quinta-feira, setembro 25, 2008

Não seja enganado pelas palavras e idéias

Sugerimos que você estude o pequeno texto (clique aqui) onde Thay explica uma das palestras de Dharma do mestre Lin Chi.

No texto Thay dá uma série de mensagens importantes. Ele diz "Seja você mesmo. Não tente ser ninguém mais. Ser uma pessoa comum já é maravilhoso." Thay também nos alerta que prática não é trabalho duro e que palestras de Dharma não são a verdade. O Dharma verdadeiro existe na mente dos estudantes como sementes e as palestras de Dharma são apenas como pequenas nuvens que liberam chuva e fazem com que as sementes nas mentes dos praticantes brotem e se manifestem.

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Minha prática do 5o. Treinamento

Quando tomei os Cinco Treinamentos achava que seria algo muito distante parar de beber. Havia outros pontos do treinamento por onde poderia iniciar meu trabalho de transformação e, na verdade, eu não entendia muito porque eu deveria parar. Afinal, eu não era alcoólatra, e nem bebia tanto assim. Bebia socialmente como se diz.

Com o tempo, a força do treinamento se fez manifestar e realmente diminuí a quantidade de álcool que eu ingeria, mas parar era algo ainda difícil. O álcool funcionava como elemento de socialização e relax e a me faltava uma razão, um motivo.

Há pouco mais de um ano uma pessoa passou a freqüentar a nossa Sangha e logo de cara compartilhou com todos seu problema com álcool. Com a seqüência de encontros passamos a dividir e sentir junto com ele as dores de ser um dependente. Ele é uma pessoa doce e amável e passou a freqüentar semanalmente o grupo o que só me fez estimá-lo, admirá-lo e sentir muita dor a cada vez que ele tinha uma crise e voltava a beber. Pude sentir seu sofrimento e seu desespero.

Em um retiro no ano passado veio o insight. O fato de eu beber contribuía para a indústria do álcool que era justamente o que o fazia sofrer. É difícil parar de beber vendo tanta gente bebendo. Percebi claramente o interser. Ele sofre como sofre porque eu bebo. Me senti responsável pela sua dor e decidi parar de beber. A consciência do sofrimento que fala o treinamento caiu como um raio e vi claramente todas as ligações e a conseqüência de meus atos.

Deixei de beber por muito tempo, até que relaxei e bebi uma taça de vinho em um jantar na minha casa, e depois um copo de cerveja em outro evento e assim por diante. Só conseguia beber um copo, porque a cada gole a consciência do sofrimento estava presente. Creio que o processo em mim é assim mesmo, em ondas. A consciência vai se aprofundando aos poucos. Depois de um novo retiro esse ano, e após ler os depoimentos da revista Mindfulness Bell, minha conscientização se tornou mais profunda e minha plena atenção mais forte para me alertar da conseqüência de meus atos.

Percebi também o interser entre os treinamentos. Não beber, significa não matar. O meu companheiro de Sangha está se matando a cada porre, como outros tantos com o mesmo problema. Eu beber também estou ajudando a matá-lo. Não beber também significa generosidade. Estou abrindo mão de um hábito, por causa dessas pessoas. Não beber ajuda a manter o compromisso de responsabilidade sexual. Outra companheira de Sangha foi abusada quando criança pelo pai que bebia muito. Não beber é poder controlar a fala e ouvir melhor. Quem nunca ouviu conversa de bêbado? Todos falam, ninguém ouve.

Há bastante tempo não bebo nada com álcool e meu compromisso é, através dessa minha renúncia, ajudar de alguma forma aqueles que não tem escolha. Aqueles para os quais o primeiro copo significa também o vigésimo e com conseqüências tristes.

- Leonardo Dobbin

quinta-feira, setembro 18, 2008

Phap Hai: Cultivando a Base do Ser

Sugerimos que você estude a palestra de Dharma (clique aqui) compartilhada pelo irmão Phap Hai, monge do Deer Park Monastery, que nas últimas duas semanas esteve conosco aqui no Brasil.

Phap Hai chama os praticantes espirituais de "cultivadores", cultivadores das sementes que nós temos em nossa consciência, criando condições que permitam que as sementes positivas venham adiante. Em vez de ser uma prática de trabalho duro, através do cultivo da plena consciência nós permitimos que nossa sabedoria inata floresça, no seu próprio tempo e modo.

Através da comparação com a fábula da busca dos cavaleiros do Rei Arthur pelo Santo Graal, ele mostra que o cultivo nos guia através da busca pelo nosso Graal, nossa aspiração mais profunda. Ele nos conduz pela fábula, misturadas com histórias do Buda e ensinando em profundidade.

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Experiência com o 5o. Treinamento

Dois anos depois de descobrir Thay e seus ensinamentos, decidi parar de beber álcool. Havia muitas razões. Eu tinha acabado de passar seis meses na Índia sem beber nada de álcool e estava inspirada a continuar esta prática. Eu também testemunhei os terríveis efeitos do vício no álcool em alguém, muito querido. E eu estava profundamente inspirada pelos ensinamentos do Thay – é melhor ser plenamente consciente do que está acontecendo dentro de nós mesmos ao invés de nos perdermos em uma taça de vinho.

No início, quando socializava com amigos, eu tinha muitas explicações para dar. Aparentemente, não beber é mais incomum que ser vegetariano. A parte mais difícil era, de longe, como explicar minha decisão para amigos sem fazê-los sentir que eu estava de algum modo os julgando. Depois de eles reconhecerem minhas preferências, mesmo se não entendiam completamente, muitos fizeram um esforço especial para servir adoráveis refrigerantes ou sucos, ao invés de uma garrafa de vinho.

Assim, o álcool completamente sumiu do meu sistema e dos meus pensamentos. Eu saltava as bebidas alcoólicas no supermercado e desfrutava de uma variedade de refrigerantes. Eu nunca realmente bebi muito, mas ao parar completamente me tornei consciente de como eu havia usado o álcool. Era o modo que eu lidava com o stress na minha vida. Depois do trabalho, apenas uma taça de vinho induziria um sentimento relaxado, aconchegante que me permitia deixar ir tudo. “Portanto, o que está errado com isso?” Eu costumava dizer a mim mesma, especialmente se uma taça de vinho faria esse truque. Contudo, o vinho suavemente mascarava o problema sem contribuir em nada para a solução. Porque eu me permitia ficar tão estressada pelas coisas que aconteciam no trabalho?

Passando a beber somente chá, também me permitiu reconhecer o papel do álcool em nossa sociedade. Eu descobri o quanto é socialmente inaceitável não beber. Há um estigma associado a isso e se presume que os únicos que param completamente de beber são os alcoólatras.

Depois de seis anos sem beber álcool, eu gradualmente me tornei menos estrita na minha prática. Ocasionalmente, quando socializando com amigos e colegas, eu tomava uma taça de vinho. Eu gostava do gosto e a sensação de estar confortavelmente confraternizando, o que é muito importante para nós nos Países Baixos. Mas isso também significou que o álcool começou a crepitar na minha vida novamente. No supermercado, eu comecei novamente a olhar para os vinhos. Ou quando pedalava do trabalho para casa, sentia um desejo por uma taça para um relaxamento imediato. Eu resisti, mas percebi que por muitos anos não havia nada para eu resistir – porque quando não estava bebendo álcool os desejos tinham ido. Eu acho que esse é um considerável benefício de parar completamente – você não tem que pensar sobre isso. Nunca!

Portanto, eu escolhi parar novamente, mas desta vez com um profundo entendimento das razões. Razões que me dão a confiança de acreditar que eu irei evitar o destino do famoso fumante que disse “parar é fácil, eu já fiz isso várias vezes.”

- Evelyn van Veen (Shining Strenght of the Heart) Amsterdam, Países Baixos

quarta-feira, setembro 10, 2008

Amor Verdadeiro

No texto dessa semana podemos estudar a reflexão de Thich Nhat Hanh sobre o amor verdadeiro (clique aqui). Ele diz que devemos realmente compreender a pessoa que queremos amar. Se nosso amor não passa de uma vontade de possuir, ele não é amor. Devemos olhar em profundidade para ver e compreender as carências, as aspirações e o sofrimento da pessoa amada. É essa a verdadeira base do amor.

No texto Thay também explica a meditação sobre a compaixão, a meditação sobre o amor, a meditação do abraço, que vale a pena aprender para praticar, e para finalizar, uma lindíssima história sobre o rio que descobre sua verdadeira essência.

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Reflexão sobre o 5o. Treinamento

Nos meus estudos, aprendi que o insight era uma das portas para a liberação e que não-eu, impermanência e não-sofrimento eram as chaves para o insight. Estas eram idéias interessantes, mas eu não conseguia realmente descobrir como praticá-las. Resultou que minha prática com álcool me deu meu primeiro lampejo dentro do não-eu.

Inicialmente, quando eu praticava o Quinto Treinamento de Plena Atenção, era sempre forçado, quase um esforço físico evitar beber. Às vezes esta técnica não funcionava e eu acabava bebendo. Nesses casos eu frequentemente tentei trazer minha plena consciência à minha bebida, tomando ciência de como ela me fazia sentir. Eu trazia consciência para as razões que me levavam a beber e descobria o desejo de me conectar mais profundamente com os outros, de escapar das emoções negativas e para me sentir mais confiante. Às vezes notar esses desejos fazia com que minha cerveja não fosse terminada.

Com o tempo, eu vi como minha vida estava melhorando por reduzir o consumo de álcool. Embora ocasionalmente me sentisse como se estivesse faltando algo para a alegria. Outras vezes era o oposto, um sentimento de culpa por beber e ir contra meu voto. E outras vezes eu subia no meu cavalo alto e dizia a meus amigos o quanto eles eram maus por beber.

Plena atenção fez com que fosse cada vez mais fácil não beber. Eu comecei a me sentir mais livre. Então algo mudou - eu percebi como o fato de eu beber encorajaria meus amigos a beber. É fácil beber quando outros estão fazendo isso. Eu vi que ao comprar uma cerveja, estava pagando pelos anúncios da indústria do álcool. Eu era parcialmente responsável pelo problema do alcoolismo que temos em nossa sociedade. Meu ponto de vista se deslocou - não era mais apenas somente sobre mim. Quando eu vi isto pela primeira vez, e entendi isso em meu coração, então neste momento todo desejo de beber foi removido. Não havia sentimento de culpa, não havia sentimento de estar perdendo algo, nenhum desejo de escapar. Substituindo o desejo estava um sentimento de amor e cuidado pelos meus amigos. Eu percebi que poderia me conectar com eles de um modo verdadeiro sem a necessidade de álcool. Eu poderia estar com eles sem julgá-los pelo fato deles beberem. Eu me senti muito livre. Eu senti que pela primeira vez em minha vida, minhas intenções finalmente estavam em linha com minhas aspirações.

O insight do não-eu e a mente do amor estão presentes com sua voz clara: não é apenas sobre mim.

- Paul Baranowski (Solid Awakening of the Heart), Toronto Canadá
Publicado na revista Mindfulness Bell n. 48

quinta-feira, setembro 04, 2008

A Energia Habitual da Raiva

Thich Nhat Hanh nos conta no texto dessa semana (clique aqui) a história de David e Angelina. Uma fábula muito bonita e rica de ensinamentos sobre o comportamento humano.

David sempre culpava os outros pela sua infelicidade. Ele fazia sofrer as pessoas mais próximas. Apesar de não querer que elas fossem infelizes, o hábito era tão forte, que ele não conseguia evitar suas atitudes. Angelina é a companheira, aquela pessoa muito agradável que passa a fazer parte da nossa vida e, se soubermos cuidar dela, nossa vida adquire mais significado. Como David não soube tomar conta de si mesmo e da energia que existia em seus hábitos não soube cuidar da sua Angelina. É por esse motivo que as Angelinas nos deixam, por sofrerem muito com o nosso comportamento.

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Aviso Importante - Descontos para estadia em Plum Village

A Irmã Harmonia, de Plum Village, nos informa que aqueles que gostariam de viajar para Plum Village e não podem pagar pela estadia, serão hospedados pela metade do valor da acomodação. De forma a apoiar pessoas que viajam do Brasil, Plum Village cobrará apenas metade do custo normal de forma que as pessoas de poucos recursos possam ir e praticar junto aos monásticos na Europa.

Não perca essa oportunidade de praticar junto a maior Sangha ligada ao Thay!

quinta-feira, agosto 28, 2008

As Três Jóias

Sugerimos essa semana que você estude o texto (clique aqui) sobre as Três Jóias: O Buda, o Dharma e a Sangha.

Thay nos ensina que a raiz da palavra Buda significa despertar, tomar conhecimento, compreender. E aquele que desperta e compreende é chamado de Buda. Simplesmente isso! O Dharma, isto é, o que Buda ensinou, é o caminho da compreensão e amor: como entender, como amar, como transformar esses conhecimentos numa realidade. Sangha é a comunidade que vive consciente e em harmonia.

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quarta-feira, agosto 27, 2008

Reflexão sobre o 5o. Treinamento de Plena Atenção

Este é o Quinto Treinamento de Plena Atenção: Consciente do sofrimento causado pelo consumo irrefletido, comprometo-me cultivar boa saúde, tanto física como mental para mim, minha família e para a sociedade praticando o ato de comer, beber e consumir de modo consciente. Farei ingestão de produtos que preservem a paz, o bem-estar e a alegria em meu corpo, em minha consciência, no corpo da coletividade, na consciência de minha família e da sociedade. Estou determinado a não ingerir álcool ou outro tóxico, alimentos ou produtos que contenham toxinas tais como alguns programas de TV, revistas, livros, filmes e conversas. Estou consciente de que prejudicando meu corpo e minha consciência com estes venenos estou traindo meus antepassados, meus pais, a sociedade e as futuras gerações. Trabalharei para transformar a violência, o medo, a angústia e a confusão em mim e na sociedade adotando hábitos de consumo salutares para mim e para sociedade. Compreendo que uma conduta adequada é importante tanto para a autotransformação como para a transformação da sociedade.

Depoimento: Eu sofri muito devido ao que ingeri no passado. Enquanto crescia, minha família era muito infeliz e não éramos capazes de ficarmos próximos e nos apoiar. Como resultado, todos nós desenvolvemos vícios pela comida e pela TV, entre outros hábitos não saudáveis. Juntando-me à Sangha e ouvindo este treinamento, soube que tinha que mudar o modo fundamental como eu estava me relacionando comigo mesmo. Eu não mais quis negligenciar meu corpo e ser aterrorizado pelos meus pensamentos e sentimentos perturbadores. Eu tomava refúgio na comida, no esnobismo intelectual, na expressão criativa não saudável e numa atitude julgadora. Naquele momento eu queria deixar estes refúgios. Mas como eu poderia fazer tal mudança radical?

Este treinamento me faz ficar em contato com muitos elementos de que eu sou feito. Cultivando consciência, eu posso escolher que elementos permitir entrar em mim para se tornarem o futuro eu. Eu aceito que sou vulnerável, afetado por tudo no meu ambiente e também que sou poderoso, apto a direcionar meu futuro por saber quais ambientes me permitirão crescer saudável e quais não permitirão. Quando eu identifico o sofrimento, posso examinar o que tenho consumido – o que como, o que presto atenção, o que penso, o que digo ou participo. Fazendo isso tenho a confiança que dei um bom passo em direção ao bem-estar.

Agora quando como, eu penso: "Quero comer esta comida porque meu corpo deseja o nutriente ou porque me sinto agitado e quero ignorara agitação?" Se meu corpo deseja ser nutrido pela comida, ao comer estou sendo compassivo e amoroso comigo mesmo. Se estou me sentindo agitado, preciso me dar compaixão, tomar conta de mim mesmo retornando à minha respiração e acalmando a agitação.

Quando eu compro coisas, trazendo consciência eu posso perguntar: "Estas coisas me trarão alegria depois?" Eu convido minhas motivações a se revelarem e também minhas necessidades. E então eu me pergunto, o que me traz alegria e paz? Desta maneira posso conhecer meu verdadeiro eu e prestar atenção a todas as coisas maravilhosas ao meu redor que me trazem alegria, solidez e clareza. Eu preciso ser compassivo e usar essas oportunidades para me nutrir agora de forma que possa ser forte no futuro.

Este treinamento me leva ao refúgio da sangha, para o ambiente saudável que ela provê. Na sangha eu consumo estabilidade, sanidade e amor. Eu participo alegremente da corrente da vida nos meus pares ao permitir que meu coração se abra. Estando presente eu os nutro e sou nutrido por eles, e minha vida tem sentido. A partir deste treinamento eu reconheço que minha prática é alimento para mim mesmo e para todos que conheço. Eu pratico este treinamento por minha família de forma a amá-los melhor, por meus ancestrais cujos ambientes os preencheram com degradação e desejo e, portanto eles perderam a oportunidade de desenvolver a capacidade de amar e serem amados.

- Scott Morris (Realizing Vision of the Heart) - Toronto, Canadá

(Publicado na revista Mindfulness bell n. 48 - Traduzido por Leonardo Dobbin)

domingo, agosto 24, 2008

Carta do Thay ao Presidente do KFC

Dharma Cloud Temple
Plum Village Meditation Practice Center
Dordogne, France

David C. Novak, CEO e Presidente
Yum! Brands, Inc.


Prezado Sr. Novak,

Espero que minha carta o encontre em boas condições de saúde.

Ouvi relatos de que os fornecedores do KFC cortam o pescoço de frangos conscientes, que muitas aves ainda estão conscientes ao passarem pelo processo de escaldamento e que o KFC recusa-se a convencer seus fornecedores a adotarem métodos mais humanitários, seja para as aves ou para os seres humanos envolvidos no processo.

Também fui informado de que os frangos produzidos para o KFC são genética e farmacologicamente manipulados para se desenvolverem muito rapidamente, de forma tão pouco natural, que acabam incapacitados devido ao excesso de peso corporal. É muito constrangedor observar tudo isso.

Tenho oferecido retiros para líderes empresários como o senhor; muitos de meus amigos são executivos também e entendo as pressões que devem sofrer. Também tenho certeza de que o senhor tem muita compaixão no coração. Se esses relatos forem verídicos, por favor, pare e reconsidere-os. Nenhuma criatura com sentimentos deve ser tratada com tamanha crueldade. Qualquer tratamento com brutalidade fere não apenas cada uma dessas aves, mas também cada um de nós, inclusive o senhor e seus entes queridos. Se olhar profundamente, tenho certeza de que verá a questão com clareza e terá determinação para buscar outro caminho. Acredito que já saiba, em seu coração, que nosso sucesso na vida não pode ser medido apenas em dólares e centavos.

Por favor, reflita e faça o melhor possível, pelo menos ao implantar as recomendações de seus próprios consultores na área de bem-estar animal. Estou à sua disposição e ficaria feliz em ter notícias. As cartas poderão ser enviadas aos cuidados de minha assistente, Sister Pine (ubcadmin@earthlink.net).

Prezado amigo, muito obrigado por ler esta carta.
Thich Nhat Hanh (Mestre Zen)

(traduzido por Denise Kato)

quinta-feira, agosto 21, 2008

Práticas de Paz

O texto dessa semana (clique aqui) foi retirado de uma palestra pública de Thay na Universidade de San Diego em 2007 para mais de 2.000 pessoas. A parte que selecionamos mostra práticas para obtermos paz.

Thay nos ensina que a prática da paz envolve corpo e mente. A paz pode começar apenas com levar nossa atenção à nossa inspiração. Thay propõe uma série de exercícios concretos para levar paz ao nosso corpo e a nossa mente extraído diretamente dos ensinamentos do Buda. No texto Thay nos mostra também como lidar com sentimentos dolorosos.

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quinta-feira, agosto 14, 2008

O Caminho para o Bem Estar (parte 3)

Essa semana sugerimos que você termine de estudar (clique aqui) o caminho para o bem-estar. Continuando o texto da semana passada, a irmã Annabel, monja sênior do Thay e abadessa do monastério de Green Mountain, nos ensina práticas associadas às Quatro Nobres Verdades. De uma forma original, ela nos mostra o caminho ensinado pelo Buda para o bem-estar.(clique aqui)

Ela nos ensina que as Quatro Nobres Verdades são uma prática, e não devemos apenas cortar o sofrimento fora, bani-lo, mas descobrir suas causas. E vamos remover as causas, porque não queremos tratar os sintomas, queremos tratar as raízes do nosso sofrimento. Nessa semana vamos estudar o Esforço Correto, a Atenção Plena Correta e a Concentração Correta.

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Sangha do Thay em Natal

É com muita alegria que posso te dar a notícia da criação de mais uma Sangha ligada ao Thay no Brasil. A Sangha de Natal depois de um longo período de gestação finalmente nasceu. Estão todos convidados para o encontro de apresentação que acontecerá na quarta-feira, 20 de agosto, às 21:30 hs na Academia Central de Aikido, rua Professor João Ferreira de Melo, atrás do CCAB Sul. Para mais informações sobre como chegar, acessem: http://www.aikidorn.com.br/aikidorn/V2/index.html

Na reunião os idealizadores do projeto da comunidade - Antonino Condorelli e Gabriel Lopes - apresentarão a mensagem de Thây, divulgarão material sobre seus ensinamentos, ilustrarão as suas próprias experiências de prática e discutirão junto aos interessados e as interessadas sobre como organizar a nascente Sangha. No encontro serão também apresentadas as atividades e os projetos da organização-não-governamental Coletivo Quan An, inspirada nos princípios do Budismo Engajado.

Se você mora em Natal, não deixe de ir e aproveitar essa oportunidade única de participar de uma Sangha.

quinta-feira, agosto 07, 2008

O Caminho para o Bem Estar (parte 2)

Essa semana sugerimos que você continue estudando (clique aqui) sobre o caminho para o bem-estar. Continuando o texto da semana passada, a irmã Annabel, monja sênior do Thay e abadessa do monastério de Green Mountain, nos ensina as Quatro Nobres Verdades de uma maneira diferente. Em uma formulação positiva, ela nos mostra o caminho ensinado pelo Buda para o bem-estar.(clique aqui)

Ela nos ensina que as Quatro Nobres Verdades são uma prática, e não precisamos ser eruditos para entendê-las. Precisamos apenas ser praticantes. Não precisamos nem mesmo ser budistas. No texto ela nos ensina uma prática bem concreta de trazermos as Nobres Verdades para nossa vida. Nessa semana vamos estudar a Fala Correta, a Ação Correta e o Meio de Vida Correto.

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segunda-feira, agosto 04, 2008

Obrigado Thay

Querido Thay,

Eu recentemente fiz um retiro com o professor de Dharma Larry Ward. O insight e a plena atenção que aprendi foram muito úteis para minha prática e essenciais para meu crescimento.

Você não deve lembrar, mas em 1995 eu estava preso na Prisão Estadual de Folsom. Enquanto estava lá, sua organização me mandou uma assinatura grátis da revista Mindfulness Bell. Iniciamos um grupo de meditação e você doou muitos livros e fitas de áudio. Quando fui solto em 1997 nosso grupo tinha crescido para mais de 300 homens que se encontravam semanalmente para sentar em meditação. Eu ouvi dizer que agora o grupo cresceu para pelo menos 80 prisões, com mais de 3.000 homens meditando diariamente. Os livros e a ajuda em meditação que você nos deu são ainda parte da biblioteca de meditação da Prisão Folsom.

Eu permaneci com minha prática e o que aprendi dos seus livros e ensinamentos me ajudou a ser bem sucedido com minha liberdade. Por isso eu devo dizer obrigado.

Eu também tomei as Três Jóias e os Cinco Treinamentos de Plena Atenção esta manhã no nosso retiro com Larry Ward.

Eu agora começo a usar meu talento para ensinar a mais prisioneiros sobre meditação através de um jornal/newsletter. Você pode ler sobre ele no meu website (http://m-squared.org/dharmaseeds.html)

Eu espero que algum dia possa te conhecer pessoalmente e me curvar em reverência pelo que você me passou através dos seus ensinamentos – pelos quais serei sempre grato.

Paz,

Mark Maxey
Oklahome City

(Carta publicada na revista Mindfulness Bell n. 48 - Traduzido por Leonardo Dobbin)

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quinta-feira, julho 31, 2008

O Caminho para o Bem Estar

Você sabe qual o caminho para o bem-estar? A formulação comum das Quatro Nobres Verdades fala do caminho do sofrimento, mas a irmã Annabel, monja sênior do Thay e abadessa do monastério de Green Mountain, nos ensina de uma maneira diferente. Em uma formulação positiva, ela nos mostra qual o caminho para o bem-estar.(clique aqui)

Ela nos ensina que as Quatro Nobres Verdades são uma prática, e não precisamos ser eruditos para entendê-las. Precisamos apenas ser praticantes. Não precisamos nem mesmo ser budistas. No texto ela nos ensina uma prática bem concreta de trazermos as Nobres Verdades para nossa vida.

Um texto básico de budismo. Leia (clique aqui) e aprenda.

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quarta-feira, julho 30, 2008

Contemplação sobre o retiro em Deer Park por um novato (por Jim Dudley)

Sou um policial por mais de 27 anos na polícia de San Francisco. É um trabalho desafiador, recompensador, mas às vezes difícil. Eu já vi mais que minha parcela de violência e tragédias humanas. (...) Quando minha parceira Susan sugeriu que eu a acompanhasse no retiro em setembro, eu prontamente aceitei. Susan é médica com um estilo de vida similar ao meu – trabalho é importante, valoroso e recompensador, mas também muito estressante. Ela segue o Mestre Thich Nhat Hanh e possui e lê muitos de seus livros.

Nos registramos, fizemos nossa tenda e caminhei pela área. Inicialmente estava um pouco apreensivo sobre os dias seguintes, mas me soltei enquanto caminhávamos montanha acima e olhamos no cânion abaixo. A vista é calmante. (..) Subimos ao deck que tem uma vista do cânion, e que é perto do pagode. As árvores circundam o complexo como vigias. O cheiro das árvores de pimenta ainda está comigo. (...)

Susan e eu somos quase vegetarianos, portanto a mudança na dieta não foi difícil para nenhum de nós. As refeições eram ótimas e era óbvio que muito cuidado e pensamento acontecia a cada refeição preparada para nós. Nosso grupo de discussão de Dharma, “Nomes Verdadeiros”, tinha a tarefa de limpeza, tornando os potes e panelas limpos de novo. Era um trabalho bom, limpo e plenamente consciente que desfrutamos como time.

Quando o grupo de Dharma primeiramente se reuniu no nosso segundo dia, minhas primeiras impressões pegaram o melhor de mim. Eu era muito rápido para julgar as pessoas, aborrecido quando alguém pediu para mover o grupo de um local para outro ou quando alguns falavam muito mais frequentemente que outros. Nos apresentamos seguindo o círculo mas isto foi muito breve. Era aparente que todos éramos da área de San Francisco. Conversamos sobre a palestra de Dharma do Thay e o que isso significou para nós. Pelo menos, alguns de nós falamos. Parecia que aqueles que já pertenciam a Sanghas tinham mais a falar. Eu não estava certo sobre o protocolo, portanto me mantive quieto, preferindo ao invés ouvir e aprender. Eu deixei o grupo me sentindo um pouco frustrado, (...) sentindo como se estivesse em um encontro do clube que eu não era membro.

Não me ajudou o fato de no jantar e depois nos mantivéssemos em silêncio. Eu não podia expressar algumas de minhas frustrações e ignorância a Susan até depois do almoço do dia seguinte. É claro que na tarde seguinte, Susan me desarmou com sua habitual e calma razão. Sua voz suave foi um morno boas vindas depois do silêncio prolongado não familiar. Ela me encorajou a me manter um livro aberto, experimentar os ensinamentos, ouvir e aprender da nossa irmã no Dharma e dos outros no grupo. Eu segui seu conselho com renovada determinação. Eu estava plenamente consciente da respiração. Tornei mais lento meu passo durante a meditação caminhando. Senti meu usual pescoço rígido soltando um pouco.

Eu estava cético com relação às palestras de Dharma. Isto mudou um pouco quando ouvi aos ensinamentos do Thay e percebi que não era retórica, mas razão. Ele falou sobre partilha e sacrifício, esperança e inspiração. Quando ele respondeu perguntas de ambos, crianças e adultos, falou em termos facilmente compreensíveis. Não havia ambigüidade. Ele respondeu às questões diretamente. Ele não disse o que as pessoas queriam ouvir. Às vezes ele pedia aos que perguntavam que olhassem para ele. O melhor de tudo é que ele não julgava os outros.

Em um determinado ponto Thay parecia que estava falando para mim quando falou o quão importante os agentes da lei são para nossa comunidade e que ele já organizou retiro para eles. Ás vezes fiquei indeciso, tentando reconciliar ser plenamente atento em um trabalho que requer que sejamos vigilantes, abordar os outros e reagir rápido com instinto em algumas situações. Às vezes meu trabalho requer que usemos força, em algumas ocasiões força para matar. Ele mencionou seu livro, "Keeping the Peace: Mindfulness and Public Service". Eu pensei que seria bom ler sobre como ser mais plenamente atento na minha profissão.

Quando li os Cinco Treinamentos de Plena Atenção, me perguntei se eu poderia cumpri-los. Susan já tinha indicado que tomaria os votos no último dia do retiro. Eu verdadeiramente lutei com o pensamento. Eu poderia facilmente ter dito que iria tentar, como disse alguém no nosso grupo de Dharma, que eles eram "apenas guias". Alguns dos outros no nosso grupo lutaram contra o pensamento assim como eu. Alguns falaram em tomar os treinamentos e segui-los estritamente, enquanto outros davam suas versões do que é verdadeiro comprometimento, com alguma falha misturada.

Enquanto falávamos, o grupo se transformou diante de meus olhos. Indivíduos que anteriormente me aborreceram e que eu via como caricaturas, falavam com compaixão e insight. Um casal falou de tragédias pessoais que levaram eles a um comprometimento profundo com os Treinamentos. Outros falaram de suas religiões anteriores recebidas na infância e o conflito que isso causou dentro delas. Outros ainda falaram de conflitos morais e éticos com o que previamente conheciam. Ocorreu-me que a escolha é de fato um comprometimento pessoal que uma pessoa pode fazer somente por si mesma. No final, encontrei um respeito renovado por todos no meu grupo e desejei que tivéssemos tido essa conversa mais cedo na semana. Eu quis conhecê-los melhor e falar mais sobre mim.

Na manhã seguinte, sentei e assisti enquanto Susan e vários outros no nosso grupo de Dharma se comprometeram com os Cinco Treinamentos de Plena Atenção. A sala de meditação estava completamente cheia de gente apesar de ser bem cedo. Eu ouvi a descrição de cada um dos Cinco Treinamentos e as respostas dos homens, mulheres e crianças que participaram. Uma parte de mim queria estar ali também. Na conclusão da cerimônia, eu testemunhei o quanto isso significou para Susan, enquanto ela abraçava seus amigos e abertamente chorava. Lágrimas de alegria fluíam livremente na sala, incluindo algumas do meu grupo de discussão do Dharma que fizeram reservas a cerca dos Treinamentos na noite anterior. Eu estava feliz que falamos sobre nos encontrarmos novamente ao voltarmos para San Francisco.

Susan e eu juntamos e embalamos as coisas para voltarmos para casa. Desfrutamos de nosso último almoço com alguns de nossos amigos e demos nosso adeus. O que parecia ser potencialmente uma estadia muito longa quando chegamos, mudou para uma curta visita enquanto nos preparávamos para ir. Desde que voltamos para casa, ainda tento viver no presente, mastigar devagar e desfrutar minha comida, ser plenamente atento às coisas que faço. Sei que fisicamente me sinto melhor e muito mais relaxado. Eu realizei algumas caminhadas meditativas e sempre desfruto do relaxamento profundo, meu tipo favorito de meditação. Eu paro quando ouço um sino e lembro de respirar. Tento ser plenamente atento aos outros e não tão rápido para julgar. Estou começando a entender a filosofia de comunidade e apoio e tentarei ensinar e praticar com os outros.

Este retiro não será meu último.

(Jim Dudley é capitão da polícia de San Francisco)

quarta-feira, julho 23, 2008

Você é um Buda em potencial

O texto que sugerimos essa semana (clique aqui) vem te lembrar um grande fato. Você é um Buda em potencial. Todos temos o Buda interior que precisamos desenvolver de forma a transformarmos nosso sofrimento.

Thay nos ensina a conversar com nosso Buda interior, uma prática que toca todas as qualidades do Buda e percebe que o Buda é absolutamente real – não uma idéia, não uma noção, mas uma realidade. Nossa tarefa, nossa vida, nossa prática é nutrir o Buda em nós e nas pessoas que amamos. Thay também nos ensina a forma correta de tocar o sino, a voz do Buda, que nos ajuda na nossa prática.

Um texto básico de budismo. Leia (clique aqui) e aprenda. Divida seu insight sobre o texto em nosso blog.

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segunda-feira, julho 21, 2008

Sem Medo, Sem Visão (Irmão Phap Luu)

Muito do sofrimento que experimentamos no mundo, nos EUA hoje em dia, é devido ao medo. Vem do sentimento de sermos uma vítima, do sentimento que não estamos no controle, do sentimento que estão fora de nós forças que de alguma forma tem poder sobre nós. Portanto a questão é como trazemos o Dharma para este momento, para dentro de nossas vidas, de forma que possamos gerar não-medo em nós mesmos e naqueles ao nosso redor?

Se perguntarmos a nós mesmos a questão, a cada momento, estamos realmente perguntando a nós mesmos, como eu estou gerando não-medo para mim mesmo, para minha família, para minha comunidade? Deste modo não somos mais prisioneiros de nenhum governo, de nossa sociedade, do medo de que alguém está vindo e atirando no nosso filho pequeno, ou qualquer outro medo que tenhamos.

Nossos medos são irracionais. Entramos em carros e dirigimos por aí todo dia, e é muito mais provável que morramos em um acidente de carro do que sermos seqüestrados em um avião. Aquecimento global é algo para se temer – estamos falando sobre todas gerações seguintes.

Na minha prática, quando eu olho para o que eu faço a cada momento, eu tomo cuidado em não basear o que eu estou fazendo em uma visão. Eu sinto que isto é uma grande causa pela qual somos ineficientes em transformar o modo que a sociedade funciona. Eu pertencia a grupos ativistas antes de me tornar um monge, portanto experimentei o que significa basear as ações em uma visão. ”Isto é claro, estas pessoas estão matando, estão destruindo o ambiente, certo? Portanto eu tenho que fazer isso.”

No seu ensinamento do Nobre Caminho Óctuplo, o Buda disse que tudo é baseado na visão correta. Se não temos a visão correta, como podemos falar sobre pensamento correto? Como podemos falar sobre concentração correta? Precisamos ter uma visão correta.

Em última análise visão correta é a ausência de qualquer visão. É apenas uma questão de se temos clareza ou não. Não é uma questão de bom ou mau, de julgar, punir ou mesmo estatística. Estas são todas apenas visões, modos de ver o mundo. Avidya é ignorância; uma maneira de traduzir essa palavra é ausência de luz.

Como podemos deixar esta mente clara a cada momento? Não há medo, porque na claridade não há nascimento, não há morte. É apenas manifestação e ausência de manifestação.

O que fazemos hoje em dia, dez mil anos atrás era a mesma coisa. No tempo do Buda, havia um príncipe que matou seu pai e aterrorizou o país. O Buda não saiu e protestou. Isto é o que eles faziam naquele tempo. Agora temos eleições.

Quando fazemos meditação caminhando com Thay, chamamos isso uma caminhada de paz, mas o que está acontecendo lá? Já andei com faixas, é muito tedioso. Mas quando você vê Thay andando, é realmente interessante! Você não está tão certo do que ele está fazendo. E nós também não! Nós estamos andando. Não, estamos seguindo nossa respiração, estamos seguindo nossos passos.

(Irmão Phap Luu, Monge de Deer Park – publicado na revista Mindfulness Bell 45)