de serem presos. Os monges deram uma lição de estabilidade, paz e compaixão durante todo o episódio e mesmo sofrendo uma brutal injustiça, não cederam e não reagiram à violência.

Thay no texto sugerido (clique aqui) coloca toda essa questão como um koan. Um koan é um dispositivo de meditação, um tipo especial de charada zen. Os koans são resolvidos não com o intelecto, mas com a prática da consciência plena, concentração e insight. Um koan não consegue ser resolvido através de argumentações intelectuais, lógica ou razão, nem através de debates. Thay nos dá orientações diretas para ajudar na prática da contemplação profunda do caso Bat Nha. A técnica que ele nos mostra pode ser usada para outros koans de nossa vida.

Leia (clique aqui) e depois se quiser divida seus insights sobre Bat Nha em nosso blog.

Para mais informações sobre Bat Nha clique em:


http://www.viverconsciente.com/

http://helpbatnha.org

http://www.hrw.org/

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quarta-feira, julho 14, 2010

Desapego a visões

O quanto você está apegado a sua visão de mundo? Na sua visão quais as condições necessárias para sua felicidade? Um bom salário, uma boa casa, um parceiro que te ame? Como você mede o seu sucesso na vida? O quanto você está aberto a novas maneiras de pensar que desafiem suas crenças mais profundas?

Thich Nhat Hanh no texto selecionado(clique aqui) afirma que todas as visões são visões erradas. As visões não nos deixam ter acesso direto à realidade. Às vezes na sua vida você toma algo como verdade, e fica preso nisso, e por isso você para. Não há como avançar no seu caminho espiritual e continuar a procurar a verdade. Mesmo se a verdade vier e bater na sua porta você se recusará em abrir a porta.

Thay nos mostra que para nossa constante evolução espiritual temos que nos desapegar de nossas visões. Sempre é possível avançar e para isso é preciso abandonar a visão anterior que considerávamos a verdade absoluta.

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quarta-feira, julho 07, 2010

Como experimentar o milagre da vida?

Será que realmente você desfruta do fato de estar vivo? Você tem consciência que estar vivo é um milagre e desperdiçamos muito de nossa vida preso a preocupações e medos, enquanto que o tempo passa? Você já se sentiu pleno, inteiro, totalmente integrado a tudo mais?

Thich Nhat Hanh no texto selecionado(clique aqui) afirma que alegria e felicidade nascem da concentração e não há felicidade sem concentração. Aos poucos você deve se treinar para viver, para ser feliz. Você provavelmente recebeu um diploma para o qual você trabalhou por anos, e você pensou que a felicidade seria possível depois de obtê-lo. Mas isso não era verdade porque depois de obter esse diploma e achar um emprego, você continuou a sofrer.

Você tem que perceber que a felicidade não é algo que você acha no final do caminho. Tem que entender que ela está aqui, agora. A prática da plena consciência não é uma fuga ou uma alienação. Significa entrar vigorosamente na vida com a força gerada pela energia de plena consciência. Sem esta liberdade e concentração, não há felicidade.

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sexta-feira, julho 02, 2010

Perdão e Tentação

Uma das práticas mais libertadoras presente em todas as tradições é o perdão. O perdão nos deixa leves, deixa o passado ir e olhando em profundidade é também uma prática de desapego. É o deixar ir da nossa raiva, ressentimento, ódio. O perdão acaba beneficiando mais quem perdoa do que quem é perdoado.

Thich Nhat Hanh no texto selecionado(clique aqui) comenta os dois últimos versos da oração do Pai Nosso, uma das orações principais do cristianismo. Esses dois versos falam sobre perdão e tentação. Thay olha esses dois versos a partir do ponto de vista de um mestre budista. É bastante enriquecedor, não deixe de ler.

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quarta-feira, junho 23, 2010

A prática de deixar ir

Uma das práticas mais importantes para nossa felicidade é a prátrica de soltar, de deixar ir. O apego se manifesta não só a bens materiais e pessoas mas também a idéias. Idéias de como as coisas são ou deveriam ser. Essas talvez sejam as mais difíceis de soltarmos porque nem sempre percebemos o quanto somos apegados ao nosso modo de ver o mundo, ao nosso modelo mental. Esquecemos que nossa visão é parcial e as idéias que temos nunca são a verdade absoluta e por isso nos agarramos a elas.

Thich Nhat Hanh no texto selecionado(clique aqui) diz que talvez você também seja prisioneiro de sua própria noção de felicidade. Há milhares de caminhos que levam à felicidade, mas você aceita somente um. Não considerou outros caminhos porque pensa que o seu é o único. Você seguiu este caminho com toda a sua força e, portanto os outros caminhos, os milhares de outros caminhos permaneceram fechados para você.

Solte! Experimente aceitar que as coisas podem ser diferentes. Esteja aberto, flexível. Ouça com todo o seu ser e permita que o insight brote em você. Você poderá ter uma boa surpresa. Leia (clique aqui) e depois se quiser divida seus insights em nosso blog.

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quinta-feira, junho 10, 2010

2o. Treinamento - Verdadeira Felicidade

A exploração, a injustiça social e o roubo existem sob muitas formas. A opressão é uma forma de roubo que causa muito sofrimento tanto no Primeiro quanto no Terceiro Mundos. A partir do momento em que fizermos o voto de cultivar a brandura, nascerá dentro de nós a gentileza amorosa e faremos todo esforço para acabar com a exploração, a injustiça social, o roubo e a opressão

Thich Nhat Hanh no texto (clique aqui) explica o 2o. Treinamento da atenção Plena, a Verdadeira Felicidade. A base desse 2o. Treinamento é a generosidade, a intenção e a capacidade de trazer alegria e felicidade a outra pessoa ou ser vivo.

Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, eu me comprometo a praticar a generosidade no meu modo de pensar, de falar e de agir. Estou determinado a não roubar e a não possuir nada que porventura pertença a outros, e a compartilhar meu tempo, energia e recursos materiais com aqueles que precisam. Praticarei a observação profunda para ver que a felicidade e o sofrimento dos outros não estão separados da minha própria felicidade e sofrimento. Praticarei para ver que a verdadeira felicidade não é possível sem compreensão e compaixão – e que buscar riqueza, fama, poder e prazeres sensoriais podem gerar muito sofrimento e desespero. Estou consciente de que a felicidade depende da minha mente e não de condições externas, e que posso ser feliz no momento presente, bastando me lembrar de que já possuo todas as condições para isso. Eu me comprometo a praticar o Meio de Vida Correto de forma a reduzir o sofrimento dos seres vivos na Terra e, especialmente, reverter o processo de aquecimento global.

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quinta-feira, junho 03, 2010

Acorde! Fique Verdadeiramente Vivo

Acorde! Você está realmente vivo ou está se movendo pela vida como um cadáver ambulante? O que você faria se te dissessem que você tem apenas três meses de vida? Você viveria intensamente cada segundo que te resta? Porque não faz hoje? O que você está esperando? Você tem consciência que a pessoa que você mais ama é impermanente? Um dia você não a terá mais a seu lado. Porque você não desfruta intensamente a presença dela agora?

Thich Nhat Hanh no texto (clique aqui) afirma que três meses é muito se vivermos realmente cada momento em profundidade. O que você esté esperando para experimentar. Solte os lamentos do passado e suas expectativas, ansiedades e planos de como o futuro deveria ser e mergulhe de cabeça neste momento percebendo quanta coisa está na sua frente hoje e somente hoje disponível para sua felicidade. Talvez amanhã isso não exista mais e você terá algo mais para se lamentar.

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quarta-feira, maio 19, 2010

Dieta para um planeta consciente

O Buda nos ensina a praticar o consumo consciente para preservar o nosso futuro. O nosso futuro pode ser sempre vislumbrado em nosso presente. Se o presente parecer de um jeito, o futuro provavelmente parecerá o mesmo, pois o futuro é feito do presente. Portanto, para salvaguardarmos nosso futuro temos que fazer mudanças no presente.

A situação em que a Terra se encontra hoje foi construída pela produção inconsciente e pelo consumo inconsciente. Estamos violentando nossos lares e estamos nos defrontando com o aquecimento global e mudanças climáticas catastróficas.

No texto dessa semana (clique aqui) Thay ensina que somos o que consumimos. Se olharmos profundamente para o quanto e quais itens consumimos diariamente, iremos conhecer muito bem a nossa própria natureza. Ignoramos a regra da moderação e a nossa forma de comer e produzir alimento pode ser muito violenta para outras espécies, para os nossos próprios corpos e para a Terra.

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quarta-feira, maio 12, 2010

Carma e Continuação

O texto (clique aqui) dessa semana fala sobre a nossa consciência armazenadora que pode ser comparada ao subconsciente da psicologia ocidental. Inicialmente Thich Nhat Hanh nos mostra qual a relação entre nossa consciência armazenadora e o livre-arbítrio.

Na sequência Thay explica o conceito de Carma. Carma significa ação, e ela pode ser expressa em termos de pensamento, fala ou ação corporal. Estamos produzindo carma o tempo todo e todo ele vai em direção ao futuro. É por isso que em nossa prática deveríamos nos treinar para nos ver em nossas ações, não somente neste corpo. É claro que ações de corpo, fala e mente também influenciam nosso corpo e sentimentos. O texto nos mostra como cuidar de nosso presente para que o futuro tenha menos sofrimento.

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quinta-feira, maio 06, 2010

Primeiro Treinamento

Há dois mil e quinhentos anos, o Buda ofereceu certas diretrizes a seus alunos leigos para ajudá-los a viver uma vida de paz, plenitude e felicidade. Eram os Cinco Treinamentos para a Mente Alerta, e na base de cada um desses treinamentos está a plena atenção. Com a plena atenção estamos cientes do que está acontecendo com nossos corpos, nossos sentimentos, nossas mentes e com o mundo, e evitamos ferir a nós mesmos e os outros. A plena atenção nos protege, protege a nossa família e a nossa sociedade e garante um presente seguro e feliz e um futuro também seguro e feliz.

Praticar os treinamentos para a mente alerta ajuda-nos a ser mais calmos e concentrados e traz mais discernimento e iluminação, que tornam a nossa prática dos treinamentos para a mente alerta mais sólida. No texto dessa semana (clique aqui) Thich Nhat Hanh discute sobre o Primeiro Treinamento que recentemente teve a redação revista e ampliada pela Sangha.


Reverência à Vida - Consciente do sofrimento causado pela destruição da vida, eu me comprometo a cultivar o insight do Interser e da compaixão, e a aprender maneiras de proteger a vida das pessoas, animais, plantas e minerais. Estou determinado a não matar, a não deixar que outros matem e a não apoiar nenhum ato de matança no mundo, seja na minha maneira de pensar ou no meu modo de vida. Ao ver que as ações que causam sofrimento surgem a partir da raiva, do medo, da avidez e da intolerância – que, por sua vez, baseiam-se no pensamento dualista e discriminativo - cultivarei a abertura, a não discriminação e o não apego a pontos de vista para transformar a violência, o fanatismo e o dogmatismo em mim mesmo e no mundo.


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domingo, maio 02, 2010

Compaixão x Ideologia

Um problema surge do conflito de ideologias, políticas ou religiosas, quando as pessoas lutam entre si por suas crenças, perdendo de vista a ideia de humanidade básica que nos une como uma única família humana. Devemos lembrar que essas diferentes religiões, ideologias e sistemas políticos no mundo surgiram para ajudar os seres humanos a alcançar felicidade. Não devemos perder de vista essa meta fundamental. Em nenhum momento deveríamos pôr os meios acima dos fins: devemos sempre manter a supremacia da compaixão sobre a ideologia.

- Dalai Lama (Do livro "Como saber quem você é")

quinta-feira, abril 22, 2010

A Cidade com Uma Única Árvore

Imagine uma cidade onde só resta uma única árvore. As pessoas que moram nesta cidade estão mentalmente doentes porque se tornaram muito alienadas da natureza. Finalmente, um médico que mora na cidade, compreende porque as pessoas estão ficando doentes e prescreve a cada um dos seus pacientes a seguinte receita: “você está doente porque está desligado da Mãe Natureza. Toda manhã, pegue um ônibus, vá até a árvore no centro da cidade e a abrace por quinze minutos. Olhe para a linda árvore verde e cheire a sua fragrante casca.”

É assim que Thich Nhat Hanh começa o texto (clique aqui) que sugerimos para leitura essa semana. Thay ensina uma lição profunda de interser nos alertando para o que o ser humano vem fazendo com o planeta. Ele ensina que precisamos proteger a integridade ecológica da Terra e de desenvolver uma ecologia da mente. O sentimento de respeito por todas as espécies nos ajudará a reconhecer e cultivar dentro de nós a mais nobre natureza.

Uma lição de ecologia que começa com uma transformação individual. Leia (clique aqui) e tente compreender em profundidade a mensagem tentando usá-la na sua vida.

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terça-feira, abril 20, 2010

Sofrimento Essencial

Todos nos sentimos tentados a ir para algum lugar onde não exista sofrimento, onde só haja paz e felicidade. Tendemos a acreditar que existe um lugar para onde podemos ir abandonando, ou deixando para trás, este mundo de sofrimento, confusão e poluição. Segundo Thich Nhat Hanh isto é impossível.

No texto (clique aqui) dessa semana, Thay ensina que precisamos de uma certa dose de sofrimento, todos nós, para que possamos apreciar a felicidade que está à nossa disposição. Para ele paraíso não é um lugar onde o sofrimento não existe mas um lugar onde existem amor e compaixão.

Com certeza vai contra o pensamento corrente. Sugiro que você leia o texto atentamente(clique aqui) e tente compreender em profundidade a mensagem tentando usá-la na sua vida.

Depois divida seu insight e suas dúvidas sobre o texto em nosso blog.

sexta-feira, abril 09, 2010

Erudição x Prática

Certamente [algumas pessoas] sabem o que é importante fazer, mas entre a informação e a ação abre-se um abismo. Esse é o problema do conhecimento abstrato: sem o compromisso de pô-la em prática, a erudição nada mais é que um refúgio para a incompetência.

-Fred Kofman

quinta-feira, abril 01, 2010

O Pensamento Correto

Nesse mês de abril sugerimos que você encontre novas formas de praticar o Pensamento Correto (para ler o texto clique aqui) que é a segunda prática do Nobre Caminho Óctuplo. O Caminho Óctuplo é o caminho que o Buda nos ensinou para superarmos o sofrimento. A cada mês sugerimos o estudo e a aplicação de uma dessas práticas.

O Pensamento Correto reflete a forma como as coisas são. O pensamento errôneo nos faz enxergar as coisas "de cabeça para baixo". Mas praticar o Pensamento Correto não é nada fácil. O que costuma ocorrer é que nossa mente está pensando uma coisa enquanto o corpo está fazendo outra. Enquanto mente e corpo não funcionarem unificadamente, vamos continuar nos perdendo de nós mesmos e não poderemos dizer que estamos realmente aqui, presentes.

A maior parte de nosso pensar é totalmente desnecessária, porque ele é composto de pensamentos limitados e dotados de pouca compreensão. Às vezes parece que há um gravador dentro de nossa cabeça - ligado dia e noite - e não conseguimos desligá-lo. Ficamos preocupados, tensos e temos pesadelos.

Para aprender como praticar o pensamento correto, leia o texto (clique aqui).

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quarta-feira, março 24, 2010

Os Cinco Poderes Espirituais (parte 2)

Esta semana te convidamos a estudar os dois poderes espirituais restantes (clique aqui).

O que a maioria das pessoas chama poder, os budistas chamam desejos. Os cinco desejos são a riqueza, fama, sexo, comida refinada, e muito sono. No Budismo, nós falamos dos cinco verdadeiros poderes, cinco tipos de energia. Os cinco poderes são fé, diligência, plena consciência, concentração e insight. Os cinco poderes são a fundação da real felicidade; eles estão baseados em práticas concretas que nós aprenderemos.

Talvez você tenha alguma dificuldade, depressão, medo ou desespero e queira olhar profundamente para a natureza de sua aflição para poder transformá-la. Para isso você precisa de muita concentração que é o quarto poder. O quinto poder, o insight, é uma espada que sem dor corta todos os tipos de sofrimento, inclusive o medo, o desespero, a raiva, e a discriminação.

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quarta-feira, março 17, 2010

Os Cinco Poderes Espirituais (parte 1)

Esta semana te convidamos a estudar três dos cinco poderes espirituais.

O que a maioria das pessoas chama poder, os budistas chamam desejos. Os cinco desejos são a riqueza, fama, sexo, comida refinada, e muito sono. No Budismo, nós falamos dos cinco verdadeiros poderes, cinco tipos de energia. Os cinco poderes são fé, diligência, plena consciência, concentração e insight. Os cinco poderes são a fundação da real felicidade; eles estão baseados em práticas concretas que nós aprenderemos.

No texto em anexo (clique aqui) o Thay comenta sobre a que é ter um caminho que o conduz à liberdade, liberação e a transformação das aflições. O segundo poder é a diligência que é praticar regularmente, diariamente, com o apoio de sua família, amigos e comunidade. O terceiro poder é a plena consciência que é a energia de estar atento ao que está acontecendo no momento presente.

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quarta-feira, março 10, 2010

Oração no Budismo

Sugerimos que você leia o texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh explica como é a oração no budismo. Ele ensina que as palavras da oração devem ser baseadas na força que nós temos em nós mesmos. Quando nós não tivermos a força da prática em nós, então há pouca ou nenhuma força de fora que pode vir para nós.

O Thay também menciona que a prática, como a oração, é para os dois aspectos de vida, nosso corpo e nossa mente estarem com boa saúde e que quando amor e compaixão estão presentes em nós, e os enviamos, então isso verdadeiramente é oração.

Revise seus conceitos sobre oração e divida seu insight em nosso blog.

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sexta-feira, março 05, 2010

A Ação Correta

No mês de março sugerimos que você estude e pratique mais um passo do Caminho Óctuplo, (clique aqui) que é a Ação Correta.

Ação Correta significa Ação Correta do corpo. É a prática de entrar em contato com o amor e evitar prejudicar os outros, praticando a não-violência consigo mesmo e com outras pessoas. A base da Ação Correta é agir sempre com atenção plena.

A Ação Correta está ligada a quatro treinamentos (o primeiro, o segundo, o terceiro e o quinto) dentre os Cinco Treinamentos da Atenção Plena. No texto em anexo o Thay comenta esses treinamentos e você tem a oportunidade de aprofundar seu entendimento sobre eles.

Um texto básico de budismo. Estude e pratique esse mês e após a leitura do texto completo (clique aqui) participe comentando em nosso blog.

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sábado, fevereiro 27, 2010

Todo o resto é secundário

Lembrar-me de que estarei morto em pouco tempo é a mais importante ferramenta que já encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de constrangimentos ou de falhar - deixa de ser importante diante da morte, restando apenas aquilo que realmente importa.

Lembrar-se de que você vai morrer é a melhor forma que conheço de evitar a armadilha de pensar que tem algo a perder. Você já está nu. Não há motivos para não seguir as escolhas de seu coração.

Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o Paraíso não querem morrer para chegar até lá. Ainda assim, a morte é destino que todos compartilhamos. Ninguém jamais escapou dela. E é assim que deve ser, porque a Morte é, possivelmente, a invenção mais importante da Vida. É o agente de mudanças da Vida. Ela limpa o que é velho para dar espaço ao que é novo.

Neste exato momento, o que é novo são vocês, mas, um dia, não muito longe de hoje, vocês aos poucos ficarão mais velhos e serão afastados. Perdão por parecer tão dramático, mas é a verdade.

O tempo de vocês é limitado, então não o desperdicem vivendo a vida de outras pessoas. Não se deixem imobilizar pelos dogmas - o que equivale a viver com os resultados daquilo que os outros pensam. Não deixem que o ruído das opiniões dos outros afogue sua própria voz interior. E, o mais importante, tenham a coragem necessária para seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que vocês de fato querem se tornar. Todo o resto é secundário.

- Steve Jobs (palestra de abertura da turma de formandos em Stanford 2005)

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

As Seis Paramitas

Um caminho ensinado pelo Buda para se obter insight, são as seis paramitas (clique aqui), seis técnicas para a felicidade.

Nesse texto, Thich Nhat Hanh explica de uma forma clara e concisa as seis práticas ou paramitas: doar, o treino da consciência plena, a inclusão, a diligência, a meditação e a sabedoria. É sempre bom lembrar que a felicidade é uma prática que não vêm através da leitura de livros e sim de práticas concretas que devemos adotar para nossa vida. Essas práticas nos ajudam a cruzar o rio do sofrimento.

Estude o texto (clique aqui) e aplique essas práticas em sua vida.

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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

A Felicidade Vem da Mente Atenta

Continuando o tema da semana passada, sugerimos outro texto (clique aqui) que fala sobre a felicidade.

Nesse texto, Thich Nhat Hanh aborda o tema sob o prisma da psicologia budista. Ele ensina que para adquirirmos o hábito da felicidade, precisamos aprender a lição do viver consciente com os nossos corpos e com a nossa consciência armazenadora, ao invés de com a nossa consciência mental. A mente atenta nos ajuda a reconhecer as muitas condições de felicidade que estão disponíveis no aqui e agora. A concentração nos ajuda a entrar em contato mais profundamente com estas condições.

Estude o texto (clique aqui) e aprenda um pouco mais em como obter a felicidade verdadeira. Se você quiser saber o que são a consciência armazenadora e a consciência mental pode ler um texto que já publicamos anteriormente (clique aqui).

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quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Felicidade Verdadeira

No texto (clique aqui) desta semana, Thay fala sobre a felicidade verdadeira. Ele diz que a verdadeira felicidade deve ser baseada na paz.

Nesse texto, Thich Nhat Hanh diz que felicidade é prática. Você tem que cultivar felicidade; não pode comprá-la num supermercado. Nós temos a tendência de pensar em felicidade como algo que iremos obter no futuro, mas ela não é algo que temos depois de se obter as chamadas condições para felicidade: os confortos material e emocional. Felicidade verdadeira não depende desses confortos; nada pode retirá-la de você.

Estude o texto (clique aqui) e aprenda como se treinar para obter a felicidade verdadeira.

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quinta-feira, janeiro 21, 2010

A Concentração Correta

Nessa semana sugerimos que seja aprimorada a prática da Concentração Correta, mais um prática do Nobre Caminho Óctuplo, o caminho apontado pelo Buda como sendo a forma de nos libertarmos das aflições.

Nesse texto (clique aqui), Thich Nhat Hanh ensina que a pratica da Concentração Correta consiste em cultivar uma mente focada, capaz de se concentrar em uma única coisa. A Concentração Correta conduz a felicidade e também a Ação Correta. Quanto maior for o nosso grau de concentração, melhor a qualidade de nossa vida.

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quarta-feira, janeiro 13, 2010

Meditando ao vento da primavera

Essa semana sugerimos um texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh fala sobre a prática da meditação. A palestra de Dharma aconteceu em sua última passagem pelo Vietnã.

Thay nos ensina que enquanto estivermos sentando parados há três elementos que precisamos harmonizar. O primeiro é o corpo, o segundo é a mente, o terceiro é a respiração - mente, corpo, e respiração. Às vezes nosso corpo está presente, mas a mente escapou para outro lugar. Escapa para o futuro, para o passado. É capturada em preocupações, tristeza, raiva, ciúme, medo. Não há nenhuma paz, nenhuma quietude. Se nós queremos sentar parados, temos que devolver a mente ao corpo.

Ele nos ensina um ghata para ajudar a focar nossa mente. Leia e aprenda. Se você quiser ler a nossa newsletter semanal clique aqui ou nos mande um e-mail (clique aqui) para passar a recebê-la diretamente.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Se eu morresse amanhã

Essa semana sugerimos um pequeno texto (clique aqui) da irmã Chan Khong, a primeira colaboradora do Thay e com ele há 40 anos. Ele conta que uma vez Thich Nhat Hanh perguntou a ela se ela estava preparada para morrer.

Era uma pergunta profunda. Chan Khong refletiu e viu que não estava mas usou essa pergunta como um fator de transformação em sua vida. O texto conta essa transformação e as atitudes que ela tomou. Assim é o budismo, a pergunta do mestre leva a um olhar profundo sobre uma questão, trazendo insights que são capazes de nos mover no caminho da compreensão e do amor.

Você poderia morrer hoje? Leia o texto, reflita e responda essa pergunta em nosso blog.

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quinta-feira, dezembro 17, 2009

Perguntas para Thich Nhat Hanh

Nesse final de 2009, escolhemos uma sessão de perguntas e respostas (clique aqui) com Thich Nhat Hanh durante um retiro.

No texto ele responde às seguintes perguntas: O que fazer quando tentamos praticar a fala e escuta amorosa no trabalho, mas os colegas respondem com muito cinismo? Como posso mostrar a pessoas intolerantes que a religião delas não é o único modo de preenchimento espiritual? O que pode nos dar o conforto de que nossos amados irão continuar em outras formas após morrerem? O que acontecerá aos outros monges e monjas e à Sangha quando o Thay se for? Há um caminho espiritual para aqueles que estão lutando contra doenças incuráveis?

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sábado, dezembro 12, 2009

Carta do monge Samuel a Sangha Brasileira

Olá amigos,

No dia 21 de novembro de 2009 fui ordenado como monge noviço em Plum Village, França, na tradição do ven. Thich Nhat Hanh. A cerimônia foi simples e leve, entremeada por pequenos descuidos que a tornaram mais leve e bem humorada ainda. Sei que para os europeus isso soa estranho, por que eles adoram atividades muito formais e sem a presença do acaso, mas para nós, brasileiros, tudo isso é muito bem vindo e me faz sentir mais em casa ainda...

Fui ordenado com mais dez amigos (seis homens e quatro mulheres, um do Canadá, dois da França, um estadunidense, dois vietnamitas, uma japonesa, uma holandesa, um alemão e uma chinesa - e eu do Brasil), no mesmo dia, vinte vietnamitas foram ordenados via internet. Thay deu a essa família o nome de Lótus Cor-de-Rosa (já houve famílias com o nome de Lótus Branca e Lótus Dourada). Essa família tem algumas características especiais, como diversidade de países e a idade (a maioria se situa na faixa dos 30 a 40 anos, um pouco velha para o costume).

Apesar dos muitos altos e baixos durante o período de aspirante, estou feliz com a minha escolha. Plum Village ainda é marcadamente européia, norte-americana e asiática, então espero tornar mais estreita a ligação entre Plum Village e o Brasil e a América Latina e enriquecer a diversidade cultural que é a marca dessa tradição. Gostaria de destacar dois fatos que considero sintomáticos:

O primeiro foi que o monge responsável pela distribuição das roupas não sabia meu nome e como eu não estava no quarto na hora em que ele trouxe o meu hábito de aspirante, ele apenas escreveu num pedaço de papel "Brazil". Como único brasileiro e latino-americano desta comunidade senti nesse momento o peso da minha escolha e o impacto dessa escolha na vida da comunidade e, talvez, alguma expectativa também deles em relação a mim. Mas, é claro, uma das práticas aqui é não ter expectativas...

O segundo foi durante a ordenação, quando Thay pronunciou o meu nome de dharma monástico, Pháp Giang. Para os que não sabem 'Pháp' em sino-vietnamita quer dizer 'Dharma' (e em vietnamita moderno quer dizer França) e 'Giang'(pronuncia-se aproximadamente como Young em inglês, ou iang) significa 'Rio' - ou seja, Rio de Dharma. Para mim foi uma grande e agradável surpresa. Tendo vivido na Amazônia por muitos anos, quando ele disse esse nome, senti o rio Amazonas correr dentro de mim e me senti realmente como um rio. Mas sei que é um desafio ser realmente um rio, como nas metáforas que o Buda usou para expressar algo que a tudo abraça e a tudo transforma.

Interessante também ver que recebi o meu sanghati, hábito para grandes cerimônias formais, de um monge theravada da tailândia, T. Pittaya, e que agora mora em Plum Village permanentemente. O Ricardo Sasaki sabe o quanto tenho apreço pelo budismo theravada e o quanto aprecio que o budismo praticado em Plum Village tenha uma mistura interessante com essa tradição, então foi com muito bom gosto que recebi de suas mãos.

Nesse período em que permaneci aspirante aprendi a duras penas a largar minha expectativas em relação a mim e em relação à comunidade e a não tentar pensar demais se serei um bom monge ou mesmo se serei um monge por toda vida...o que importa é o presente e no presente farei o melhor possível para mim e utilizando os elementos da nossa cultura para expressar esse melhor - não posso esquecer, e isso não é possível, que sou um monge cearense, de Quixeramobim, a maior parte de minhas raízes está lá, trago dentro de mim o mandacaru e suas flores, a seca, a caatinga, a esperança de chuva, minha fala nordestina e muitos maneirismos dos meninos do interior do sertão e isso será, provavelmente, minha contribuição à diversidade cultural de Plum Village.

Agradeço a todos e todas que torceram por mim, direta ou indiretamente, ou que simplesmente se alegraram por saber que há um pedaço de Brasil nesta grande comunidade.

Samuel / Pháp Giang

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Nossa Mente Distorcida

Essa semana sugerimos o texto (clique aqui), onde Thich Nhat Hanh fala sobre como construímos uma visão de mundo a partir de nossos preconceitos e ao nos agarrar a essas visões nos afastamos da felicidade.

Ele diz que às vezes nós tomamos algo como verdadeiro, como a verdade absoluta. Apegamos-nos àquilo; não conseguimos mais liberá-lo. E por isso ficamos emperrados. Mesmo quando a verdade chega pessoalmente batendo a nossa porta, nós recusamos abri-la. Nosso apego às nossas visões é um dos maiores obstáculos a nossa própria felicidade.

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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Aprendendo a lidar com a raiva

Nesse excelente texto (clique aqui), Thich Nhat Hanh ensina como podemos lidar com um dos venenos da mente, a raiva. Thay ensina que a raiva é uma emoção extremamente destrutiva mas infelizmente muito presente na nossa civilização.

Ele diz que quando você sentir raiva, volte-se para dentro de si mesmo e cuide dela o melhor que puder. E quando alguém fizer você sofrer, cuide do seu sofrimento e da sua raiva. Não diga nem faça nada. Qualquer coisa que você disser quando está com raiva pode causar ainda mais dano ao relacionamento. No entanto, a maioria de nós não faz isso. Em vez de nos voltarmos para dentro de nós e cuidarmos da raiva, queremos ir atrás da outra pessoa para puni-la.

O Buda nos deu instrumentos extremamente eficazes para apagar o fogo que arde dentro de nós: o método da respiração consciente, o método do andar consciente, o método de abraçar nossa raiva, o método de examinar profundamente a natureza das nossas percepções e o método de observar profundamente a outra pessoa para compreender que ela também sofre muito e precisa de ajuda. Esses métodos são muito práticos e procedem diretamente do Buda.

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quinta-feira, novembro 26, 2009

Tópicos de Plena Consciência (parte 2)

Nessa semana sugerimos a você um texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh ensina três práticas de meditação.

A primeira prática nos fala como nos alimentarmos com a alegria da meditação. A segunda prática nos ensina como observar os sentimentos e a terceira prática mostra como controlar e liberar a mente. Desfrute dessa aula de nosso mestre.

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quarta-feira, novembro 18, 2009

As Três Portas da Libertação

Nessa semana enviamos a você um texto (clique aqui) maravilhoso de Thich Nhat Hanh onde ele descreve as três portas da libertação:o vazio, a ausência de imagens e a ausência de objetivo.

O Vazio é o Caminho do Meio entre a existência e a não-existência. Tudo está vazio de um eu independente e separado. A prática da Concentração na Ausência de Imagens é necessária para que possamos nos libertar. Precisamos enxergar além das imagens. Elas são instrumentos para nosso uso, mas não são a verdade absoluta. Elas podem nos enganar. O Sutra do Diamante diz: "Onde houver uma imagem, haverá uma ilusão”. A prática da Ausência de Objetivos nos mostra que não há nenhuma necessidade de inventar objetivos para depois correr atrás deles. Nós já temos tudo o que é necessário, já somos aquilo em que desejamos nos tornar.

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quarta-feira, novembro 11, 2009

Compartilhando Práticas

Sugerimos a leitura (clique aqui). de um texto onde dois praticantes compartilham suas experiências e práticas.

Carole Baker, Alegria do Coração, compartilha a prática da Meditação do Degrau da Escada que aprendeu durante sua estadia em Plum Village. Ela mostra como ela conseguiu transformar a energia de hábito de seus ancestrais através dessa prática. Richard Brady, Verdadeira Ponte do Dharma, compartilha sua experiência lidando com as emoções negativas de sua infância e que causavam muito sofrimento.

Aprenda com o insight deles (clique aqui) e compartilhe suas práticas em nosso blog.

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quinta-feira, outubro 29, 2009

As Seis Perfeições (parte 3)

Nessa semana vamos concluir a leitura das seis perfeições ou paramitas (para ler o texto clique aqui). Paramita é uma palavra que pode ser traduzida como "perfeição" ou "realização perfeita".

Nesse texto vamos estudar as últimas três perfeições, a Virya pammita (esforço), Dhyana paramita (a meditação) e Prajna paramita (a sabedoria, compreensão).

Quando você está preso à tristeza, ao sofrimento, à depressão, à raiva ou ao medo, não fique na margem do rio em que existe o sofrimento. Passe para a outra margem, onde há liberdade e não existem medo nem raiva. Pratique as paramitas, e acabará passando para a margem da liberdade e do bem-estar. Não é necessário praticar por cinco, dez ou vinte anos para conseguir atravessar para a outra margem. Você pode fazer agora.

Para saber mais sobre essas três práticas leia o texto clicando aqui.

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quarta-feira, outubro 21, 2009

As Seis Perfeições (parte 2)

Nessa semana sugerimos que você continue o estudo das seis perfeições ou paramitas (para ler o texto clique aqui). Paramita é uma palavra que pode ser traduzida como "perfeição" ou "realização perfeita".

Nesse texto vamos estudar mais uma perfeição, a kshanti paramita (tolerância). Thay nos ensina: "Quando praticamos a tolerância, não precisamos sofrer nem nos resignarmos, mesmo quando precisamos aceitar o sofrimento ou a injustiça, quando alguém diz ou faz algo que nos deixa com raiva, ou quando talvez algum tipo de injustiça é cometido contra nós. Mas se o coração for grande o bastante, não sofreremos."

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quarta-feira, outubro 14, 2009

As Seis Perfeições (parte 1)

Nessa semana sugerimos que você inicie o estudo das seis perfeições ou paramitas (para ler o texto clique aqui). Paramita é uma palavra que pode ser traduzida como "perfeição" ou "realização perfeita".

As perfeições devem ser praticadas em nossa vida diária. Estamos atualmente na margem do sofrimento, da raiva e da depressão, e queremos atravessar para a margem do bem-estar. Para atravessar, é preciso fazer alguma coisa, e é a isso que chamamos de perfeição. Devemos praticar as "perfeições" todos os dias.

Nesse texto inicial vamos estudar a dana paramita (Doação, generosidade, oferta) e shila paramita (os preceitos ou treinamentos da atenção plena). O Buda disse: "Não fique esperando que a outra margem venha até você. Se quiser atravessar para chegar à margem da segurança, do bem-estar, da coragem e da ausência de raiva, terá que nadar ou remar. Você precisa fazer um esforço."

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domingo, outubro 11, 2009

O Guarda-Costas

O Tibet é cheio de longas e solitárias estradas, especialmente nas montanhas, onde não há muitas cidades e vilas. Viajar é sempre perigoso, porque há quase sempre bandidos escondidos em cavernas ou atrás de rochas ao longo da estrada, esperando para pular e atacar mesmo os mais cuidadosos viajantes. Mas o que as pessoas podem fazer? Para ir de um lugar a outro, elas têm que pegar essas estradas. Eles podem viajar em grupos, é claro, e se os grupos forem grandes o suficiente, talvez os bandidos não ataquem, Mas isso nem sempre funciona, porque os bandidos usualmente verão isso uma oportunidade de roubar de um grupo maior.

Às vezes as pessoas vão tentar se proteger contratando guarda-costas. Mas isso também não funciona. Os bandidos são sempre mais agressivos e têm melhores armas. Além disso, se a luta acontecer, há uma boa chance das pessoas ficarem feridas.

Os viajantes mais espertos, quando atacados por bandidos fazem um acordo com eles. “Porque não contratamos você para ser nosso guarda-costas? Podemos te pagar algo agora e mais quando chegarmos ao final da viagem. Desta maneira, não haverá luta, ninguém ficará ferido, e você ganhará mais de nós do que simplesmente nos roubando na trilha. Menos perigo para você, porque ninguém virá a sua caça nas montanhas, e menos perigo para nós, porque você é mais forte e tem melhores armas que qualquer guarda-costas poderia ter. E se você nos levar a salvo pelo caminho, podemos recomendá-lo para outras pessoas e logo você estará ganhando mais que jamais esperou ganhar. Poderá ter uma bela casa, um lugar para criar a família. Não precisará mais se esconder em cavernas, congelando no inverno e fervendo no verão. Todos ganham.”

Sua mente é o longo e solitário caminho, e todos os nossos problemas, ansiedades, medos são os bandidos. Sabendo que eles estão lá, você tem medo de viajar. Ou você usa a plena atenção como um guarda-costas, misturando ela com esperança e medo, pensando, “se eu observar meus pensamentos eles irão desaparecer.” De qualquer modo seus problemas têm o controle. Eles sempre parecem maiores e mais fortes que você.

Uma terceira escolha é ser como o viajante esperto e convidar seus problemas para virem com você. Quando você está com medo, não tente lutar contra o medo ou correr dele. Faça um trato com ele: “Ei, medo, fique por perto. Seja meu guarda-costas. Mostre-me o quanto você é grande e forte.” Se você fizer isso frequentemente, aos poucos o medo se tornará apenas outra parte de sua experiência, algo que vem e vai. Você se torna confortável com ele, talvez até venha a confiar nele como uma oportunidade de apreciar o poder de sua mente. Sua mente deve ser muito poderosa para produzir problemas tão grandes, não é mesmo?

Quando você não mais resiste a uma poderosa emoção como o medo, você está livre para canalizar esta energia em uma direção mais construtiva. Quando você contrata seus problemas como guarda-costas, eles te mostrarão o quanto a mente é poderosa. Sua agressividade faz você consciente de como você é poderoso.

- Saljay Riponche

quarta-feira, outubro 07, 2009

Aceite a si mesmo

O texto dessa semana (clique aqui) foi retirado de uma palestra do professor de Dharma Phap Dung, monge sênior de Thich Nhat Hanh. Nesse texto ele explica que a alegria, o amor, e também a raiva são manifestações da nossa consciência raiz e que não podemos excluir nenhuma delas.

Tendemos a pensar na raiva como algo negativo e queremos excluí-la, mas Phap Dung nos ensina que o melhor é aceitá-la, reconhecê-la e compreendê-la. Ele diz que a raiva só é algo ruim quando não podemos enxergá-la. Ele diz que é mais inteligente aceitar que temos raiva, não discriminar e assim essa raiva poderá se transformar e nutrir nosso entendimento, amor e felicidade.

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