sábado, fevereiro 27, 2010

Todo o resto é secundário

Lembrar-me de que estarei morto em pouco tempo é a mais importante ferramenta que já encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de constrangimentos ou de falhar - deixa de ser importante diante da morte, restando apenas aquilo que realmente importa.

Lembrar-se de que você vai morrer é a melhor forma que conheço de evitar a armadilha de pensar que tem algo a perder. Você já está nu. Não há motivos para não seguir as escolhas de seu coração.

Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o Paraíso não querem morrer para chegar até lá. Ainda assim, a morte é destino que todos compartilhamos. Ninguém jamais escapou dela. E é assim que deve ser, porque a Morte é, possivelmente, a invenção mais importante da Vida. É o agente de mudanças da Vida. Ela limpa o que é velho para dar espaço ao que é novo.

Neste exato momento, o que é novo são vocês, mas, um dia, não muito longe de hoje, vocês aos poucos ficarão mais velhos e serão afastados. Perdão por parecer tão dramático, mas é a verdade.

O tempo de vocês é limitado, então não o desperdicem vivendo a vida de outras pessoas. Não se deixem imobilizar pelos dogmas - o que equivale a viver com os resultados daquilo que os outros pensam. Não deixem que o ruído das opiniões dos outros afogue sua própria voz interior. E, o mais importante, tenham a coragem necessária para seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que vocês de fato querem se tornar. Todo o resto é secundário.

- Steve Jobs (palestra de abertura da turma de formandos em Stanford 2005)

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

As Seis Paramitas

Um caminho ensinado pelo Buda para se obter insight, são as seis paramitas (clique aqui), seis técnicas para a felicidade.

Nesse texto, Thich Nhat Hanh explica de uma forma clara e concisa as seis práticas ou paramitas: doar, o treino da consciência plena, a inclusão, a diligência, a meditação e a sabedoria. É sempre bom lembrar que a felicidade é uma prática que não vêm através da leitura de livros e sim de práticas concretas que devemos adotar para nossa vida. Essas práticas nos ajudam a cruzar o rio do sofrimento.

Estude o texto (clique aqui) e aplique essas práticas em sua vida.

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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

A Felicidade Vem da Mente Atenta

Continuando o tema da semana passada, sugerimos outro texto (clique aqui) que fala sobre a felicidade.

Nesse texto, Thich Nhat Hanh aborda o tema sob o prisma da psicologia budista. Ele ensina que para adquirirmos o hábito da felicidade, precisamos aprender a lição do viver consciente com os nossos corpos e com a nossa consciência armazenadora, ao invés de com a nossa consciência mental. A mente atenta nos ajuda a reconhecer as muitas condições de felicidade que estão disponíveis no aqui e agora. A concentração nos ajuda a entrar em contato mais profundamente com estas condições.

Estude o texto (clique aqui) e aprenda um pouco mais em como obter a felicidade verdadeira. Se você quiser saber o que são a consciência armazenadora e a consciência mental pode ler um texto que já publicamos anteriormente (clique aqui).

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quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Felicidade Verdadeira

No texto (clique aqui) desta semana, Thay fala sobre a felicidade verdadeira. Ele diz que a verdadeira felicidade deve ser baseada na paz.

Nesse texto, Thich Nhat Hanh diz que felicidade é prática. Você tem que cultivar felicidade; não pode comprá-la num supermercado. Nós temos a tendência de pensar em felicidade como algo que iremos obter no futuro, mas ela não é algo que temos depois de se obter as chamadas condições para felicidade: os confortos material e emocional. Felicidade verdadeira não depende desses confortos; nada pode retirá-la de você.

Estude o texto (clique aqui) e aprenda como se treinar para obter a felicidade verdadeira.

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quinta-feira, janeiro 21, 2010

A Concentração Correta

Nessa semana sugerimos que seja aprimorada a prática da Concentração Correta, mais um prática do Nobre Caminho Óctuplo, o caminho apontado pelo Buda como sendo a forma de nos libertarmos das aflições.

Nesse texto (clique aqui), Thich Nhat Hanh ensina que a pratica da Concentração Correta consiste em cultivar uma mente focada, capaz de se concentrar em uma única coisa. A Concentração Correta conduz a felicidade e também a Ação Correta. Quanto maior for o nosso grau de concentração, melhor a qualidade de nossa vida.

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quarta-feira, janeiro 13, 2010

Meditando ao vento da primavera

Essa semana sugerimos um texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh fala sobre a prática da meditação. A palestra de Dharma aconteceu em sua última passagem pelo Vietnã.

Thay nos ensina que enquanto estivermos sentando parados há três elementos que precisamos harmonizar. O primeiro é o corpo, o segundo é a mente, o terceiro é a respiração - mente, corpo, e respiração. Às vezes nosso corpo está presente, mas a mente escapou para outro lugar. Escapa para o futuro, para o passado. É capturada em preocupações, tristeza, raiva, ciúme, medo. Não há nenhuma paz, nenhuma quietude. Se nós queremos sentar parados, temos que devolver a mente ao corpo.

Ele nos ensina um ghata para ajudar a focar nossa mente. Leia e aprenda. Se você quiser ler a nossa newsletter semanal clique aqui ou nos mande um e-mail (clique aqui) para passar a recebê-la diretamente.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Se eu morresse amanhã

Essa semana sugerimos um pequeno texto (clique aqui) da irmã Chan Khong, a primeira colaboradora do Thay e com ele há 40 anos. Ele conta que uma vez Thich Nhat Hanh perguntou a ela se ela estava preparada para morrer.

Era uma pergunta profunda. Chan Khong refletiu e viu que não estava mas usou essa pergunta como um fator de transformação em sua vida. O texto conta essa transformação e as atitudes que ela tomou. Assim é o budismo, a pergunta do mestre leva a um olhar profundo sobre uma questão, trazendo insights que são capazes de nos mover no caminho da compreensão e do amor.

Você poderia morrer hoje? Leia o texto, reflita e responda essa pergunta em nosso blog.

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quinta-feira, dezembro 17, 2009

Perguntas para Thich Nhat Hanh

Nesse final de 2009, escolhemos uma sessão de perguntas e respostas (clique aqui) com Thich Nhat Hanh durante um retiro.

No texto ele responde às seguintes perguntas: O que fazer quando tentamos praticar a fala e escuta amorosa no trabalho, mas os colegas respondem com muito cinismo? Como posso mostrar a pessoas intolerantes que a religião delas não é o único modo de preenchimento espiritual? O que pode nos dar o conforto de que nossos amados irão continuar em outras formas após morrerem? O que acontecerá aos outros monges e monjas e à Sangha quando o Thay se for? Há um caminho espiritual para aqueles que estão lutando contra doenças incuráveis?

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sábado, dezembro 12, 2009

Carta do monge Samuel a Sangha Brasileira

Olá amigos,

No dia 21 de novembro de 2009 fui ordenado como monge noviço em Plum Village, França, na tradição do ven. Thich Nhat Hanh. A cerimônia foi simples e leve, entremeada por pequenos descuidos que a tornaram mais leve e bem humorada ainda. Sei que para os europeus isso soa estranho, por que eles adoram atividades muito formais e sem a presença do acaso, mas para nós, brasileiros, tudo isso é muito bem vindo e me faz sentir mais em casa ainda...

Fui ordenado com mais dez amigos (seis homens e quatro mulheres, um do Canadá, dois da França, um estadunidense, dois vietnamitas, uma japonesa, uma holandesa, um alemão e uma chinesa - e eu do Brasil), no mesmo dia, vinte vietnamitas foram ordenados via internet. Thay deu a essa família o nome de Lótus Cor-de-Rosa (já houve famílias com o nome de Lótus Branca e Lótus Dourada). Essa família tem algumas características especiais, como diversidade de países e a idade (a maioria se situa na faixa dos 30 a 40 anos, um pouco velha para o costume).

Apesar dos muitos altos e baixos durante o período de aspirante, estou feliz com a minha escolha. Plum Village ainda é marcadamente européia, norte-americana e asiática, então espero tornar mais estreita a ligação entre Plum Village e o Brasil e a América Latina e enriquecer a diversidade cultural que é a marca dessa tradição. Gostaria de destacar dois fatos que considero sintomáticos:

O primeiro foi que o monge responsável pela distribuição das roupas não sabia meu nome e como eu não estava no quarto na hora em que ele trouxe o meu hábito de aspirante, ele apenas escreveu num pedaço de papel "Brazil". Como único brasileiro e latino-americano desta comunidade senti nesse momento o peso da minha escolha e o impacto dessa escolha na vida da comunidade e, talvez, alguma expectativa também deles em relação a mim. Mas, é claro, uma das práticas aqui é não ter expectativas...

O segundo foi durante a ordenação, quando Thay pronunciou o meu nome de dharma monástico, Pháp Giang. Para os que não sabem 'Pháp' em sino-vietnamita quer dizer 'Dharma' (e em vietnamita moderno quer dizer França) e 'Giang'(pronuncia-se aproximadamente como Young em inglês, ou iang) significa 'Rio' - ou seja, Rio de Dharma. Para mim foi uma grande e agradável surpresa. Tendo vivido na Amazônia por muitos anos, quando ele disse esse nome, senti o rio Amazonas correr dentro de mim e me senti realmente como um rio. Mas sei que é um desafio ser realmente um rio, como nas metáforas que o Buda usou para expressar algo que a tudo abraça e a tudo transforma.

Interessante também ver que recebi o meu sanghati, hábito para grandes cerimônias formais, de um monge theravada da tailândia, T. Pittaya, e que agora mora em Plum Village permanentemente. O Ricardo Sasaki sabe o quanto tenho apreço pelo budismo theravada e o quanto aprecio que o budismo praticado em Plum Village tenha uma mistura interessante com essa tradição, então foi com muito bom gosto que recebi de suas mãos.

Nesse período em que permaneci aspirante aprendi a duras penas a largar minha expectativas em relação a mim e em relação à comunidade e a não tentar pensar demais se serei um bom monge ou mesmo se serei um monge por toda vida...o que importa é o presente e no presente farei o melhor possível para mim e utilizando os elementos da nossa cultura para expressar esse melhor - não posso esquecer, e isso não é possível, que sou um monge cearense, de Quixeramobim, a maior parte de minhas raízes está lá, trago dentro de mim o mandacaru e suas flores, a seca, a caatinga, a esperança de chuva, minha fala nordestina e muitos maneirismos dos meninos do interior do sertão e isso será, provavelmente, minha contribuição à diversidade cultural de Plum Village.

Agradeço a todos e todas que torceram por mim, direta ou indiretamente, ou que simplesmente se alegraram por saber que há um pedaço de Brasil nesta grande comunidade.

Samuel / Pháp Giang

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Nossa Mente Distorcida

Essa semana sugerimos o texto (clique aqui), onde Thich Nhat Hanh fala sobre como construímos uma visão de mundo a partir de nossos preconceitos e ao nos agarrar a essas visões nos afastamos da felicidade.

Ele diz que às vezes nós tomamos algo como verdadeiro, como a verdade absoluta. Apegamos-nos àquilo; não conseguimos mais liberá-lo. E por isso ficamos emperrados. Mesmo quando a verdade chega pessoalmente batendo a nossa porta, nós recusamos abri-la. Nosso apego às nossas visões é um dos maiores obstáculos a nossa própria felicidade.

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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Aprendendo a lidar com a raiva

Nesse excelente texto (clique aqui), Thich Nhat Hanh ensina como podemos lidar com um dos venenos da mente, a raiva. Thay ensina que a raiva é uma emoção extremamente destrutiva mas infelizmente muito presente na nossa civilização.

Ele diz que quando você sentir raiva, volte-se para dentro de si mesmo e cuide dela o melhor que puder. E quando alguém fizer você sofrer, cuide do seu sofrimento e da sua raiva. Não diga nem faça nada. Qualquer coisa que você disser quando está com raiva pode causar ainda mais dano ao relacionamento. No entanto, a maioria de nós não faz isso. Em vez de nos voltarmos para dentro de nós e cuidarmos da raiva, queremos ir atrás da outra pessoa para puni-la.

O Buda nos deu instrumentos extremamente eficazes para apagar o fogo que arde dentro de nós: o método da respiração consciente, o método do andar consciente, o método de abraçar nossa raiva, o método de examinar profundamente a natureza das nossas percepções e o método de observar profundamente a outra pessoa para compreender que ela também sofre muito e precisa de ajuda. Esses métodos são muito práticos e procedem diretamente do Buda.

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quinta-feira, novembro 26, 2009

Tópicos de Plena Consciência (parte 2)

Nessa semana sugerimos a você um texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh ensina três práticas de meditação.

A primeira prática nos fala como nos alimentarmos com a alegria da meditação. A segunda prática nos ensina como observar os sentimentos e a terceira prática mostra como controlar e liberar a mente. Desfrute dessa aula de nosso mestre.

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quarta-feira, novembro 18, 2009

As Três Portas da Libertação

Nessa semana enviamos a você um texto (clique aqui) maravilhoso de Thich Nhat Hanh onde ele descreve as três portas da libertação:o vazio, a ausência de imagens e a ausência de objetivo.

O Vazio é o Caminho do Meio entre a existência e a não-existência. Tudo está vazio de um eu independente e separado. A prática da Concentração na Ausência de Imagens é necessária para que possamos nos libertar. Precisamos enxergar além das imagens. Elas são instrumentos para nosso uso, mas não são a verdade absoluta. Elas podem nos enganar. O Sutra do Diamante diz: "Onde houver uma imagem, haverá uma ilusão”. A prática da Ausência de Objetivos nos mostra que não há nenhuma necessidade de inventar objetivos para depois correr atrás deles. Nós já temos tudo o que é necessário, já somos aquilo em que desejamos nos tornar.

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quarta-feira, novembro 11, 2009

Compartilhando Práticas

Sugerimos a leitura (clique aqui). de um texto onde dois praticantes compartilham suas experiências e práticas.

Carole Baker, Alegria do Coração, compartilha a prática da Meditação do Degrau da Escada que aprendeu durante sua estadia em Plum Village. Ela mostra como ela conseguiu transformar a energia de hábito de seus ancestrais através dessa prática. Richard Brady, Verdadeira Ponte do Dharma, compartilha sua experiência lidando com as emoções negativas de sua infância e que causavam muito sofrimento.

Aprenda com o insight deles (clique aqui) e compartilhe suas práticas em nosso blog.

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quinta-feira, outubro 29, 2009

As Seis Perfeições (parte 3)

Nessa semana vamos concluir a leitura das seis perfeições ou paramitas (para ler o texto clique aqui). Paramita é uma palavra que pode ser traduzida como "perfeição" ou "realização perfeita".

Nesse texto vamos estudar as últimas três perfeições, a Virya pammita (esforço), Dhyana paramita (a meditação) e Prajna paramita (a sabedoria, compreensão).

Quando você está preso à tristeza, ao sofrimento, à depressão, à raiva ou ao medo, não fique na margem do rio em que existe o sofrimento. Passe para a outra margem, onde há liberdade e não existem medo nem raiva. Pratique as paramitas, e acabará passando para a margem da liberdade e do bem-estar. Não é necessário praticar por cinco, dez ou vinte anos para conseguir atravessar para a outra margem. Você pode fazer agora.

Para saber mais sobre essas três práticas leia o texto clicando aqui.

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quarta-feira, outubro 21, 2009

As Seis Perfeições (parte 2)

Nessa semana sugerimos que você continue o estudo das seis perfeições ou paramitas (para ler o texto clique aqui). Paramita é uma palavra que pode ser traduzida como "perfeição" ou "realização perfeita".

Nesse texto vamos estudar mais uma perfeição, a kshanti paramita (tolerância). Thay nos ensina: "Quando praticamos a tolerância, não precisamos sofrer nem nos resignarmos, mesmo quando precisamos aceitar o sofrimento ou a injustiça, quando alguém diz ou faz algo que nos deixa com raiva, ou quando talvez algum tipo de injustiça é cometido contra nós. Mas se o coração for grande o bastante, não sofreremos."

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quarta-feira, outubro 14, 2009

As Seis Perfeições (parte 1)

Nessa semana sugerimos que você inicie o estudo das seis perfeições ou paramitas (para ler o texto clique aqui). Paramita é uma palavra que pode ser traduzida como "perfeição" ou "realização perfeita".

As perfeições devem ser praticadas em nossa vida diária. Estamos atualmente na margem do sofrimento, da raiva e da depressão, e queremos atravessar para a margem do bem-estar. Para atravessar, é preciso fazer alguma coisa, e é a isso que chamamos de perfeição. Devemos praticar as "perfeições" todos os dias.

Nesse texto inicial vamos estudar a dana paramita (Doação, generosidade, oferta) e shila paramita (os preceitos ou treinamentos da atenção plena). O Buda disse: "Não fique esperando que a outra margem venha até você. Se quiser atravessar para chegar à margem da segurança, do bem-estar, da coragem e da ausência de raiva, terá que nadar ou remar. Você precisa fazer um esforço."

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domingo, outubro 11, 2009

O Guarda-Costas

O Tibet é cheio de longas e solitárias estradas, especialmente nas montanhas, onde não há muitas cidades e vilas. Viajar é sempre perigoso, porque há quase sempre bandidos escondidos em cavernas ou atrás de rochas ao longo da estrada, esperando para pular e atacar mesmo os mais cuidadosos viajantes. Mas o que as pessoas podem fazer? Para ir de um lugar a outro, elas têm que pegar essas estradas. Eles podem viajar em grupos, é claro, e se os grupos forem grandes o suficiente, talvez os bandidos não ataquem, Mas isso nem sempre funciona, porque os bandidos usualmente verão isso uma oportunidade de roubar de um grupo maior.

Às vezes as pessoas vão tentar se proteger contratando guarda-costas. Mas isso também não funciona. Os bandidos são sempre mais agressivos e têm melhores armas. Além disso, se a luta acontecer, há uma boa chance das pessoas ficarem feridas.

Os viajantes mais espertos, quando atacados por bandidos fazem um acordo com eles. “Porque não contratamos você para ser nosso guarda-costas? Podemos te pagar algo agora e mais quando chegarmos ao final da viagem. Desta maneira, não haverá luta, ninguém ficará ferido, e você ganhará mais de nós do que simplesmente nos roubando na trilha. Menos perigo para você, porque ninguém virá a sua caça nas montanhas, e menos perigo para nós, porque você é mais forte e tem melhores armas que qualquer guarda-costas poderia ter. E se você nos levar a salvo pelo caminho, podemos recomendá-lo para outras pessoas e logo você estará ganhando mais que jamais esperou ganhar. Poderá ter uma bela casa, um lugar para criar a família. Não precisará mais se esconder em cavernas, congelando no inverno e fervendo no verão. Todos ganham.”

Sua mente é o longo e solitário caminho, e todos os nossos problemas, ansiedades, medos são os bandidos. Sabendo que eles estão lá, você tem medo de viajar. Ou você usa a plena atenção como um guarda-costas, misturando ela com esperança e medo, pensando, “se eu observar meus pensamentos eles irão desaparecer.” De qualquer modo seus problemas têm o controle. Eles sempre parecem maiores e mais fortes que você.

Uma terceira escolha é ser como o viajante esperto e convidar seus problemas para virem com você. Quando você está com medo, não tente lutar contra o medo ou correr dele. Faça um trato com ele: “Ei, medo, fique por perto. Seja meu guarda-costas. Mostre-me o quanto você é grande e forte.” Se você fizer isso frequentemente, aos poucos o medo se tornará apenas outra parte de sua experiência, algo que vem e vai. Você se torna confortável com ele, talvez até venha a confiar nele como uma oportunidade de apreciar o poder de sua mente. Sua mente deve ser muito poderosa para produzir problemas tão grandes, não é mesmo?

Quando você não mais resiste a uma poderosa emoção como o medo, você está livre para canalizar esta energia em uma direção mais construtiva. Quando você contrata seus problemas como guarda-costas, eles te mostrarão o quanto a mente é poderosa. Sua agressividade faz você consciente de como você é poderoso.

- Saljay Riponche

quarta-feira, outubro 07, 2009

Aceite a si mesmo

O texto dessa semana (clique aqui) foi retirado de uma palestra do professor de Dharma Phap Dung, monge sênior de Thich Nhat Hanh. Nesse texto ele explica que a alegria, o amor, e também a raiva são manifestações da nossa consciência raiz e que não podemos excluir nenhuma delas.

Tendemos a pensar na raiva como algo negativo e queremos excluí-la, mas Phap Dung nos ensina que o melhor é aceitá-la, reconhecê-la e compreendê-la. Ele diz que a raiva só é algo ruim quando não podemos enxergá-la. Ele diz que é mais inteligente aceitar que temos raiva, não discriminar e assim essa raiva poderá se transformar e nutrir nosso entendimento, amor e felicidade.

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quarta-feira, setembro 30, 2009

Cultivando as sementes saudáveis

Essa semana sugerimos um texto (clique aqui) onde Thich Nhat Hanh explica o que são as sementes que estão na nossa consciência e qual a melhor forma de cultivá-las.

Thay ensina que muitas vezes nos perguntamos: "O que está errado?" Fazendo assim convidamos dolorosas sementes de mágoa a se manifestarem. Sentimos depressão, raiva, sofrimento e produzimos mais sementes dessa natureza. Deveríamos aprender a perguntar, "O que não está errado?" e a manter contato com a resposta. A vida está repleta de maravilhas, como o céu azul, a luz do sol, os olhos de um bebê.

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