domingo, junho 28, 2009

Espiritualidade

A espiritualidade é algo que podemos cultivar. Ser espiritual significa ser estável, calmo e pacífico e ser capaz de olhar profundamente para dentro e para fora de nós. Significa termos a capacidade de lidarmos com nossas aflições: nossa raiva, ânsia, desespero e discriminação.

É a capacidade de ver a natureza do interser entre as pessoas nações, raças e todas as formas de vida. A espiritualidade deixou de ser um luxo; temos que cultivá-la para superar as dificuldades de nossa época.

-Thich Nhat Hanh (Do livro "Eu busco refúgio na Sangha")

quarta-feira, junho 24, 2009

Transformando sua Consciência, Transformando seu Sofrimento

O texto dessa semana (clique aqui) traz uma mensagem muito forte: Tudo vem da mente. Se a mente é transformada, tudo se transformará. Pense um pouco sobre esse frase e perceba os impactos profundos e as possibilidades que se abrem.

No texto, Thich Nhat Hanh nos ensina que: "A inabilidade vem de nossa mente, e a inabilidade pode ser transformada por nossa mente. Se a transformação acontece em sua consciência, então a inabilidade desaparecerá como uma realidade no mundo manifestado. A mente é como um pintor." Essa afirmação traz a responsabilidade para nós mesmos. Temos que parar de culpar os outros por nossos sofrimentos, medos, ansiedades e tomar a responsabilidade pela nossa felicidade.

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quarta-feira, junho 17, 2009

Ouça os sinos de plena consciência

Os sinos de plena consciência estão soando. Por toda a Terra estamos experimentando enchentes, secas e incêndios florestais. O gelo está derretendo no Ártico e furacões e ondas de calor estão matando milhares. As florestas estão desaparecendo rapidamente, os desertos estão crescendo, espécies estão se extinguindo cada dia, e mesmo assim continuamos a consumir, ignorando o soar dos sinos.

O texto (clique aqui) sugerido dessa semana traz um alerta de Thich Nhat Hanh, nos mostrando que os sinos de plena consciência sobre a situação de nosso planeta estão soando, mas poucos estão ouvindo e agindo realmente. O que você está fazendo de concreto para mudar a situação do planeta?

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segunda-feira, junho 15, 2009

O Sentido da Vida

Uma mulher pergunta para Thich Nhat Hanh:

- Qual o sentido da vida?
- Isto é filosofia, responde rindo Thay
- Não, mas deve haver uma razão! Porque estamos aqui? perguntou novamente ela.

Thich Nhat Hanh respondeu:

"Esta é uma chance de descobrir o mistério da vida. Muito excitante! (risos) Você tem algo a descobrir, algo muito profundo, algo muito maravilhoso. Esta prática de olhar profundamente pode satisfazer sua curiosidade, e esta é uma razão para estar vivo - para descobrir você mesma, para descobrir o cosmos. Esta é uma alegria.

Você poderia focar sua questão em "como" e não ser capturada sempre no "porquê". A vida é uma maravilha! Estamos aqui para experimentar as maravilhas da vida. Se você tiver plena atenção e concentração suficientes, poderá ter uma descoberta importante e penetrar na realidade da maravilha da vida.

A vida é uma manifestação prodigiosa. Não apenas a rosa é maravilhosa, não apenas as nuvens e o céu são um milagre, mas o barro e o sofrimento são também maravilhosos. Portanto desfrute entrar em contato com a vida; descubra o mistério da vida. E não gaste seu tempo perguntando questões metafísicas! (risos)"

sábado, junho 13, 2009

Budismo Engajado e o Conflito Israel-Palestina

Querido Thay, Querida Sangha,

Sinto-me humilde ao estar aqui, na presença de tantas pessoas cuja compaixão e dedicação tocaram os corações e as vidas de muitas outras. Em comparação com a sua bondade, a sua prática e os frutos dos seus esforços, sou realmente um peixe bem pequenino. Mas é muito melhor ser um peixinho nadando no riacho da compaixão do que frigindo na panela do ódio.

Falo com vocês como israelense, americano, cidadão adotivo da cidade de Roma, judeu, budista, poeta. Como músico, estudante de política e religião, professor, amigo, parceiro, ex-marido, motociclista entusiástico; como um ex-soldado de infantaria que até hoje ainda sente a presença do seu fuzil de assalto automático da mesma forma que alguns mutilados sentem os membros perdidos, apoiado sobre o ombro, com cheiro de graxa e suor. Falo com vocês como irmão, filho e algum dia, talvez, pai. Gostaria de lhes oferecer a seguinte reflexão sobre minha compreensão limitada do Budismo Aplicado no contexto do Oriente Médio.

Vocês podem pensar que na Terra Santa há um conflito entre israelenses e palestinos. Essa não é a verdade. Há um grande sofrimento, sim. O medo a tudo impregna: não apenas o medo de incursões militares, de assassinatos, de ataques terroristas, do chamado para se apresentar à força militar de reserva ou da aniquilação nuclear, mas o medo da exploração, da insegurança econômica, o medo da perda, de não produzirmos o suficiente, de não sermos fortes o suficiente. O conflito se alastra por todos os setores da sociedade, desde as escolas até o governo, o tráfico assassino, a família, o exército; as esferas pública e privada, religiosa e secular. Há uma violência tremenda contra mulheres e crianças, abuso de poder nos locais de trabalho, corrupção, negligência em grande escala e destruição do meio ambiente natural e humano.

Toda essa violência é o resultado da confusão, de percepções enganosas e de visões errôneas. O sofrimento é imenso, mas se nós o interpretarmos erroneamente como o resultado de um conflito entre duas nações, estaremos ignorando suas raízes reais e só vamos perpetuá-las. Usando a ferramenta budista de olhar a fundo no vazio de um eu independente, nós podemos ver uma realidade diferente. Nós, israelenses e palestinos, podemos não ser o mesmo, mas também não somos diferentes. Somos unidos no nosso medo, limitados pelo nosso ódio, intimamente conectados pela nossa incapacidade para ouvir com um coração aberto e idênticos ao sustentarmos a noção errônea de que o nosso sofrimento é o resultado de um conflito nacional.

Por Favor, Não Se Junte a Nós
Não estou negando a existência das máquinas de guerra, dos ataques suicidas, dos pontos de checagem ou das ameaças existenciais. Mas, observando a realidade a fundo, podemos ver que a guerra física é um reflexo da guerra nos nossos corações, uma tentativa de controlar nosso sofrimento, projetando-o em um inimigo externo claramente identificável. Encobrir a realidade mais profunda do nosso sofrimento e de suas causas, disfarçá-lo com uma narrativa de dois personagens, é fazer uma grande injustiça e tornar impossível qualquer transformação real.

Na minha opinião, entender a dimensão mais profunda do sofrimento na Terra Santa já é uma forma de budismo aplicado. Que passos práticos podemos dar para aliviar o sofrimento?

O primeiro passo, como sempre, é nos protegermos e cultivarmos a compaixão. Você pode viver no Sudeste Asiático, na Europa, ou em qualquer parte deste planeta tão generoso nos prover, e assistir frequentemente na televisão às imagens de conflitos políticos. Se nós respondermos a essas imagens movidos pelo julgamento, reduzindo a rede infinita de causas e condições sociais, políticas, institucionais, familiares e psicológicas a um esquema simplista de dois lados, um sendo a vítima e o outro o agressor, estaremos regando as sementes de julgamento em nós mesmos. O ódio e a raiva não precisam de autorização nem de passaporte para passar por pontos de checagem ou muros de concreto e com essa mesma facilidade eles podem entrar nos nossos corações. Se nós fortalecermos as sementes do julgamento, do ódio e da raiva, seus frutos encontrarão um caminho para todos os aspectos das nossas vidas e prejudicarão nossos relacionamentos com todos os que nos rodeiam. Seus parceiros, seus filhos, seus pais e todos os seus entes amados são preciosos para você. Seria uma grande vergonha se os nossos males e a nossa confusão provocassem um momento sequer de discórdia ou de desarmonia na sua família e na sua comunidade.

As mesmas imagens de televisão podem ser abraçadas com compaixão e compreensão profunda. Pense em alguém que lança um foguete Qassam em Israel. Ser um militante não é toda a verdade. Ninguém é apenas um militante. Ele pode ser um militante, filho, irmão, amigo, artista, estudante e assim por diante, inclusive uma vítima de numerosas causas em vários níveis e oriundas de várias direções – levando a essa crença de que matar pode resolver o seu sofrimento ou o sofrimento de seus entes amados. Tampouco alguém é apenas um soldado. A verdade de um soldado é igualmente complexa, humana, sua confusão e suas ações podem ser vistas como o resultado de várias causas, profundas e abrangentes, das quais ele, seu comandante e seu general são todos vítimas. Se eles fossem capazes de olhar mais a fundo, agiriam de forma diferente.

Por favor amigos, para seu próprio bem e felicidade, tomem isto como uma meditação na não-dualidade, na ausência de sinais e no interser, para desenvolverem sua compaixão pelos que ainda não aprenderam a fazer isso. Vocês darão aos seus filhos um belo exemplo de não-julgamento e eles então poderão enriquecer suas vidas e as de seus amados com compaixão e compreensão. Assim, vocês podem transformar um ataque de foguetes ou uma incursão militar em amor, transformando a ignorância em uma lição do Darma. Eu acredito que essa prática vai levar mais alegria para a sua própria vida e isso é motivo suficiente para praticá-la.

Remover o obstáculo de uma visão dualista também oferece várias oportunidades para o Budismo Aplicado em uma escala maior. Assim como encontramos o medo em cada setor da nossa sociedade, podemos encontrar também oportunidades. Nós do Oriente Médio faríamos bem em aprender a apreciar as muitas condições para alegria e felicidade que já estão presentes no aqui e agora. Isso inclui nossas amizades já existentes, nossos filhos, a beleza natural espetacular que nos rodeia e a alegria que podemos encontrar retornando ao milagre da nossa respiração.

Entre essas condições, encontram-se também os incontáveis projetos de paz e de desenvolvimento, graças à dedicação e à generosidade de indivíduos do mundo todo. Seja qual for a sua especialidade – serviço social, saúde, agricultura, meio-ambiente, arte e cultura, esporte e assim por diante – eu acredito que toda contribuição pode aliviar o sofrimento e aos poucos regar as sementes da alegria, desde que seja oferecida após ter se dado o aprofundamento pessoal da prática da compaixão, do não-julgamento e da não-dualidade. Sem essa prática, receio que qualquer esforço, infelizmente, apenas contribuirá para mais sofrimento. Projetos de coexistência são úteis e bem-vindos, mas enfocar só a coexistência, na minha opinião, é correr o risco de enfatizar apenas um resultado das causas subjacentes. A compaixão, a escuta profunda e a fala amorosa podem ser praticadas em todos os níveis da sociedade e em todas as línguas.

- discurso apresentado por Bar Zecharya na conferência “Budismo Engajado no Século XXI”, no Dia Vesak das Nações Unidas de 2008, em Hanói, Vietnã - Publicado na revista Mindfulness Bell)

Fotos: Leonardo Dobbin

Tradução: Renata Colacco

quinta-feira, junho 11, 2009

Aprendendo o que é falar a verdade

Recomendamos a leitura do texto (clique
aqui
) retirado de uma palestra de Dharma de Thay Phap An, professor de Dharma de Plum Village.

Nessa aula o monge sênior mostra que temos que buscar formas habilidosas para falarmos a verdade de modo que possamos regar as sementes positivas do outro. Regar essas sementes positivas é a base para que possamos encarar nosso sofrimento sem sermos subjugados por ele. Ele ensina que Verdade é algo que tem a capacidade de reconciliar, dar às pessoas esperança, dar felicidade às pessoas. Quando você fala e causa dano, embora possa estar correto, não é nenhuma verdade.

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quinta-feira, junho 04, 2009

Abraçando nossa dor depois do desastre

Nessa semana onde ficamos perplexos com a queda do avião no oceano e da morte das muitas pessoas a bordo, sugerimos a leitura de uma reflexão (clique aqui) de Thich Nhat Hanh sobre como abraçar nossa dor depois de um desastre desses.

Thay escreveu esse texto após o Tsunami que varreu a Ásia há alguns anos atrás e se pergunta porque essas coisas acontecem a alguns de nós. Vontade de Deus, karma? Porque alguns morrem e outros sobrevivem? Como clarear a dor que nos aflige nesses momentos?

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quinta-feira, maio 28, 2009

Nossos ancestrais estão vivos em nós

Você vê sua mãe e seu pai em você? Com quanta clareza e profundidade você pode ver isso? E quando você olha para a sua mãe e o seu pai, você se vê neles? Quão profundamente você enxerga isso? A leitura do texto em anexo (clique aqui) traduzido por Marcelo Abreu (blog Paraserzen), de uma palestra de Thay realizada no ano passado, trata desse assunto.

Thay encerra o texto assim: "Meu pai e minha mãe, eles são meus ancestrais, os meus ancestrais mais jovens. Como seres humanos, nós temos ancestrais humanos. Tivemos diversas gerações de ancestrais humanos e, geneticamente falando, todos os nossos ancestrais estão vivos em nós. Pensamos que todos eles já morreram, porém isso não é verdade. Nossos ancestrais de diversas gerações ainda estão vivos em nós, e nós os carregamos futuro adentro. Nós os transmitimos futuro adentro. Então, quando você se casa e tem filhos, você transmite seus ancestrais aos seus filhos. Os seus ancestrais adentram, assim, o futuro."

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sábado, maio 23, 2009

Pimentão

Saiu o ranking dos alimentos movidos a agrotóxico. Cruzando na frente a faixa de chegada vem o pimentão, vermelho como uma Ferrari envenenada. Graças a Deus eu não ligo para pimentão. Mas para cenoura eu ligo, para tomate, brócolis, couve, espinafre, agrião, alface. Fiz muito regime na vida, cresci comendo salada; quando se é jovem, a vaidade conta mais que a própria vida. Há vinte anos não existiam os orgânicos nos supermercados, somente a carne e o açúcar acendiam o sinal de alerta dos mais naturebas. O nascimento do meu filho mais velho, há nove anos, foi o divisor de águas da geladeira lá de casa. Só aí aboli os pesticidas do cardápio. Frango e ovo também, só se forem de galinhas caipiras. Treinamento de guerreiro espartano é pinto perto dos horrores praticados nas granjas. Quando eu vejo um paillard de frango, me dá vontade de chorar. Dizem que as galinhas não andam, que as luzes nunca se apagam para que ponham mais ovos, que enchem as coitadas de hormônio. A coisa é séria. Nasceu barba na bebê de uma amiga quando a menina começou a tomar canja. Pararam de dar frango, a barba sumiu. Já ouvi de um médico que essas máquinas que fazem suco com casca e tudo poderiam ser batizadas de "Jesus me chama" porque o mata-peste acumulado na casca vai para o copo junto com a fruta.

Eu como muito atum. Achava saudável até descobrir que, além das doses mortíferas de mercúrio entranhadas no peixe, o que chega a nossa mesa é tão de granja quanto as penosas, alimentado com a mesma ração. Além do mais, o bendito ômega 3 só é encontrado no atum selvagem, daqueles que nadam quilômetros em mar aberto. O mesmo acontece com o salmão. Esse peixe só é rosa porque come krill em alto-mar. O tom avermelhado do salmão que chega às nossas feiras é pura maquiagem de betacaroteno. Tanto que salmão na minha infância era iguaria rara, hoje dá mais que chuchu na serra.

Meus pais compraram um sítio não muito grande em Teresópolis há mais de quarenta anos. É uma região de pequenos agricultores, na grande maioria veneneiros. A única mata nativa que restou no vale está na nossa propriedade. A do vizinho foi toda torrada em fomos de carvão junto com um pomar centenário. O que nós vimos de atrocidades naturais acontecerem em volta não está no gibi. Vimos e, confesso, também cometemos algumas.

Meu pai tinha o sonho de ser fazendeiro e tentou realizá-lo modestamente no sítio. Lembro dele manuseando um galão de agrotóxico como se fosse a grande solução da lavoura. Eram os anos 70, e não se falava em alternativas viáveis para o plantio. O sonho de fazendeiro do meu pai morreu junto com o seu Almeida, o agricultor que cuidava da plantação. Seu Almeida prosperou a ponto de comprar um Fusca. Num fim de semana mais animado, voltando para casa com o teor alcoólico acima do permitido, enfiou o Fusca debaixo de um caminhão e nunca mais o sítio foi produtivo. Estranhamente, essa tragédia acabou salvando nossa terrinha.

Marcos Palmeira tem sua fazenda de orgânicos quase vizinha à nossa propriedade. Ele e seu sócio senegalês, Ali, nos convenceram a replantar o sítio com as técnicas limpas que dominam. O solo virgem, parado há mais de vinte anos, permitiu que já se entrasse plantando. Eles puxaram a água da nascente por gravidade, sem motores, bombas ou baterias, e plantaram vários pés de limão siciliano e uma horta para os de casa. Tudo com irrigação por gotejamento, sem desperdício. Construíram um galinheiro arejado, com umas galinhas lindas que ciscam no meio da plantação e produzem ovos, carne e adubo. Vingou tudo o que se pode imaginar. Dá orgulho ver. Justamente agora, na semana em que o ministro da Saúde afirmou que não come mais pimentão, estamos recebendo em casa nossa primeira cesta básica. Só lamento meu pai não estar aqui. Acho que ele ia gostar de ser fazendeiro com selo verde de qualidade.

- Fernanda Torres (publicado na Veja Rio em 29 de abril de 2009)

quarta-feira, maio 20, 2009

Oração Funciona?

Recentemente na Sangha Viver Consciente um companheiro mencionou sobre suas orações e questionou a forma como as fazia. Você também já deve ter se questionado: oração funciona? Para te ajudar a refletir sobre esse tema sugerimos a leitura do texto em anexo (clique aqui) retirado de um livro do Thay que fala sobre o poder da oração.

Pessoas de todas as crenças usam alguma forma de oração ou meditação na sua prática espiritual, embora possam parecer bastante diferentes uma das outras. Nesse texto o Thay busca nos dar uma visão abrangente sobre esse tema, colocando questões como: Porque rezar? Quem é a pessoa para quem rezamos? Porque a oração funciona às vezes e outras não? Há algum modo de pedir que garanta resultados satisfatórios?

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segunda-feira, maio 18, 2009

Significado de Não Violência

Não-violência não significa não-ação. Não-violência significa que agimos com amor e compaixão. No momento que paramos de agir, minamos o princípio da não-violência.

-Thich Nhat Hanh

sábado, maio 16, 2009

O espírito de Não Violência

Um veterano do Vietnã estava criticando o monge vietnamita Thich Nhat Hanh sobre sua firme dedicação a não violência. "Você é um tolo" disse o veterano - "o que você faria se alguém varresse todos os budistas do mundo e você fosse o último que restasse. Você não tentaria matar a pessoa que estava tentando te matar, e dessa forma salvando o budismo?"

Thich Nhat Hanh respondeu pacientemente "Seria melhor ele me matar. Se há alguma verdade no budismo e no dharma, ela não irá desaparecer da face da Terra, mas reaparecerá quando buscadores da verdade estiverem prontos para redescobri-la. Ao matar eu estaria abandonando os verdadeiros ensinamentos que estaria buscando preservar. Portanto seria melhor deixar ele me matar e permanecer verdadeiro ao espírito do dharma."

quarta-feira, maio 13, 2009

Uma Flor Para Sua Lapela

Nesta semana que iniciamos com a comemoração do dia das Mães, sugerimos a leitura de um texto (clique aqui) enviado pela Sangha Plena Consciência de São Paulo.

O que melhor resume o texto é o poema de Thich Nhat Hanh:

Naquele ano, embora eu ainda fosse muito jovem,
Minha mãe me deixou,
E compreendi
Que era um órfão.
Todos ao meu redor estavam chorando.
Eu sofri em silêncio...
Deixando que as lágrimas corressem,
Senti minha dor suavizar-se.
A noite cobriu o túmulo da minha mãe,
O sino do templo tocou docemente.
E eu entendi que perder a mãe
É perder todo o universo.

Leia e se emocione com esse texto belíssimo sobre as mães (clique aqui). Depois divida o que você achou do texto.

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quarta-feira, maio 06, 2009

Conhecendo a Melhor Maneira de Viver Sozinho

Neste Vesak, sugerimos a leitura de um texto (clique aqui) extraído de um livro do Thay sobre a vida do Buda.

No texto podemos ler o sutra do Buda sobre a melhor maneira de viver sozinho. Ele diz que a melhor maneira é habitar na plena consciência. Estar consciente do que está acontecendo no momento presente, o que está acontecendo no seu corpo, sentimentos, mente e objetos da mente. Saber como olhar em profundidade para as coisas no momento presente. Não perseguir o passado nem se perder no futuro, porque o passado não mais existe e o futuro ainda não chegou. A vida só pode acontecer no momento presente. Se perdermos o momento presente, perderemos a vida.

Leia (clique aqui) e depois divida seu insight conosco.

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sábado, maio 02, 2009

Carta do Chefe Índio

“O Presidente, em Washington, informa que deseja comprar nossa terra, mas como é possível comprar ou vender o céu, ou a terra? A idéia nos é estranha. Se não possuímos o frescor do ar e a vivacidade da água, como vocês poderão comprá-los?

Cada parte desta terra é sagrada para meu povo. Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada bruma na floresta escura, cada campina, cada inseto que zune. Todos são sagrados na memória e na experiência do meu povo.

Conhecemos a seiva que circula nas árvores, como conhecemos o sangue que circula em nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo e a grande águia são nossos irmãos. O topo das montanhas, o húmus das campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, pertencem todos à mesma família.

A água brilhante que se move nos rios e riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão lembrar-se de que ela é sagrada. Cada reflexo espectral nas claras águas dos lagos fala de eventos e memórias na vida do meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.

Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede, conduzem nossas canoas e alimentam nossos filhos. Assim, é preciso dedicar aos rios a mesma bondade que se dedicaria a um irmão.

Se lhes vendermos nossa terra, lembrem-se de que o ar é precioso para nós, o ar partilha seu espírito com toda a vida que ampara. O vento, que deu ao nosso avô seu primeiro alento, também recebe seu último suspiro. O vento também dá às nossas crianças o espírito da vida. Assim, se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão mantê-la à parte e sagrada, como um lugar onde o homem possa ir apreciar o vento, adocicado pelas flores da campina.

Ensinarão vocês às suas crianças o que ensinamos às nossas? Que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra.

O que sabemos é isto: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue nos une a todos. O homem não teceu a rede da vida, ê apenas um dos fios dela. O que quer que ele faça à rede, fará a si mesmo. “

- Carta do Chefe Índio Seattle ao Presidente dos EUA que queria comprar as terras dos índios em 1852 para colocar imigrantes

quarta-feira, abril 29, 2009

Nutrindo Paz (parte 2)

Essa semana sugerimos a continuação do texto sobre os nutrientes (clique aqui). Nessa semana vamos estudar os dois últimos nutrientes: a volição e a nossa consciência.

A volição é nosso desejo mais profundo. Nós temos que perguntar para nós mesmos, o que é meu desejo mais profundo nesta vida? Nosso desejo pode nos levar na direção da felicidade ou na direção do sofrimento.

O último tipo de nutriente é nossa consciência. Quando a semente de raiva está em nossa consciência mental, nos alimentamos dela enquanto ela estiver lá e a raiva ficará mais forte em nós. Thay nos aconselha a estarmos atentos às sementes que estão em nossa consciência mental para nos alimentarmos de forma saudável.

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Sangha

Não espere por um mestre ou uma Sangha perfeitos. É preciso apenas um grupo de pessoas comuns comprometidas, para que se recebam grandes benefícios. Quando as pessoas do grupo tomam refúgio na Sangha, esta cresce forte e harmoniosa. Quando sorrimos e respiramos conscientemente, a Sangha toda sorri e respira conscientemente junto conosco.

Na Sangha, as pessoas se ajudam mutuamente. Quando caímos, há sempre alguém que nos ajuda a levantar. Quando praticamos meditação andando, estamos servindo a nossa Sangha. As técnicas para construir uma Sangha são: manter um leve sorriso, meditar andando, parar (shamatha) e permanecer no momento presente. Alicerçados nessas bases, podemos ajudar os outros. O mais importante é a Sangha ser feliz, nutrida e estável.

-Thich Nhat Hanh do livro "Tansformações na Consciência"

sexta-feira, abril 24, 2009

Encontro de Praticantes do Nordeste

É com muita alegria que informo que o primeiro encontro dos construtores de Sangas e praticantes nordestinos da linhagem do Mestre Thich Nhat Hanh foi confirmado.

O tema será “Nossa oração é a nossa ação”. Acontecerá entre 15 e 17 de maio na Serra do Xammaiar, Chã Grande, a 70 km de Recife, PE.

Se você quiser participar entre em contato com Maria Goretti no e-mail
maria_goretti9@hotmail.com
ou nos telefones
(81) 41015799,
(81) 91034639,
(81) 96196849 ou
(81) 94462716.
Ela tem também as informações sobre os custos de estadia e alimentação...

Já estão confirmados praticantes de Fortaleza, da Sangha de Natal e de nascente Sangha de Recife.

Mesmo que você não tenha uma comunidade organizada de prática, que você seja apenas um simpatizante ou curioso acerca da abordagem do budismo socialmente engajado, por favor, não encare esses elementos como obstáculos - todos são bem-vindos para sentir e experimentar alguns dias de prática sem compromisso nenhum.

quarta-feira, abril 22, 2009

Quem é o Buda?

Há alguns anos Thich Nhat Hanh escreveu um livro sobre budismo para crianças. Como Thay sempre nos chama de suas crianças espirituias, sugerimos que você leia essa semana duas histórias desse livro (clique aqui).

Na primeira Thay nos conta a história do garoto que queria saber quem era o Buda. Através de uma história simples Thay nos lembra que o Buda não é uma estátua, nem um Deus, mas está dentro de cada um de nós. Um Buda é uma pessoa que está consciente sobre o que está acontecendo dentro de si e a sua volta e tem muito entendimento e compaixão.

Na segunda história Thay conta a história de um filho que desperdiçou todas as riquezas de seu pai. Através da história, Thay nos mostra que somos ricos mas não nos damos conta. Temos tudo que precisamos para sermos felizes, mas desperdiçamos nossa vida lamentando.

Leia e veja em profundidade através da simplicidade do texto (clique aqui). Depois divida seu insight conosco.

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Lugares Sagrados

Podemos ir a um monastério ou a uma bela ilha para retiro e cura, desde que saibamos que a cura está dentro de nós e que o lugar é apenas a condição que permite à cura manifestar-se. Não confira poderes especiais de cura ao lugar. Quando deixarmos de correr de um lugar para outro, seremos muito mais felizes.

- Thich Nhat Hanh